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Os Quatro Cavaleiros Do Apocalipse No Casamento E O Caminho Para Superá-los

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse no casamento e o caminho para superá-los

Na bíblia, o Apocalipse é prenunciado pela vinda de quatro cavaleiros que anunciam o fim dos tempos. Você sabia que este simbolismo pode ser aplicado ao seu casamento também?

John Gottman descobriu que os casais infelizes no casamento ou fadados a se divorciar entram num ciclo destrutivo das interações, emoções e atitudes que leva ao fim do casamento.

Segundo suas pesquisas, isto costuma acontecer em quatro etapas previsíveis, que ele chamou de Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, com cada cavaleiro preparando o terreno para o seguinte, desgastando a comunicação e fazendo com que os cônjuges prestem atenção cada vez mais para as falhas um do outro e do casamento.

Esteja atento a isto não para reforçar os problemas no outro, mas sim para compreender a sua situação. Eu sou terapeuta de casais a uns bons anos e posso concordar com Gottman sem problemas. Pode ter certeza de que nenhum desses problemas é irreversível e nenhum deles acontece de forma aleatória.

O caminho para a superação destes problemas são elementos que eu tenho trabalhado constantemente em meus vídeos no Youtube e Instagram. Conira também o papel da inteligência emocional no casamento, conorme

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Na terapia de casal e de família online busca-se identificar onde as interações estão problemáticas e procurar modos de melhorar o relacionamento.

A terapeuta Dolores Bordignon atende em Porto Alegre e pela internet, especialmente pelo Skype e Whatsapp. Tem grande experiência mais de 25 anos de experiência com famílias e casais.


O lado negativo do casamento: Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse

O Primeiro Cavaleiro: A CRÍTICA

Crítica são os comentários negativos sobre a personalidade do parceiro, em geral num tom que atribui culpa. A crítica pode ser confundida com a queixa, e as queixas podem fazer bem ao relacionamento, sobretudo quando o marido ou a mulher veem suas reivindicações sendo atendidas. Mas há uma diferença fundamental entre queixa e crítica.

A queixa é dirigida a uma atitude ou comportamento específico, enquanto a crítica costuma generalizar e atinge o caráter da pessoa. A queixa simplesmente expõe os fatos, a crítica costuma ser recriminatória, um ataque à pessoa e não ao fato.

Numa queixa, a esposa aponta especificamente o que a irrita e censura a ação, não o marido, dizendo como este comportamento a fez sentir-se. É uma expressão de inteligência emocional básica, objetiva, clara, assertiva, não reativa nem passiva.

Muitas vezes a crítica expressa frustração não declarada e ira não resolvida. Um cônjuge sofre calado enquanto o outro fica alheio à irritação crescente. Quando o que sofre calado não consegue mais conter os sentimentos negativos, estoura e parte para a ofensa.

A crítica deixa a pessoa que a recebeu sentindo-se envergonhada, desgostosa, censurada e na defensiva, sendo provável que contrataque com críticas também.

O Segundo Cavaleiro: O DESPREZO

Um cônjuge que despreza o outro na verdade tem a intenção de insultá-lo ou ferí-lo psicologicamente. O sentimento de desprezo muitas vezes surge quando um cônjuge está desgostoso com o outro ou farto dele, quando desaprova suas atitudes e deseja ficar quite.

Os pensamentos negativos sobre o parceiro abastecem o desprezo com insultos, xingamentos, e formas hostis de humor como o escárnio e a ridicularização. O desprezo acaba com a admiração e com os pensamentos afetuosos.

O Terceiro Cavaleiro: ATITUDE DEFENSIVA

Quando o marido ou a mulher se sente alvo de desprezo, é natural que assuma uma atitude defensiva: pode eximir-se das responsabilidades, justificar seus problemas, contratacar com críticas, insistir nos mesmos pontos, lamuriar e se colocar como vítima. A atitude defensiva também pode se expressar no tom de voz ou na linguagem corporal, como cruzar os braços.

A atitude defensiva é muito prejudicial ao casamento porque os cônjuges não escutam um ao outro quando acham que estão sendo atacados, não conversam sobre seus sentimentos e não buscam soluções para as divergências.

