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É Normal Meu Filho Se Preocupar (tanto)?

É normal meu filho se preocupar (tanto)?

Crianças estão sempre brincando, não têm preocupações e geralmente são muito otimistas. Pode ser cômodo concordar com essas crenças, mas elas estão bem longe da realidade.

Todas as crianças experimentam preocupações. Algumas por questões da infância como desempenho escolar, aceitação dos amigos da escola ou vencer alguma competição. Outras se preocupam com assuntos que não habitam o universo infantil, como contas da casa, possível demissão dos pais ou crise econômica. A forma de se preocupar da criança costuma estar relacionada aos assuntos que geram preocupações dos adultos ao seu redor.

Preocupação é inerente aos pais, que obviamente estão atentos ao futuro e ao bem-estar dos seus filhos. Contudo, quando ela se torna aflitiva e incontrolável, deixa de afetar somente os pais. O resultado são crianças cada vez mais novas vivenciando sintomas de ansiedade que prejudicam não só o seu desenvolvimento como também sua saúde física e emocional.

O excesso de preocupação é transmitido para os filhos que, uma vez contagiados pelo sentimento, passam a conviver de maneira desajustada com uma série de medos existenciais. As crianças começam a sentir e acreditar que o mundo não é um lugar seguro para viverem e que ninguém, nem mesmo os seus pais, serão capazes de protegê-los dos “perigos” da vida. Adolescentes e jovens também têm prejuízos, principalmente quando o foco da ansiedade familiar são suas expectativas com relação ao futuro acadêmico e profissional.

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É um erro tentar prevenir os filhos de terem preocupações, porque sempre haverá algo para ser resolvido. O que os pais podem fazer é ensinar a conviver com as preocupações e também a diferenciá-las entre “as que ajudam” (produtivas) e “as que não ajudam” (improdutivas). Isso porque não é necessariamente ruim ter uma inquietação. Afinal, preocupações produtivas têm um bom propósito. Por exemplo: se a criança tem uma prova, se preocupa e vai estudar, isso é muito bom. Portanto, cabe aos pais ensinar o direcionamento da preocupação, a fazer da ansiedade algo positivo, construtivo.

Também, é importante os adultos validarem as preocupações das crianças. Isso legitima o que elas sentem e as ensina que todos podemos sentir ou pensar coisas desagradáveis, mas que não precisamos transformar tudo em sofrimento.

As preocupações em si não geram problemas, mas a forma como nos relacionamos com elas sim. No caso das preocupações improdutivas, se ficarmos prestando atenção a elas o tempo todo, isso tende a nos deixar mais ansiosos e menos atentos ao momento presente. Ocupar-se do presente é indispensável para que a ansiedade dos pais seja administrada e o futuro, no seu tempo, possa chegar com qualidade e saúde emocional para toda a família.

Como muito enfatizamos, é nos adultos que as crianças encontram os modelos para aprenderem a lidar com as mais diversas situações. Por isso é fundamental que os pais aprendam uma das mais difíceis e desafiadoras lições atuais: aceitar o ciclo natural das coisas, aceitar seu tempo de evolução e os resultados que nem sempre são os que eles esperam. Ser referência para a criança é sempre a melhor forma de educar.

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Dolores Bordignon tem mais de duas décadas de experiência clínica, somando centenas de casos individuais, de famílias e casais que desejam construir novos paradigmas. Suas palestras e workshops trazem à luz a importância da inteligência emocional para as relações pessoais, profissionais e familiares. Conheça o trabalho da psicopedagoga em nosso site. Entre em contato com Dolores Bordignon para promover um evento em sua instituição.

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