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Solidão A Dois? Saiba Como Recomeçar Sua Relação

Solidão a dois? Saiba como recomeçar sua relação 1/4 das pessoas se sente solitária ao lado de quem ama. Saiba o porquê e como mudar isso.

A sensação de estar sozinho ao lado de quem se ama existe. Sim, pode parecer contraditório, mas a falta de sintonia e o distanciamento emocional podem trazer sérios problemas para a rotina afetiva de um casal. Subitamente ou não, o relacionamento esfria e a intimidade endurece. Tem-se então o que se chama de “estranhamento” diante da pessoa que escolhemos para morar em nossa intimidade.

O relacionamento, contudo, é mantido. Talvez por conveniência ou talvez porque essa realidade basta. Existem pessoas que se contentam com o básico e outras que temem a solidão mais do que qualquer outra coisa. Elas não percebem, porém, que estão sozinhas, apesar de terem uma companhia.

É como se algumas pessoas, com medo da solidão, resolvessem ficar sozinhas juntas.
Assim, é formada uma união de corações partidos e mentes desencontradas.

Saiba que a sensação de solidão dentro de uma relação amorosa é vivida por muitos casais.

Em estudos realizados com pessoas em relacionamentos longos e dedicados, mais de  ¼ dos inquiridos admitiam sentir-se frequentemente sozinhos. Mas, nem por isso a solidão deve ser encarada como natural ou inevitável.

Existem algumas estratégias de psicodiagnóstico para analisar a saúde de uma relação. Hoje, apresentamos uma estratégia fundamental e, ao mesmo tempo, bastante simples e acessível que pode testar o seu relacionamento. Basta que responda com sinceridade à seguinte questão: sente-se frequentemente sozinha(o)?

 Se a sua resposta é sim, considere duas possibilidades:

  • O sentimento de solidão tem origem na leitura que faz sobre as coisas; não nos acontecimentos.

  • Sente-se só porque a sua relação não está indo ao encontro das suas necessidades.

Se você for honesto(a), provavelmente perceberá que as duas alternativas estão certas.

Apenas a solidão ocasional é considerada uma emoção saudável, normal e universal. Ao contrário, quando é vivida de forma contínua, prolongada no tempo, ela ganha proporções bastante dolorosas e destrutivas, perdendo todos os seus benefícios para passar a representar um perigo para a saúde de quem a sente e de quem é acusado por isso. Esta solidão a dois é considerada, por quem a vive, muito mais dolorosa e profunda do que a solidão que é sentida quando, efetivamente, se está só por um tempo.

Tem ideia de como é fácil se chegar até aqui? Muitas vezes, deixamos que a rotina nos absorva de tal maneira que, quando chegamos em casa, já esgotados, tendemos a reduzir todas as atividades ao mínimo indispensável.

E, se no momento até parece confortável, mais tarde a fatura se converte em solidão mútua.

Progressivamente, vai-se perdendo o hábito de conversar para além do banal; de partilhar ideias, sentimentos, necessidades, carinhos, vivências e… facilmente se chega à falta de compreensão.

Esta solidão em que os dois se sentem incompreendidos, desinteressantes, rejeitados e mal amados, leva a que as ideias centrais da vida de cada um comecem a ser dominadas por estes sentimentos, deixando-os gradualmente com menos autoconfiança, autoestima e sem controle sobre a realização das suas necessidades pessoais.

Esta “doença” tem cura? Tudo dependerá do nível de dedicação que os dois colocam na resolução desta temática. Aceita algumas sugestões?

    • Recomecem! Reorganizem a vida individual e de casal e deem início a uma nova etapa da relação, avaliando os erros do passado para os banirem do presente. 

    • Não se voltem a iludir, nem tão pouco se acomodem. Estabeleçam, no mínimo, uma hora semanal na conquista de um espaço comum. Façam programas a dois que cultivem o diálogo, a cumplicidade e a intimidade, com atenção aos interesses de ambos. Portanto, atenção: nada de programas sem relação humana como, por exemplo, ir ao cinema, ver televisão e jogar playstation.

    • Saiba que é na relação sexual saudável que se constrói o vínculo amoroso entre dois adultos que se amam. Ela é a fonte de afeto e carinho mais importante na relação amorosa verdadeira. Simples.

    • Procurem juntos soluções para os problemas pessoais e amorosos, mesmo os mais constrangedores. A postura faz a diferença: saiba ouvir, com interesse genuíno e respeito, sem acusações nem julgamentos. Sem pressões de tempo…

    • Dediquem-se aos pensamentos positivos e ajam em conformidade com as necessidades individuais e conjuntas (em tudo diferente de egocentrismo).

Ser sincero consigo mesmo é o primeiro passo para trabalhar em nome da reconquista do espaço da pessoa amada em sua vida, portanto, em seguida, imagine-se daqui dez anos.

Com quem você está? Com a mesma pessoa de agora? Então pule mais dez anos. Responda mentalmente, com toda a franqueza possível, se você se imagina mantendo o mesmo relacionamento de agora. Como serão a sua rotina e os seus sentimentos?

Coloque-se no lugar do outro e reflita sobre o que você faria diante de uma situação de escolha, considerando o seu estado de solidão. Tiraria o seu companheiro de sua vida ou mudaria em você o que fosse preciso para manter o amor?

Essas questões aparentemente simples trazem os mais valiosos insights sobre a responsabilidade que se deve ter com o amor. Perceber a solidão como uma postura emocional, e não o fruto da negligência do outro com você, é o primeiro passo para lidar melhor com você mesmo e mostrar-se mais aberto para o amor.

Dolores Bordignon tem mais de duas décadas de experiência clínica, somando centenas de casos individuais, de famílias e casais que desejam construir novos paradigmas. Suas palestras e workshops trazem à luz a importância da inteligência emocional para as relações pessoais, profissionais e familiares. Conheça o trabalho da psicopedagoga em nosso site. Entre em contato com Dolores Bordignon para promover um evento em sua instituição.

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