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Como Lidar Com Pessoas De Quem Não Gostamos

Como lidar com pessoas de quem não gostamos

No mundo perfeito, cada pessoa com quem interagimos é legal, eficiente e gentil. Elas riem de nossas piadas e compreendem nossas falhas. Porém, não desperdiçaremos linhas de texto falando sobre isso, porque o mundo perfeito não existe e tampouco nos oferece tantas oportunidades de crescimento.

No mundo que existe, muitas pessoas nos entristecem e até nos enlouquecem. Elas diminuem nossas motivações, não se esforçam para entender nossos valores e histórias de vida. Felizmente, não precisamos acordar e dormir ao lado destas pessoas, MAS precisamos sim nos relacionar com elas.

Atualmente, temos muita facilidade para excluir contatos da nossa linha de tempo, mas a verdade é que sempre haverá uma área da vida com alguém que não poderá ser excluído. Não poderemos excluir vizinhos, colegas de trabalho e familiares de quem não gostamos – e não tem problema não gostar. Provavelmente, alguém também não gosta de você e ninguém morrerá por isso. Mas, todos perderemos uma grande chance de crescimento conjunto se deixarmos que as diferenças pessoais impeçam a convivência. Aqui entram os conselhos de grandes líderes de equipes e de profissionais de recursos humanos. Como lidar com pessoas de quem não gostamos:

1 – Aceitar que não gostaremos de todo mundo

Às vezes, caímos na armadilha da moral: de que seríamos pessoas boas e que, por isso, gostaríamos de toda população do planeta. O fato é que a única forma de gostarmos de todos é não nos relacionarmos com nenhum. Sempre encontraremos dificuldades para conviver com pessoas que possuem visões opostas às nossas, por exemplo. E pessoas que sabem lidar com pessoas sabem disso.

Isso não faz de você um ser humano ruim. Vocês não se dão bem porque têm valores diferentes e esta diferença gera julgamentos. Uma vez que você aceita que não precisa gostar de todos e a razão disso é uma diferença de valores, a razão se sobrepõe à emoção. E isso gera algo fantástico: a concordância em discordar.

2 – Tratar as pessoas de quem não gostamos com civilidade

Não importa o que você sente por alguém, esta pessoa se ajustará à sua atitude e isso, possivelmente, refletirá de volta para você. Se você é rude, ouvirá agressividade. Se você for justo e buscar a imparcialidade, provavelmente receberá o mesmo. Cultivar uma face diplomática é importante. Desenvolver a capacidade de ser profissional nas relações sociais é um ganho para todos.

A civilidade mantém a convivência fluindo apesar das diferenças. Pode não ser uma relação apaixonante, uma relação que busca a fusão e a unidade, mas é uma relação social madura entre dois indivíduos com visões diferentes – e aqui aprendemos uma grande lição: aqueles que nos desafiam a sair de nossas próprias ideias expandem nossas mentes.

3 – Checar nossas expectativas

Você lerá isso em todos os artigos sobre relações e repetiremos, porque não adianta apenas ler, é preciso praticar e reforçar diariamente. Projetar-se nas pessoas, achar que o outro é igual a nós e sentirá/pensará/agirá como nós é a receita para a… Frustração.

Mais ainda, se uma pessoa repetidamente lhe faz sentir (mal) da mesma forma, busque um padrão na atitude e ajuste suas expectativas quando os contextos retornarem. Suponhamos que você não se sente suficientemente compreendida ou amada em determinado aspecto. Sempre que isso ocorre, você se sente solitária. Ao mudar as expectativas, isso não significa que você deve se sentir solitária, isso nunca. Mas, significa duas outras coisas muito mais interessantes:

– você poderá buscar outras pessoas para debater estas questões

– você poderá se abrir para a forma com que esta pessoa lhe dá atenção, percebendo que, talvez, ela já lhe compreende, ela apenas não expressa da mesma forma que você.

Mudar as expectativas não é esperar menos dos outros, é não esperar que os outros sejam você. Isso não apenas colabora para a abertura das relações e para o fim dos julgamentos, mas como também para a expansão da nossa forma de ver o mundo.

Um mundo mais diverso, mesmo que mais difícil, é muito mais interessante do que um mundo composto por bilhões de cópias de nós mesmos.

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