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São Paulo Inclui Habilidades Socioemocionais No Currículo Das Escolas Públicas

São Paulo inclui habilidades socioemocionais no currículo das escolas públicas

A Prefeitura de São Paulo deu um passo à frente na educação das novas gerações e apresentou, na última sexta-feira (15), o currículo que será seguido nas escolas para os alunos do ensino fundamental (do 1º ao 9º ano). O currículo paulistano traz novidades em relação à diretriz nacional, com robótica e habilidades socioemocionais, que incluem criatividade, empatia, abertura à diversidade, autonomia e pensamento crítico.

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As habilidades socioemocionais vêm sendo discutidas no mundo todo como uma necessidade para se formar melhor o estudante para os desafios do século 21. Críticos sustentam, no entanto, que os professores atualmente ainda não sabem como inserir essas competências em suas aulas. Isso porque não haverá uma aula à parte para essas competências; elas devem permear todas as disciplinas. Há também a dificuldade em se avaliar a prática.
Segundo o secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, os professores da rede farão uma formação especial para o novo currículo em 2018.

O novo currículo menciona nove competências com características socioemocionais. Além de nomear a habilidade, o texto indica para o que ela serve. Por exemplo, ao descrever o item “empatia e colaboração”, o documento menciona que o estudante precisa ser ensinado a “trabalhar em grupo, criar, pactuar e respeitar princípios de convivência, solucionar conflitos, desenvolver a tolerância à frustração e promover a cultura da paz”. No tópico “abertura à diversidade” fala-se em “conviver harmonicamente com os diferentes”.

A secretaria afirma que ouviu, através de uma pesquisa online, mais de 43 mil estudantes entre 8 e 18 anos para traçar o perfil do aluno que a rede municipal deseja formar. Professores e estudantes da rede também foram consultados sobre o que consideravam importante estar no novo currículo. 16 mil professores opinaram.

O desenvolvimento da empatia e das habilidades socioemocionais logo cedo reflete no presente e principalmente no futuro dos estudantes. Lidar com as pessoas, fazer novas amizades, propor soluções colaborativas para resolver problemas, tudo isso envolve o aprendizado socioemocional que poucos desenvolvem no decorrer da vida. Essa falta de aprendizado faz com que esses jovens tenham maior tendência a ter dificuldades de se relacionar, de identificar as próprias emoções e de ter autocontrole.

Estas dificuldades aparecem no mercado de trabalho, que já vem exigindo cada vez mais a capacidade de se relacionar consigo mesmo e com os outros. O conhecimento técnico, mesmo que bem estruturado e desenvolvido, pode não valer perto das dificuldades em lidar com o emocional. A inserção do aprendizado nas escolas já prepara os jovens para o que os aguarda no futuro.