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Disciplina Para Uma Vida Virtuosa

Disciplina para uma vida virtuosa

NA DISCIPLINA, o indivíduo se torna “discípulo” de si mesmo. É seu próprio professor, treinador, técnico e orientador.

A disciplina é um fator essencial para enraizar a Inteligência Emocional. Ela nos permite ter domínio sobre nossos instintos, controlar nossos impulsos e ter perseverança para abandonar hábitos inadequados à nossa saúde.

Imagine o que você poderia conquistar se pudesse simplesmente pôr seus planos em ação, sob qualquer circunstância. Imagine-se dizendo para seu próprio corpo: “Você está acima do peso. Perca 10 kg”. Sem disciplina, essa intenção não vai sair do lugar. Mas, com disciplina suficiente, é algo selado. O auge da disciplina é quando você chega ao ponto em que, quando faz uma escolha consciente, está virtualmente garantido que você vai segui-la.

A disciplina é um dos valores mais perseguidos atualmente, na nossa sociedade da performance e das metas. Mas, a disciplina nada tem de atual, ela é uma virtude ressaltada desde os filósofos clássicos, permeando toda nossa cultura até os dias de hoje.

Platão dividiu a alma em três partes, ou funções – razão, paixão e desejo ­ e disse que o comportamento correto resulta da harmonia entre esses elementos.

Santo Agostinho procurou entender a alma hierarquizando as diversas formas de amor, em seu famoso ordo amoris: amor a Deus, ao próximo, a si mesmo e aos bens materiais.

Sigmund Freud dividiu a psique em id, ego e superego.

E vemos também William Shakespeare observando os conflitos da alma, a luta entre o bem e o mal, em obras imortais como Rei Lear, Macbeth, Otelo e Hamlet.

O problema volta sempre ao equilíbrio da alma.

Mas a questão da ordem correta da alma não se atém ao domínio sublime da filosofia e do drama. Ela está no cerne da perfeita conduta no cotidiano. Aprendemos a organizar a alma da mesma maneira que aprendemos a resolver problemas de matemática e a jogar futebol – com a prática, como nos ensina Aristóteles, neste breve excerto de Ética a Nicômaco:

“Sendo, pois, de duas espécies a virtude, intelectual e moral, a primeira, por via de regra, gera-se e cresce graças ao ensino – por isso, requer experiência e tempo; enquanto a virtude moral é adquirida em resultado do hábito. ( … ) Não é, pois, por natureza, nem contrariando a natureza que as virtudes se geram em nós. Diga-se, antes, que somos adaptados por natureza a recebê-las e nos tornamos perfeitos pelo hábito.”

E você? Tem praticado a vida e a reflexão para encontrar o equilíbrio do seu ser?

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