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Daniel Goleman Explica: O Pior Tipo De Distração

Daniel Goleman explica: o pior tipo de distração

Psicólogo norte-americano afirma que desenvolver a capacidade do foco é abrir caminho para ser feliz. Quem diz isso é nada menos do que Daniel Goleman, autor de Inteligência Emocional. Em suas pesquisas, Goleman descobriu que os humores das pessoas normalmente pioravam quando suas mentes divagavam. Até mesmo pensamentos de conteúdos aparentemente neutros eram encobertos por um tom emocionalmente negativo.

Por quê? Porque nossos pensamentos se voltam para “o eu” quando começam a divagar. E é aqui que começam as ruminações e preocupações que contaminam a percepção da felicidade. “A divagação da mente por si só parece ser motivo de infelicidade.”, concluiu Goleman.

OS DOIS TIPOS DE DISTRAÇÃO

Segundo Goleman, há 2 tipos de distração: sensoriais e emocionais.

1 – DISTRAÇÃO SENSORIAL | Quando você está tentando trabalhar em um café e há vozes ao redor das quais você precisa se desligar, eis o tipo fácil de distração.
2 – DISTRAÇÃO EMOCIONAL | É o ficar ruminando sobre algo que não para de lhe preocupar. Entenda, há uma parte do cérebro responsável por identificar ameaças. Ela nos ajudou a sobreviver e a chegar a uma sociedade civilizada, mas em excesso se torna um grande problema. Isso porque essa parte do cérebro responde tanto a ameaças físicas quanto abstratas. Por isso, a distração emocional é a mais difícil.

Essa parte emocional “sequestra” o cérebro e, portanto, o foco. Isso acaba com a nossa habilidade de pensar com clareza, aprender e se adaptar. Além disso, quando estamos nesse “modo ameaçado”, a tendência é tomar decisões mais automáticas e agressivas.

Ainda, forçar o foco em meio a distrações emocionais é extremamente desgastante para o cérebro. Isso porque selecionar um foco exige inibir muitos outros.

Para focar, a mente precisa lutar para se afastar de todo o resto, separando o que é importante do que é irrelevante. Isso demanda esforço cognitivo. A atenção firmemente focada se cansa — muito parecido com o que ocorre com um músculo que trabalha demais — quando a forçamos ao ponto da exaustão cognitiva, um cansaço mental que afeta o corpo, as atitudes e pensamentos.

O antídoto para a fadiga da atenção é o mesmo para a fadiga física: descansar. Calar vozes internas e praticar a concentração – em exercícios físicos, meditação, trabalhos manuais ou até mesmo fazendo amor com seu parceiro.

Segundo Goleman, a atenção funciona de forma muito parecida com um músculo – se não o utilizamos, fica atrofiado; se o exercitamos, se desenvolve e se fortalece; se o exercitarmos demais, sentimos dores e prejudicamos o movimento.

Por último, ele nos dá uma dica importante >> existe uma grande diferença entre a ruminação perigosa, aquela que não lhe deixa dormir, e uma útil reflexão na madrugada: se você pode encontrar a solução para o problema que lhe tirou da cama. Se houver solução ou ao menos uma nova compreensão sobre a situação (e se você estiver se encaminhando para ela), ótimo, prossiga. Mas, se o problema exige que o tempo aja ou que terceiros se resolvam, volte para a cama e respire fundo. Deixe a vida fazer sua parte.

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