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Primeiros Passos Para Recomeçar A Vida Após A Morte Do Marido

Primeiros passos para recomeçar a vida após a morte do marido O processo de luto é pessoal, mas há valores básicos compartilhados por todos os seres humanos.

Tornar-se viúva é uma experiência que vira a vida de cabeça para baixo. Tudo que antes fazia sentido deixa de fazê-lo. A dor nos atinge de forma insuportável enquanto somos jogadas em territórios desconhecidos. Para agravar a situação, é muito solitário ser mulher na sociedade contemporânea, com tantas pressões e afazeres. Ainda, temos falado cada vez menos sobre a morte e estamos cada vez menos preparados para lidar com a finitude ou para ajudar os outros nesta questão. As pessoas não sabem o que dizer ou como se aproximar e isso potencializa o sentimento de inadequação e solidão.

A base do processo de reconstrução após a morte do marido é preencher este vazio que fica – ou seja, dissolver o sentimento de solidão. Existem algumas premissas básicas para fazê-lo, premissas que são trabalhadas pela psicopedagoga Dolores Bordignon no grupo Qualidade de vida na viuvez, que se reúne todas as quintas-feiras, às 14h, na escola Menthes, em Porto Alegre.

Entre em contato e faça sua inscrição no grupo

As ferramentas trabalhadas no grupo partem de valores essenciais para a qualidade de vida. Abaixo, compartilhamos com vocês estes eixos fundamentais a todos os seres humanos, direcionando-os à perda do marido. As dicas de hoje vêm da especialista norte-americana Elizabeth Barrien, autora da obra “Luto criativo” e fundadora do Centro pelo Luto e pela Esperança.

Fale sobre sua perda

É incrivelmente terapêutico conversar sobre os sentimentos. A morte do marido é um evento traumático para o qual ninguém está preparado. Pode levar anos para processar todos os sentimentos que ficam e atribuir significado às histórias compartilhadas. Lembrar estas experiências pode trazer conforto e até alegria, um passo crucial para a cura. Procure pessoas com sentimentos genuínos de compaixão para ouvi-la. Buscar um coach ou um terapeuta pode ser extremamente benéfico neste momento.

Procure um grupo de apoio

Ser viúva é muito solitário. A sensação de que você é a única a passar por isso é comum neste momento. Situações sociais, principalmente aquelas em que as pessoas comparecem com seus maridos, podem ser ainda mais dolorosas. Retomar a vida social é muito importante para não cair no isolamento, mas tão importante quanto é fazê-lo gradualmente. Começar com grupos de apoio é ótimo nesse sentido, pois você desenvolve laços em um espaço seguro e não ameaçador. Mesmo que você fique nervosa ao pensar na ideia de um grupo de apoio, tente apenas uma ou duas aulas iniciais. Você rapidamente incorporará a verdade de que você não está sozinha.

Pratique o autocuidado

Quando estamos em processo de luto, é muito fácil abandonarmos nossa saúde. Pois saiba que as emoções que envolvem a perda podem gerar danos graves à saúde física também. Dores no corpo, problemas alimentares e hidratação são alguns dos agravantes. É importante nutrir o corpo neste momento. Tome banhos revitalizantes, faça massagens, beba muita água, caminhe, entre no yoga, prepare refeições saudáveis. Quando a mente está vulnerável, fortalecer o corpo é essencial.

Respeite seu próprio tempo

O grande valor da sociedade atual é a pressa, não é mesmo? Quanto mais rapidamente atingirmos nossos objetivos, “melhores” seremos. Bom, saiba que o processo de luto funciona de forma oposta. Para começar, não existe um prazo ou um objetivo final. O grande sentido do luto, se podemos colocar desta forma, é aprender a permitir que os sentimentos venham e aprender o tempo real da vida. Mesmo que as pessoas ao redor não compreendam seu ritmo, lembre-se sempre que esta perda é sua e as lições que você extrairá disso também. Então, não tenha medo de dizer aos outros que alguns meses não foram o suficiente, que você precisa de mais apoio e respeito. Ao mostrar seu tempo para as pessoas sem culpa, você já estará dando o primeiro passo em direção ao amor próprio.

