skip to Main Content
Limites Na Adolescência: O Papel Dos Pais Na Transição Da Infância Para A Vida Adulta

Limites na adolescência: o papel dos pais na transição da infância para a vida adulta

Durante a infância, as crianças até podem fazer birra, mas acabam aceitando o que os pais dizem. Só que, quando chega a adolescência, as coisas mudam. Soluções que eram eficazes para resolver os conflitos com uma criança podem ser inúteis para lidar com um adolescente.

Porém, neste período, outra coisa muda: agora, os filhos já são capazes de compreender tudo que se passa. As conversas podem e devem se aprofundar. Em poucos anos, eles terão que enfrentar o mundo adulto e chegou a hora de mostrar a eles como funciona na prática todos os valores e exemplos que foram sendo ensinados desde a infância. Principalmente, quando falamos de ajudá-los a encontrar soluções para lidar com os riscos sem deixarem de fazer o que é importante para eles.

Por isso, fica valendo uma lei de ouro na educação do adolescente, que serve para todas as situações:

Você tem o direito (e o dever) de estabelecer regras razoáveis. Mas, primeiro, é preciso descobrir se sua regra é de fato razoável e compreender por que seu filho acha tão difícil aceitar esta regra.

Ou seja, o movimento é sempre de reflexão interna e diálogo.

Veja também: como educar e proteger o adolescente hiperconectado

Quando os pais são rígidos demais e não abrem espaços para conversa, as regras parecem mais uma camisa de força que inibe do que um cinto de segurança que protege. Isso pode levar o adolescente a fazer escondido justamente as coisas proibidas pelos pais. Então, por mais tentador que pareça dizer “porque eu estou mandando” em um momento acalorado, este tipo de argumento deve acabar aqui.

Aliás, se as coisas ficarem feias entre vocês, é hora de sair de campo, respirar e voltar quando for possível retomar o diálogo. Deixe seu filho à vontade para dizer o que pensa das regras. Por exemplo, se ele quer chegar mais tarde em casa, ouça de verdade o que ele tem a dizer. Quando um adolescente percebe que foi ouvido com atenção, fica mais fácil para ele respeitar e aceitar a decisão dos pais — mesmo que não concorde.

Mas, antes de tomar uma decisão, reflita: ao passo que os adolescentes costumam pedir mais liberdade do que deveriam ter, os pais costumam dar menos liberdade do que seus filhos poderiam ter. Por isso, analise bem o pedido de seu filho. ‘Ele tem mostrado responsabilidade? Será que posso ser mais flexível?’ Esteja disposto a ceder quando apropriado.

Além de ouvir seu filho, conte a ele as preocupações que você tem. Isso poderá ensiná-lo a levar em conta os sentimentos dos outros, não só sua própria vontade.

Lembre-se: ter empatia e dialogar não significa abandonar a sua tarefa de impor limites com base na sua autoridade e no seu dever de zelar pela segurança dos filhos. Muitas vezes, por mais que tente, você não vai convencer seu filho de alguma coisa que considera fundamental e, então (e somente nestes casos), torna-se necessário estabelecer alguma regra ou proibir alguma coisa.

Leia mais: adolescência e comportamentos de risco: como conversar e orientar meu filho

Impor limites na adolescência

1 – A melhor maneira de impor limites é conversando abertamente com os filhos, especialmente com os adolescentes, apresentando a eles os riscos de cada situação. O filho precisa aprender, aos poucos, a tomar as próprias decisões;

2 – Duas perguntas podem ser importantes para que o filho adolescente responda frente às diversas situações: Quais serão as consequências do que irá fazer? Você está disposto a assumir essas consequências?

3 – Pense para falar não. Muitas vezes falamos “Não” sem pensar e, depois, temos que voltar atrás. O melhor é pensar e já dar a resposta amadurecida, para não desgastar os limites que determinamos aos filhos;

4 – Leve o filho a compreender o porquê daquele limite. Assim fica mais fácil fazer com que ele o cumpra. Para isso utilize a explicação;

5 – Busque sempre a linha do equilíbrio para conseguir impor limites aos filhos, limitar demais ou de menos não é o melhor caminho;

6 – Busque conhecer seu filho. Se o limite é muito duro, o filho pode querer fazer escondido. Assim, em algumas situações, vale mais o permitir acompanhando do que o limite por si só.

Séries temáticas Suicídio da Adolescência

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.