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Como Falar Sobre A Morte Com Nossos Filhos Pequenos
MOTHER AND SON SITTING ON PORCH

Como falar sobre a morte com nossos filhos pequenos

Como falar sobre a morte com nossos filhos pequenos? A morte de um ente querido é algo que atingirá todas as famílias em algum momento. Mesmo assim, é um assunto que poucos pais sabem como falar com os filhos. O quanto devo dizer? Como devo dizer? Como respondo as perguntas sem assustar as crianças?

Kristin J. Carothers, psicóloga do Child Mind Institute, pontua quarto dicas importantes sobre a questão. Confira abaixo:

1 – Mantenha em mente a idade e a maturidade de seu filho

Considerar o desenvolvimento mental de seu filho é crucial nesse momento. Uma criança de três anos não compreenderá ideias de finalidade sobre a morte, mas já conseguirá entender algumas explicações. É a fase em que é melhor dizer ao seu filho que, quando alguém morre, ele não poderá mais conviver ou conversar com a pessoa.

Para crianças acima de 10 anos, os pais podem se engajar em conversas mais profundas, sobre o significado da morte, o porquê do fim, os ciclos da vida e as diferentes crenças ou descrenças sobre o que vem após a morte.

Quando uma criança pergunta por que alguém morre, a dica é a mesma: avalie o desenvolvimento do pequeno. Crianças menores entenderão que a morte é parte da vida e que todos os seres vivos morrerão mais cedo ou tarde. Crianças maiores já estão aptas a compreender a parte científica da deterioração dos corpos e das leis naturais.

Se a criança (essa é difícil!) quiser saber sobre quando ela mesma irá morrer, reafirme que estes pensamentos não são importantes para ela nesse momento e por muito, muito, muito tempo. Não minta sobre a morte, mas mantenha o foco na vida e em tudo que seu filho ainda tem para viver.

2 – Enfatize que a tristeza e o luto são normais e saudáveis

Não é necessário ou sequer bom tentar remover a criança o mais rápido possível da dor de perder alguém. Deixe bem claro que a tristeza é esperada e bem-vinda, que o sentimento é natural e compartilhado por todos. Explique que ela seguirá pensando na pessoa que se foi, mas que a dor, com o tempo, passará e as coisas boas ficarão em sua memória.

Encoraje os pequenos a escreverem cartas de despedida, a desenharem momentos bonitos que passaram juntos. Crie uma caixa de memórias com estas pequenas obras de arte tão preciosas e convide seus filhos para as revisitarem junto com você sempre que sentirem saudades. Transforme o momento da dor da ausência em algo que gere conforto e segurança novamente.

3 – Tome cuidado ao conversar sobre mortes traumáticas

As experiências de luto em mortes traumáticas podem ser diferentes. As crianças geralmente sentem que poderiam ter evitado o acidente ou a situação que ocasionou o falecimento do ente querido. Esclareça o quanto puder que seu filho não tem culpa alguma sobre isso e que sua tristeza e sua raiva são naturais e devem ser externadas. Nestes casos, é importante falar com professores, amigos da família, pais de coleguinhas e psicólogos para ajudarem no processo.

Para concluir, é extremamente importante que as famílias mantenham as rotinas o máximo que puderem, para ajudarem seus filhos a lidar com as mudanças. Não esqueça de sempre lembrá-los que tristeza é normal e, mesmo que você esteja sofrendo muito, tente encontrar um lugar dentro de você para abraçar seus pequenos, para que eles se sintam sempre seguros e amados.