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Livros, Desenhos E O Cérebro Infantil: O Que Você Precisa Saber Antes De Abrir Um Livro E Ligar A TV Para O Seu Filho

Livros, desenhos e o cérebro infantil: o que você precisa saber antes de abrir um livro e ligar a TV para o seu filho

A importância dos livros está mais do que documentada cientificamente e a riqueza do exercício para as diferentes áreas do cérebro colocaria a leitura como a mais completa prática para a mente humana. Mas, e quando a criança ainda não é capaz de ler? Para a faixa etária dos três aos cinco anos, existem três opções:

1 – desenhos animados
2 – livros sem ilustrações (lidos pelos pais)
3 – livros com ilustrações (lidos e mostrados pelos pais)

Dentre estas três abordagens, há mesmo alguma grande diferença para o desenvolvimento e até para a compreensão infantil? Esta pergunta foi feita por pesquisadores canadenses, que utilizaram a ressonância magnética funcional para analisar como as áreas cerebrais das crianças respondiam a cada uma das histórias.

LIVROS INFANTIS OU DESENHOS ANIMADOS?

A conclusão do estudo, que será apresentada no encontro internacional da Pediatric Academic Societies para milhares de pediatras do mundo todo é a seguinte:

Os pesquisadores categorizaram a percepção infantil em “quente demais”, “fria demais” e “ideal”.

– Histórias apenas lidas pelos pais (sem ilustrações): são “frias demais”. As redes de linguagem foram ativadas, mas houve menos conectividade entre as áreas cerebrais. Houve mais evidência de que as crianças estavam tendo dificuldade para compreender o que escutavam.

– Desenhos animados: são “quentes demais”. Houve muita atividade nas regiões auditivas e de percepção visual, mas pouca conexão entre as diferentes áreas cerebrais. “A rede de linguagem estava trabalhando para acompanhar a história”, diz o pesquisador. “É como se a animação estivesse fazendo todo o trabalho pelas crianças e elas estivessem gastando sua energia para compreender o que estava se passando”. A compreensão da história, com desenhos animados, foi a pior das três.

– Histórias ilustradas: “ideais”. As redes de linguagem caíam em comparação às auditivas e, em vez de prestarem atenção apenas às palavras, as imagens amparavam a compreensão do todo. Ainda, a conexão entre as áreas cerebrais aumentou e o entendimento da história foi o melhor entre as três abordagens.

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DESENVOLVIMENTO CEREBRAL INFANTIL

Os pesquisadores explicam: dos três aos cinco anos, determinadas redes cerebrais ainda não estão suficientemente maduras e precisam de prática para se integrarem com o resto do cérebro. Ao expor as crianças a desenhos, perde-se uma oportunidade de desenvolver estas redes, havendo o risco delas não se desenvolverem com o passar do tempo, caso sejam excessivamente expostas às animações.

Isso geraria crianças incapazes de formar imagens mentais do que estão lendo e, ainda, incapazes de refletirem sobre o conteúdo das histórias. São os “leitores relutantes”, explica o pesquisador, cujos cérebros não estão preparados para extraírem o máximo da leitura.

Lembre-se sempre: a educação começa na infância. O jovem que está à sua frente hoje é fruto de um longo processo de dedicação, conhecimento e empenho. E então, o que você vai fazer pelo seu filho hoje?

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Dolores Bordignon tem mais de duas décadas de experiência clínica, somando centenas de casos individuais, de famílias e casais que desejam construir novos paradigmas. Suas palestras e workshops trazem à luz a importância da inteligência emocional para as relações pessoais, profissionais e familiares. Conheça o trabalho da psicopedagoga em nosso site. Entre em contato com Dolores Bordignon para promover um evento em sua instituição.

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