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Quem é O Novo Homem E Como Chegar Lá

Quem é o novo homem e como chegar lá

Está difícil ser homem hoje em dia. O velho modelo não serve mais, mas continua por aí “assombrando”. O papel masculino está em transição, ou melhor, em multiplicação, pois agora não se pensa mais em um papel, mas sim em papéis masculinos.

A realidade atual apresenta desafios para muitos homens que ainda não estão conscientes dos novos papéis. É preciso estimular a reflexão sobre este fato. Pensar sobre qual papel representar para os filhos e quais as responsabilidades no desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária. É necessário que homens e mulheres acordem para essa necessidade de quebra de paradigmas e se ajudem mutuamente, que experimentem novos comportamentos livremente para que os novos papéis masculinos sejam encarados como aprendizados de vida e não como dívidas sociais.

Quais são estes papéis?

  • de cuidador e cuidado;
  •  de dono-de-casa;
  • de vaidoso;
  • de romântico;
  • de pai;
  • de profissional;
  • de emotivo;
  • de aprendiz de todos os outros papéis que surgirem dentro de uma relação inclusiva e respeitosa.

Falamos em transformações mentais e comportamentais, pois há muita propaganda enganosa sobre este tal de novo homem. O homem tem uma opinião liberal em relação às mulheres e aos seus papéis, mas, na prática, ainda pode se comportar mais como seu pai ou seu avô.

Como mudar?

Precisamos de uma democracia individual e existencial para o nascimento do novo homem, rediscutindo a família e o trabalho. Para que o homem possa ser mais solidário, companheiro, afetivo, cúmplice e íntimo, permitindo-se parar e sentir o que carrega no peito. Para que, enfim, o homem possa ser emocionalmente saudável, sendo espontâneo e criativo nas relações que estabelece consigo mesmo, com os outros e com o mundo em que vive.

A mudança é grande e traz insegurança, mas há muito aganhar, hoje e no futuro. Reconhecer as conquistas conjuntamente e aproveitá-las ajuda a encarar a transição. De acordo com o psiquiatra Luiz Cuschnir, “apesar da crise, vivemos um momento riquíssimo. Não se trata apenas de ver homens e mulheres mudando. Estamos presenciando a evolução da humanidade, que caminha para um patamar melhor”.

Confira dicas de Cuschnir para ajudar no desenvolvimento deste novo homem. Como sempre dizemos, neste caminho, todos temos a ganhar.

– O homem precisa de espaço para refletir, viver seu mundo interno sem se sentir obrigado a dividir tudo com a mulher. A mulher quer se sentir segura, apoiada e conseguir admirar o homem pela sua força emocional e por seu desejo de conquista, de se desenvolver pessoalmente.

– O primeiro passo é o desenvolvimento do potencial afetivo de cada um, aliado a uma boa comunicação, e a ampliação da possibilidade de compartilhar a vida com o outro através do respeito e da conscientização de que o cônjuge não é uma propriedade.

– Homens e mulheres são, hoje, solicitados para responder fortemente a exigências financeiras e emocionais no relacionamento. Como isso gera muito conflito entre eles, a superação está no equilíbrio pessoal entre atividade profissional e atendimento emocional que o cônjuge necessita naquele determinado momento – necessidades estas que vão se transformando ao longo do tempo e que podem ter variações até diárias.

– O homem não tem a necessidade de verbalizar o sentimento, ele apenas o vive e demonstra isso de outras maneiras. Muitas vezes, até a dedicação que ele tem ao trabalho, visando suprir as necessidades femininas, é uma maneira dele se sentir declarando amor a ela. Desde muito precocemente, ele lida com a questão de que ser homem é enfrentar o mundo sem medo, sem expressar o que sente para não ser visto como fraco.