O Quarto Cavaleiro: INCOMUNICABILIDADE

Ou também podemos chamar da barreira de silêncio no casal.

Quando os parceiros não conseguem chegar a uma trégua e continuam deixando a crítica, o desprezo e a atitude defensiva comandar a relação, vai chegar uma hora em que um cônjuge vai se fechar porque a conversa ficou demasiado intensa. Ele vira uma parede, sem dar qualquer indicação de estar ouvindo ou compreendendo o que o outro diz.

O silêncio em sua maioria das vezes vem do marido, já que por ter uma reação fisiológica mais radical ao estresse conjugal, o homem tende mais a fugir dele. Os homens se retraem quando as emoções se exaltam e acham melhor ficar mudos para não aumentar a tensão.

Entretanto, se os parceiros não estiverem dispostos a conversar, os problemas continuarão sem solução agravando o isolamento.

Inteligência Emocional no casamento

Voltando às diferenças de gênero na vida emocional, assim como os homens têm muito mais probabilidade de evitar o conflito e de fechar-se, as mulheres têm mais de encarar o conflito e de criticar os maridos. Essa assimetria surge como resultado das esposas cumprirem seu papel de administradoras de emoção.

Enquanto elas tentam levantar e resolver discordâncias e queixas, os maridos relutam mais em meter-se no que vão ser discussões acaloradas.

Quando a esposa vê o marido retirar-se da briga, aumenta o volume e intensidade da queixa, começando a criticá-lo. Enquanto ele se torna defensivo ou se fecha, ela se sente frustrada e furiosa, e assim acrescenta desprezo para realçar a força de sua frustração.

Quando o marido se vê objeto da crítica e desprezo da esposa, começa a cair nos pensamentos de vítima inocente ou de justa indignação que provocam cada vez mais facilmente o descontrole emocional.

Para proteger-se do descontrole, torna-se cada vez mais defensivo ou simplesmente se fecha por completo. Mas, quando os maridos se fecham, isso dispara o descontrole nas esposas, que se sentem inteiramente desrespeitadas. E à medida que o ciclo de brigas cresce, é demasiado fácil perder o controle.

E assim, na trajetória para o fim da relação, as trágicas consequências dos déficits de aptidão emocional são evidentes quando o casal se vê apanhado no ciclo de crítica e desprezo, atitudes defensivas e mutismo, pensamentos angustiantes e desequilíbrio emocional. O próprio ciclo reflete a desintegração da autoconsciência e do autocontrole emocional, da empatia e da capacidade de acalmar um ao outro e a si mesmo.

A estratégia mais adequada para fazer um casamento dar certo e impedir uma discussão de escalar para uma terrível explosão é cultivar a Inteligência Emocional do casal. Mostrar empatia, saber ouvir, reduzir a tensão, ser capaz de se acalmar e acalmar o cônjuge tornam mais provável que um casal resolva efetivamente suas divergências, permitindo a um casamento florescer e superar as coisas negativas que, se se deixar que cresçam, podem destruí-lo.

Para amenizar as diferenças na maneira como homens e mulheres lidam com os conflitos em seus relacionamentos, cada um precisa de diferentes sintonias emocionais.

Os homens precisam não contornar o conflito, mas compreender que quando a esposa traz alguma queixa ou discordância, pode estar fazendo isso como um ato de amor, tentando ajudar a manter o relacionamento saudável e equilibrado. Os homens também precisam ter o cuidado de não abreviar a discussão, oferecendo uma solução prática cedo demais. É muito importante para a esposa sentir que o marido ouve sua queixa e é empático com seus sentimentos no assunto, embora não precise concordar. Na maioria das vezes, quando uma esposa sente que sua opinião é ouvida e seus sentimentos respeitados ela se acalma.

As mulheres precisam fazer um grande esforço e ter o cuidado de não atacar os maridos, não criticá-los como pessoas nem manifestar desprezo. Queixas não são ataques ao caráter, mas uma clara afirmação de que um determinado comportamento é incômodo.