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Tempo Certo

Tempo certo Existe tempo certo para evoluirmos? E com qual base determinamos o tempo dos outros, o tempo da vida?

Na vida, não existe antecipação nem adiamento, somente o tempo propício de cada um. A humanidade, em geral, recebe as sementes da evolução a todo o instante.

A Natureza nos presenteia com uma diversidade incontável de flores que nos encantam e fascinam. Certamente, não as depreciaríamos apenas por acharmos que vários botões já deveriam ter desabrochado dentro de um prazo determinado por nós, nem as repreenderíamos por suas tonalidades não serem todas iguais conforme nossa maneira de ver.

Nem poderíamos sequer compará-las com outras flores de diferentes jardins, por estarem ou não mais viçosas. Deixemos que elas germinem, cresçam e floresçam segundo sua natureza e seu próprio ritmo espontâneo.

Parece racional que ofereçamos a quem amamos o mesmo consentimento, porque cada ser tem seu próprio “marco individual” nas estradas da vida, e não nos é permitido violentar sua maneira de entender, comparando-o com outros, ou forçando-o com nossa impaciência para que “cresça” e “evolua”, como nós acharíamos que deveria ser.

Cada um de nós possui diferenças exteriores, tanto no aspecto físico como na forma de se vestir, de sorrir, de falar, de olhar ou de se expressar. Por que então haveríamos de florescer com pressa?

Nossa ansiedade não faz com que as árvores deem frutos instantâneos, nem faz com que as roseiras floresçam mais céleres. Respeitemos, pois, as possibilidades e as limitações de cada indivíduo.

Nossas bases psicológicas foram recolhidas nas experiências do ontem. São raízes do passado que nos dão manutenção no presente para ir adiante, nos processos de iluminação interior.

Quando os “caules” não são suficientemente profundos e vetustos, há bloqueios tanto em nossa consciência intelectual como na emocional. Um mecanismo opera de forma a assimilar somente o que se pode digerir daquela informação ou ensinamento recebido.

Assim, a disponibilidade de perceber a realidade das coisas funciona nas bases do “potencial” e da “viabilidade evolutiva” e, portanto, impor às pessoas que “sejam sensíveis” ou que “progridam”, além de desrespeito à individualidade, é fator perigoso e destrutivo para exterminar qualquer tipo de relacionamento.

Nossos patrimônios de entendimento, de compreensão e de discernimento não ocorrem por acaso, por isso que nenhum aprendizado nos envolverá profundamente se não estivermos dotados de competência e habilidades propiciadoras.

A boa absorção ou abertura de consciência acontece somente no momento em que não nos prendemos na forma. Aprofundarmo-nos no conteúdo real quer dizer: “Quem não quebra a noz, só lhe vê a casca”. Mas, para “quebrar a noz”, é preciso senso e noção, base e atributos que requerem tempo para se desenvolverem. A consciência da criatura, para que seja receptiva, precisa estar munida de “despertar natural” e “amadurecimento psicológico”.

Portanto, compreendamos que a nós somente compete “semear”; sem esquecer, porém, que o crescimento e a fartura na colheita dependem da “chuva da determinação humana” e do “solo generoso” da psique do ser, onde houve a semeadura.

(Texto por Hammed)

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