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Freelancer: Prós E Contras Da Forma De Trabalho Que Tem Conquistado O Brasil

Freelancer: prós e contras da forma de trabalho que tem conquistado o Brasil

Sucesso e crise são duas palavras que parecem não combinar em hipótese alguma. Mas, depende: ao mesmo tempo em que fecha portas para uns, a situação ruim da economia pode abrir oportunidades para outros.

A necessidade de enxugar despesas faz com que muitas empresas busquem mais flexibilidade nas contratações e apostem menos em funcionários “full-time” para determinadas atividades — o que abre espaço para quem atua como freelancer, diz Guillermo Bracciaforte, cofundador da Workana, plataforma de trabalho autônomo.

Uma pesquisa da plataforma de crowdsourcing PiniOn com trabalhadores de todo o país revela que 32% escolhem esta modalidade como alternativa de renda. Neste tipo de atividade, o profissional é contratado para realizar uma tarefa específica e eventual, negocia o valor dos serviços e não possui vínculo com a empresa.

Mas a vida de um freelancer não é tão fácil assim – para se dar bem nesse tipo de modalidade de trabalho, organização, atualização e boa comunicação são fundamentais, segundo especialistas. Dados de uma pesquisa do site trampos.com revelaram que 57% dos brasileiros que trabalham dessa forma sentem falta de renda fixa e benefícios. Já para 68%, conseguir clientes é uma grande preocupação. Por outro lado, 35% afirmaram que a flexibilidade gera motivação para a rotina. Apenas 1% disse ter saudades de ter um chefe.

Ou seja, o profissional independente também sofre com a maré ruim. Ainda que possa haver mais pedidos de “jobs”, o freelancer muitas vezes precisa aceitar pagamentos mais baixos por suas entregas. Isso para não falar nos atrasos para receber, que podem se tornar mais longos em tempos de finanças apertadas para as empresas.

Mais do que nunca, é preciso fazer escolhas estratégicas para ganhar clientes e maximizar os seus ganhos, sem deixar a qualidade das suas entregas —e a sua saúde física e mental —desabarem.

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Para o especialista em comportamento humano e presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), Sulivan França, o principal é que o profissional se mantenha atualizado. “Com a crise, existem muitas pessoas que estão trabalhando assim. Eles precisam se especializar e se modernizar. Não adianta a pessoa apresentar sempre o mesmo enquanto o colega ao lado está exibindo novidades e coisas bem mais interessantes”, afirma.

Conhecimento e contato são imprescindíveis para quem vai trabalhar dessa forma. Mostrar que você faz um bom trabalho e que é responsável, sempre vai fazer com que as pessoas voltem a te procurar. Você precisa cuidar da sua reputação e com um tempo ficará conhecido pelo o que faz”, afirma.

Outra dica importante é o profissional se manter sempre organizado e cumprir os prazos combinados. “Você precisa mostrar que o seu trabalho é melhor e que você está levando aquilo a sério. Se você perder as informações que o cliente passou ou atrasar a entrega, ele não vai voltar a te procurar na próxima vez”, conta.

Confira cinco dicas importantes na hora de “fazer um frila”:

  1. Saiba o preço mínimo que você pode cobrar

Na crise, muitos profissionais reduzem drasticamente seus preços para atrair clientes e derrotar a concorrência. A tática pode até funcionar a curto prazo, mas no fim dará errado: você acabará com muito trabalho e pouco dinheiro.

Uma ferramenta gratuita da Workana faz o cálculo da sua hora de trabalho em áreas como marketing, conteúdo, design, administrativo e TI. Clique aqui para acessá-la.

  1. Mostre interesse pelo trabalho

A melhor forma de se diferenciar na crise não é reduzir selvagemente o próprio preço, mas conquistar a plena confiança do cliente. Mais do que pagar pouco, o grande incentivo para uma empresa que busca eficiência é a garantia contra riscos: pode-se esperar que você entregará tudo no prazo, com excelente qualidade. Para isso, é importante demonstrar interesse pelo objetivo do cliente, e não apenas vontade de ganhar dinheiro com aquilo.

Peça um briefing claro e objetivo, leia-o com atenção, faça as perguntas certas, seja gentil e mostre que você está disponível para feedbacks.

  1. Administre seu tempo com sabedoria

Um dos segredos de um freelancer bem-sucedido é a capacidade de ter uma rotina organizada e disciplinada. Não dá para acordar tarde e começar a trabalhar sem qualquer planejamento do seu dia. Você precisa estabelecer prazos para si mesmo, escolher um local de trabalho adequado e, assim, garantir a sua produtividade. Com uma agenda equilibrada, você não precisará abdicar do lazer, do descanso ou da convivência com pessoas queridas.

  1. Crie relacionamentos de longo prazo

Por definição, um freelancer é alguém que faz trabalhos de forma pontual, com data explícita para terminar. Essa transitoriedade não pode também se aplicar também às relações com seus clientes — elas precisam durar mais do que um “job”. Na crise, a fidelidade de um cliente vale ouro.

Mande um e-mail ou faça uma ligação telefônica uma vez por mês para saber como vão os seus contatos mais importantes”, recomenda Bracciaforte. É importante manter o diálogo ativo mesmo depois que o trabalho já foi encerrado, tanto para receber novas solicitações daquele cliente quanto para que ele indique o seu nome para terceiros.

  1. Tenha um bom planejamento financeiro

Com ou sem crise, um freelancer sempre precisa lidar com a intermitência de seus rendimentos. Para não ficar no vermelho, é preciso ter um controle rigoroso das suas finanças. Isso envolve fazer uma previsão dos seus gastos mensais, cobrar um valor justo pelo seu trabalho e sempre alimentar um fundo de reserva para emergências.

O cuidado com as finanças também é o que permite que você seja seletivo na hora de escolher projetos e não trabalhe desesperadamente para pagar as contas. Se for organizado e tiver uma boa reputação, um dia, você poderá apenas escolher os clientes que pagam melhor.

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