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Suicídios De Estudantes Alertam Para Uma Das Mais Tristes Estatísticas No Mundo

Suicídios de estudantes alertam para uma das mais tristes estatísticas no mundo Entre jovens de 15 a 29 anos, esta já é a segunda maior causa de óbito no mundo, e a quarta maior no Brasil. Um recorde nos últimos 10 anos.

O suicídio de dois estudantes em pouco mais de 10 dias, em São Paulo, chamou a atenção para um problema que não é novo e não tem perspectiva de acabar. Depois da divulgação dos casos que aconteceram com alunos do colégio Bandeirantes, uma tradicional instituição de ensino em São Paulo, outros relatos surgiram.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que mais de 722 jovens, entre 15 e 19 anos tiraram a própria vida em 2015. A cada 1h25min, uma pessoa comete suicídio no Brasil. No mesmo período, outras três tentam tirar a própria vida. Entre jovens de 15 a 29 anos, esta já é a segunda maior causa de óbito no mundo, e a quarta maior no Brasil. Um recorde nos últimos 10 anos. Tirar a própria vida é um ato desesperado de alguém que pede socorro. Especialistas apontam que adolescentes estão mais vulneráveis ao suicídio porque, entre outros fatores, tendem a ser mais imediatistas e impulsivos.

O PAPEL DAS ESCOLAS NA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

Os casos mais recentes, que aconteceram em colégios de elite na capital paulista, levaram as escolas a realizarem palestras e atividades para orientarem pais, professores e alunos sobre o tema. O Bandeirantes conta, agora, com a ajuda de uma especialista e criou espaços de reflexão, diálogo e acolhimento. Grupos de acolhimento e espaços onde o jovem possa se expressar livremente, sem julgamentos, são fundamentais tanto para estes casos quanto para a manutenção da saúde emocional dos jovens.

As escolas devem estar preparadas para prevenir casos de suicídio. Sendo o colégio uma instituição voltada à formação de seres humanos, um dos papéis do professor deveria ser a capacidade de identificar alunos que apresentam fatores de risco. Porém, o descaso e a desinformação ainda imperam nas redes de ensino e até de saúde brasileiras. Quem paga o preço deste grande vazio e silêncio é o jovem.

O que a escola deve fazer é dar informações e oferecer uma educação integral, que ajude crianças e adolescentes a identificar seus estados emocionais, expressá-los de formas construtivas, e a saber procurar e pedir ajuda. Assim, estes jovens terão condições de trabalhar suas emoções desde cedo e, se for o caso, identificar o quanto antes um estado depressivo e as ideações suicidas e saberão agir sobre isso de maneira saudável.

A escola é lugar de educação, mas ainda assim é limitado, porque o grande fator de prevenção do suicídio é a família, e ela também tem estado cada vez mais ausente. Muitos pais se questionam sobre o controle que devem exercer nestas horas, proibindo festas, uso de computadores e outras formas de interação social que consideram prejudiciais, mas é importante lembrar que o isolamento, aqui, é o principal inimigo. O isolamento social é um dos grandes sintomas de depressão. O paciente deprimido vai reduzindo seus espaços de convívio. No adolescente, é comum o quadro do “não sair do quarto”.

Alterações de humor, uso de drogas, insônia, indisposição, queixas sobre a vida, falta de propósito e isolamento são os principais sinais de alerta aos pais. Nestas horas, o mais importante é a pessoa sentir e saber que não está sozinha.

O PAPEL DOS PAIS NA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

O Brasil é o país mais depressivo da América Latina, e por isso a sociedade deve ter maior atenção a este novo problema. Caso identifique alguma atitude diferente, é importante que o pai ou responsável busque auxílio do psicólogo para uma análise profissional e assim formular um tratamento adequado.

1. Fique atento à mudança de comportamento

Uma mudança brusca de comportamento pode ser sinal de que a criança ou o adolescente esteja sofrendo com algo que não saiba lidar. Isolamento, mudança no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo são pistas de que sofre algo que não consegue falar.

2. Compartilhe projetos de vida

Para entender se a criança ou adolescente está com problemas é fundamental que os pais se interessem por sua rotina. Este deve ser um desejo genuíno, e não momentâneo por conta da repercussão do “Jogo da Baleia”.

Os pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos. Muitos adolescentes falam abertamente sobre a falta de motivação de viver nas redes sociais. Aos pais cabe incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro, tracem metas como uma viagem, por exemplo, e até algo mais simples, como definir a programação do fim de semana.

3. Abra espaço para diálogo

Filhos devem se sentir acolhidos no âmbito familiar, por isso, é necessário que os pais revertam suas expectativas em relação a eles. É preciso que o adolescente se sinta à vontade para falar de suas frustrações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção.

O adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido, é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. O que tem diálogo em casa, que não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família. Não adianta fingir que esse tipo de coisa não existe porque o jovem sabe que existe.

Fora das escolas, também é possível obter ajuda: iniciativas como o Centro de Valorização à Vida prestam serviços de apoio emocional e preventivo para todas as pessoas com total anonimato.

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Dolores Bordignon tem mais de duas décadas de experiência clínica, somando centenas de casos individuais, de famílias e casais que desejam construir novos paradigmas. Suas palestras e workshops trazem à luz a importância da inteligência emocional para as relações pessoais, profissionais e familiares. Conheça o trabalho da psicopedagoga em nosso site. Entre em contato com Dolores Bordignon para promover um evento em sua instituição.

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