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Gestão Da Emoção: Augusto Cury Traduz Best-seller Para Palestra Em Porto Alegre

Gestão da Emoção: Augusto Cury traduz best-seller para palestra em Porto Alegre

Depois de lotar o Teatro do Bourbon Country, em 2016, e o Teatro do Sesi, em março de 2017, Augusto Cury volta a Porto Alegre em um espaço ainda maior. O psiquiatra e escritor, considerado o autor mais lido da década, falará sobre gestão da emoção na segunda-feira, dia 27 de novembro, às 20h, no palco do Auditório Araújo Vianna.

A palestra será a última ministrada neste ano no Sul do Brasil, já que, em 2018, Cury passará por um período de reclusão, ficando longe do grande público para se dedicar a cursos ministrados no exterior e a novas obras literárias. Adquira seu ingresso.

Na palestra, intitulada Desenvolvendo a Gestão da Emoção, o autor falará sobre como fazer a mente humana desacelerar o pensamento e sobre como é possível resgatar a qualidade de vida ao controlar a ansiedade. A palestra é baseada em mais um de seus best-sellers, Gestão da Emoção, em que Cury identifica e explica o gasto desnecessário de energia, além de sugerir ferramentas simples e impactantes para corrigir a direção da vida. Leia abaixo um excerto da obra e prepare-se para este grande evento!

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AUGUSTO CURY | GESTÃO DA EMOÇÃO

Pode-se dirigir uma companhia com milhares de funcionários e, ao mesmo tempo, ser incapaz de dirigir com a mínima maturidade a mais complexa das empresas, a única que não pode falir: a mente humana. Pode-se ser um multimilionário, empreender e saber ganhar dinheiro como poucos e, ainda assim, mendigar o pão da alegria e da tranquilidade. Há muitos mendigos que moram em palácios.

Pode-se ser um intelectual com artigos publicados em todo o mundo mas não saber ser contrariado, viver ansioso e frustrado, enfim, estar na infância da gestão emocional. Pode-se ser um médico, um psiquiatra ou um psicólogo que contribui com seus pacientes e não saber filtrar os próprios estímulos estressantes e fazer da própria psique uma terra de ninguém.

Educar o Eu para exercer seus papéis vitais como líder da psique; equipar e proteger a emoção para ser saudável, profunda, estável, contemplativa; administrar os pensamentos para aquietar a ansiedade; e libertar a criatividade são alguns dos elementos que constituem o mais notável de todos os treinamentos, o coaching emocional.

A gestão da emoção é a base de todos os treinamentos psíquicos: profissional, educacional e interpessoal. Ela pode, inclusive, contribuir muito para o melhor desempenho de atletas. Como já comentei com esportistas de renome mundial, o jogo se ganha primeiro na mente. Uma pessoa rígida, impulsiva, tímida, fóbica, pessimista, ansiosa pode bloquear seu desempenho mais do que tem consciência.

A emoção, como veremos, está não somente na base do registro da memória, mas também na abertura ou no fechamento das janelas da memória, impedindo o Eu de acessar milhões de dados numa situação estressante, o que compromete o raciocínio global. Com isso, infere-se, por exemplo, que um estudante aplicadíssimo, que sabe de cor e salteado a matéria de uma prova, pode não conseguir acessar todo o corpo de informações num determinado bloco de tempo em que está tenso e, desse modo, ter um péssimo rendimento.

Treinar e proteger a emoção é primordial. Mas quem sabe protegê-la? Em que escola secundária ou universidade os alunos são educados para filtrar estímulos estressantes e poupar os recursos do cérebro?

Há muitas armadilhas em nossa mente. Por ser vítima delas, a grande maioria dos seres humanos levará seus conflitos para o túmulo. Todos querem mudar as características doentias de sua personalidade, sem saber que elas são imutáveis.

É possível, no entanto, reeditar as janelas da memória ou construir novas plataformas de janelas saudáveis, que chamo de “núcleos de habitação do Eu”. Os segredos da personalidade estão guardados na memória. É por esse motivo que uma doença degenerativa como o mal de Alzheimer causa uma desorganização grave na memória e, consequentemente, na maneira de uma pessoa ser, pensar, reagir, interpretar. Prevenir o Alzheimer passa não só por irrigar o metabolismo cerebral, como também por estimular o universo da cognição: o resgate de dados da memória, o raciocínio, a criatividade, o pensamento crítico.

Do ponto de vista cognitivo, as Técnicas de Gestão da Emoção podem ser fundamentais. Como?

1) Provocando a memória através de jogos, como xadrez, damas, cartas;

2) estimulando a socialização através de atividades físicas;

3) desenvolvendo o altruísmo e participando de atividades filantrópicas como um agente atuante, e não como um investidor passivo;

4) refinando a arte de contemplar o belo;

5) realizando atividades lúdicas e prazerosas que fomentam o sentido da vida e a motivação de viver, como reuniões, debates, escrita e pintura.

A televisão tem sua utilidade para entreter e informar, mas colocar-se como um espectador passivo por horas a fio diariamente, como milhões de pessoas fazem, é um modo notável de sepultar a memória e o raciocínio, com sérios riscos cognitivos.

Aposentar a mente, como veremos, compromete as finíssimas tarefas de acessar a memória e construir cadeias de pensamentos. Muitos aposentam a própria mente anos ou décadas antes de se aposentarem do trabalho; desenvolvem um raciocínio preguiçoso, bem como percepção, intuição criativa, imaginação e consciência crítica limitadas e lentas.

Embora o tempo seja um carrasco do corpo e inevitavelmente o debilite, sob o enfoque da gestão da emoção há uma área em que jamais deveríamos envelhecer: o território da emoção. As TGEs podem nos estimular a ser eternamente jovens, nutrindo a curiosidade, a proatividade, a aventura, a motivação e os sonhos.

Todavia, se não irrigada ou estimulada adequadamente, a emoção pode envelhecer rapidamente, desobedecendo à cronologia. É gravíssimo que jovens com 20 anos de idade apresentem sintomas de falência emocional ou velhice intrapsíquica, como se observa hoje.

Os sintomas mais comuns desse quadro são a dificuldade de tomar iniciativa, de agradecer, de se motivar, a necessidade de reclamar, de querer tudo rápido e pronto, isto é, o imediatismo no alcance das metas e o desprazer no processo para atingi-las. Há jovens com ida­­de cronológica de 20 anos – plugados em celulares e games – e idade emocional de 80, e indivíduos com um corpo de 80, mas com idade emo­cional de 20 – extremamente entusiasmados e dinâmicos. Qual é sua idade emocional?

 

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