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Vida Urbana E Doenças Mentais

Vida urbana e doenças mentais

Traduzida em números, a insegurança dos últimos cinco anos espanta: só os assaltos aumentaram 60% no RS. Assassinatos, roubos seguido de morte, assaltos a carros forte e tiroteios agora fazem parte do dia a dia da capital gaúcha, que ocupa a 43ª colocação no ranking das cidades mais violentas do mundo.

O ser humano que vive e trabalha numa cidade poder se acometido por doenças causadas pela poluição sonora, trânsito caótico, violência urbana, lixo, empurrões e outros fatores estressantes. As pessoas são atraídas para trabalhar e viver nas cidades pela possibilidade de obterem  melhores empregos e melhores “oportunidades” de trabalho.

Há cerca de 50 anos, menos de um terço da população mundial vivia nas cidades, em 2012, esse número havia subido para mais da metade da população mundial. A perspectiva para o ano de 2050 indica que 70% de toda a população do mundo esteja vivendo em cidades.

O aumento da população urbana, além de gerar maior demanda nos setores de transporte, emprego e segurança, afeta diretamente nas condições de vida, do ser humano poder viver  com saúde e boa expectativa. As cidades poderão deixar de ser o melhor lugar para se viver.

Segundo o  Instituto Central de Saúde Mental de Mannheim, o aumento da população urbana tem sido acompanhado pelo aumento da ocorrência de distúrbios psíquicos nos cidadãos. Uma das doenças mais verificadas, a depressão, já causou o custo de 120 bilhões de euros ao ano para os governos e cidadão europeus.

Além da depressão, o estresse e o caos urbano também causam demência, ansiedade e psicose. Porém, na sociedade e no dia a dia a frequência dessas doenças são subestimadas pelo próprio doente, principalmente quando a doença está em seu estágio natural, pela sociedade e pelas empresas, afinal, quase todo mundo sente dores de cabeça, sobrecarga diária e tristeza, as doenças somente se tornam mais visíveis quando atingem níveis mais agudos.

Na Alemanha, entre os anos 2000 e 2010, o número de afastamentos médicos causados por doenças mentais dobrou. Na América do Norte, a depressão foi a principal causa dos 40% dos caos de licença médica.

No Brasil, segundo dados do Núcleo Epidemiológico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a ansiedade, a depressão e a dependência química são causadas diretamente pela violência urbana e falta de qualidade de vida. Os mais vulneráveis são aqueles que vivem em regiões periféricas e mais pobres de uma determinada cidade.

É difícil evitar as consequências psicológicas do medo provocado pela violência, mas aqueles que têm acesso a apoio, incluindo redes de apoio social, financeiro e emocional, têm uma maior capacidade de enfrentar os problemas sem se deixar abater.

Em primeiro lugar é preciso saber que a maioria das pessoas já sofreu um sofrerá uma situação potencialmente traumática. Estas situações podem oscilar entre eventos mais conhecidos, como violência e acidentes, mas também podem ser cumulativas, como pequenas situações estressoras, que envolvem respostas a um sofrimento ocorrido ao longo do tempo.

Existem fatores que colaboram para a incidência destes microtraumas, como centros urbanos, por exemplo, em que a ansiedade e a pressão são estimuladas, assim como a rivalidade – em detrimento da solidariedade –, e o núcleo familiar fragmentado. Tudo isso configura uma situação de solidão, desamparo, o que pode acarretar em uma situação de sofrimento.

Estes fatores cumulativos que podem ir deixando ruídos num indivíduo, tal como aquele que a pessoa atravessa depois de um episódio traumático mais reconhecido. Mas este tipo de situação pode ajudar as pessoas a revisitarem seus valores, perspectivas e significados que elas dão à própria vida; a despeito do sofrimento, os eventos traumáticos são chacoalhadas que a vida dá e que despertam o indivíduo para novas reflexões e comportamentos, que colaboram, depois de algum tempo, para uma qualidade superior de vida.

Atendimentos em Porto Alegre

A psicopedagoga Dolores Bordignon tem grande experiência no atendimento a pacientes com transtornos de ansiedade em Porto Alegre. Da mesma forma auxilia pais e familiares dos pacientes a lidar com a doença. Entre com contato para atendimento de ansiedade em Porto Alegre. Os transtornos de ansiedade podem levar a pessoa a tentar evitar situações que desencadeiam ou pioram a sensação de sufocamento e mal estar. O desempenho no trabalho, na escola e as relações pessoais podem ser afetados. Embora cada tipo de transtorno de ansiedade tenha características únicas, a psicoterapia é um tratamento eficaz.

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