Honre a memória de seu marido

Existem tantas formas de honrar a memória das pessoas. É um exercício interessante, porque estimula o significado das histórias compartilhadas, mesmo que a pessoa não esteja mais lá, o que vocês viveram juntos permanece vivo sob a forma de sabedoria, de crescimento, de motivação. Mesmo que exercícios como criar álbuns de fotografias, visitar locais especiais para vocês, celebrar aniversários, etc, possa trazer lágrimas, também revelará sentidos que seguiriam escondidos caso tais memórias fossem forçadas ao apagamento. Não apague nada, compreenda tudo, flua livremente por entre as histórias. Chore o que tiver que chorar, abrace tudo que surgir até que os primeiros sorrisos comecem a florescer.

Para trabalhar estes e muitos outros eixos da qualidade de vida neste momento tão delicado, busque o grupo Qualidade de vida na viuvez, com Dolores Bordignon. Estamos aguardando vocês todas as quintas-feiras, às 14h, na R. Felipe de Oliveira, 1397. Telefones: (51)3024.3088 (51)3024.2078

This Post Has 5 Comments
  1. meu marido faleceu a dois meses de acidente de transito, saiu para o trabalho e na volta foi arrancado de mim, é assim que estou me sentindo, me arrancaram algo de muito tempo, 25 anos de convivencia. Não consigo olhar para o mundo sem lágrimas, é tão dificil superar esta falta, que mesmo sem querer nas pequenas coisas ele está sempre presente, não sei quando vai passar, mas quero ter a certeza que ele estará me guiando de um lugar maravilhoso, conquistado por sua bondade nesta vida terrena.
    Balneário Piçarras, 26 de setembro de 2018.

  2. Perdi meu marido em 28/01/2017 internou bem para fazer exame , no outro dia estava morto , foi meu primeiro namorado tivemos dois filhos e uma filha , temos um netinho e duas netinhas, ficamos casados 31 anos,quase fiquei louca e so chorava em quatro meses arrumei um namorado em dois larguei arrumei outro fiquei noiva larguei tbm, eu queria alguem pra preencher o lugar dele , mas hj eu sei vou encontrar alguem qye seja igual ele, estou sofrendo muito a falta dele me ajude por fvr esta ficando cada vez nais dificil não tenho mais alegria.

  3. Oi, faz nove meses que meu esposo faleceu me sinto muito mal

    ,Foi meu primeiro namorado e nos casamos quarenta e cinco anos juntos entre namoro e casamento tivemos um casal de filhos lindos e maravilhosos morreu de câncer sofreu muito eu cuidei dele vi todos os sofrimento , mesmo assim eu queria ele comigo,eu tenho cinquenta e sete anos e ele setenta e dois

  4. meu esposo faleceu cinco meses,estou tentando recomeçar ,ele morreu de infarto ,estavamos juntos a 27 anos e namoro desde 1983 juntos,uma historia de amor mesmo,no dia triste de novembro ,tudo se acaba ,enterro meu esposo,tinha saido de casa pra jogar bola ,
    tenho duas lindas filhas ,se formaram ,estavamos nos preparando pra essas formaturas,eu aposentei eperando que
    ele tambem aposentasse
    achei que iria cuidar dele ,pois trabalhava dia todo,enfim minhas filhas seguem seus caminhos ,eu estou tentando seguir mais ainda estou no ar ,nao quero fincar o pe na realidade ,queria muito aqui tivesse esse tipo de ajuda

  5. Olá boa noite
    Sou viúva a Seis meses… conviviamos a 18anos … tão pouco tempo . .queria mais muito mais…me endentifiquei com a matéria….me sinto só… é como se o mundo fosse um grande deserto….pena que aqui na Bahia não tem este tipo de apoio…moro em Porto seguro BA….meu amado morreu de infarto fulminante se muito foi 10 a15minutos e tudo se acabou e meu mundo caiu…e pra levantar está uma tortura…ele tinha 66 anos eu tenho 40 anos….está uma droga viver sem ele…..tem dias que penso que vou igual a ele pois sinto muitas dores em todo corpo, tenho dores no estômago, vou parar em emergência….tenho medo de morrer…….tenho medo de nunca mais me recuperar…de nunca mais ser feliz….o que posso dizer …. socorro me ajudem!!!

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