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Histórias De Augusto Cury | Relação Pais E Filhos

Histórias de Augusto Cury | Relação pais e filhos

O psiquiatra Augusto Cury possui 25 anos de experiência clínica e as lições extraídas de seu consultório frequentemente aparecem em seus livros. São histórias de sofrimento e de angústia comuns a todos os seres humanos. Dr. Cury as escolhe precisamente por retratarem questões pelas quais passamos e cujos desfechos podem nos ensinar muito sobre nossas próprias vidas.

Nestas narrativas, podemos observar a complexidade da vida: como medos subjetivos, nossos fantasmas internos, manifestam-se na vida real de forma objetiva. Observamos, também, como as situações se resolvem integralmente: como atitudes práticas nos transformam por dentro e como, para agir de forma inovadora, precisamos nos libertar das sombras interiores. Somos esta complexa e bela união entre atitudes e emoções. Para aprendermos a torná-las afinadas, caminharmos com mente e coração unidos, devemos desenvolver nossa inteligência emocional.

Na nossa nova série de textos, Histórias de Augusto Cury, compilamos estes casos reais que tanto nos ensinam sobre nós mesmos. Extraídos das obras do psiquiatra (sempre mencionaremos os títulos para que você possa ir em busca dos livros), estes breves excertos são poderosos em capacidade reflexiva e transformadora.

Lembro-me de um paciente que tinha um excelente nível intelectual, porém era tenso e tinha graves problemas de relacionamento com uma de suas filhas. Pai e filha se atritavam continuamente. No processo psicoterapêutico, disse a ele que, se quisesse mudar a natureza da relação com sua filha, tinha de reescrever a imagem doentia que ambos construíram nos territórios inconscientes da memória.

O desafio era reeditar essa imagem, já que é impossível deletá-la. E, para que sua filha reeditasse a imagem doentia que tinha dele, ele teria de surpreendê-la com gestos inusitados, incomuns. Ele entendeu os papeis da memória e estabeleceu como meta mudar essa história. Sem meta, não mudamos o script de nossas vidas.

Certo dia, ele pediu à filha que comprasse um buquê de flores para presentear a esposa de um amigo que fazia aniversário. Ela, mais uma vez, recusou-se a atender seu pedido, dando-lhe a desculpa de que não tinha tempo. Essa recusa deveria detonar nele um fenômeno inconsciente, chamado de gatilho da memória, que abriria uma janela que contém uma imagem doentia da filha, e que, por sua vez, o conduziria a agredi-la com palavras. Ele, novamente, diria que a sustenta, que paga a sua faculdade, a gasolina do seu carro e que ela não reconhece seu valor. Ambos sairiam, como sempre, magoados um com o outro.

Mas, dessa vez, ele não teve tal atitude. Aprendeu a gerenciar seus pensamentos e a controlar as janelas da memória. Manteve o silêncio e saiu. Foi à floricultura, comprou o buquê que almejava. E sabe o que mais ele fez? Escolheu o melhor botão de rosa para a sua filha.

Chegou em casa, deu a flor a ela e disse-lhe que a amava intensamente. Comentou que ela era muito importante para ele e que não podia viver sem ela. Ela, atônita com a atitude do pai, chorou, mas não de tristeza. Sua voz ficou embargada porque estava descobrindo alguém diferente do que conhecia.

Então, sem que ela percebesse, a imagem autoritária e rígida do seu pai começou a ser reeditada nos arquivos inconscientes da sua memória. Passou a respeitá-lo, amá-lo, ouvi-lo. Começou a ver que seu pai não queria controlá-la, mas almejava o melhor para ela, só não sabia se expressar. Ele errava ao acusá-la, mas a amava. De outro lado, o próprio pai começou a reescrever a imagem de sua filha. Enxergou que ela tinha muitas qualidades e não apenas defeitos.

Sabe o que aconteceu? Eles deixaram de ser um grupo de estranhos. Começaram a dividir seus mundos, cruzar as suas histórias.

Antes, respiravam o mesmo ar, mas estavam em mundos diferentes. Estavam próximos e, ao mesmo tempo, muito distantes um do outro. Hoje, são grandes amigos e se amam calorosamente.

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