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Seis Vilões Da Vida Cotidiana Do Casamento E Suas Soluções

Seis vilões da vida cotidiana do casamento e suas soluções

Sim, as mudanças na vida do casal são naturais ao longo do tempo, porém é preciso atentar para os exageros em busca de relações mais harmoniosas e satisfatórias para os dois lados.

A rotina revela vilões que muitas vezes colocam o encanto e o amor em perigo. Os jantares em restaurantes descolados dão lugar ao lanche rápido no balcão da cozinha, e o tempo compartilhado ao final do dia, quem diria, agora é usado para jogar videogame e atualizar o Facebook.

Talvez seja interessante pensar que o problema não é a rotina, pelo contrário, ela é construtiva. Rotina é um espaço seguro onde podemos crescer e fazer mais e melhor, ela é boa pois é onde temos segurança do que vai acontecer e ai poder mudar de forma voluntária, não por força do contexto.

Talvez o problema esteja mais em nossa falta de interesse nas coisas que temos para fazer, um desinteresse no outro e até em nós mesmos. Obviamente o casamento está dentro disso.

Vamos ver alguns problemas cotidianos que afetam nossa vida e buscar soluções para eles?

Primeiro vilão

Smartphone, vídeo games, televisão, computador…

Como é bom chegar em casa e simplesmente relaxar. Televisão, jogos eletrônicos e novelas não são inimigos do casamento, desde que não isolem um dos pares. Com o tempo, a distância entre os dois cresce e o tédio aumenta.

Contudo, abrir totalmente mão de fazer o que gosta também não é o caminho. É uma equação complicada conciliar o território das coisas partilhadas com os interesses individuais, que precisam ser mantidos.

Um bom antídoto é perguntar como foi o dia do outro, escutar, esse já é um grande passo. Outra boa ideia é incluir o(a) parceiro(a) no programa – que tal jogar em equipe?

Tenho trabalhado nas minhas redes sociais uma série de vídeos que falam justamente sobre todos estes aspectos de uma relação, do cotidianas à vida íntima, tão importante. 

Segundo vilão

Vida doméstica cotidiana

Dividir o mesmo teto significa dividir também a pilha de louça para lavar. E as brigas envolvendo trabalhos domésticos são comuns. Se a trabalhosa compra do mês e os copos fora do lugar andam disparando discussões, então está na hora de distribuir as tarefas de maneira justa.

A recomendação é que cada um escolha as responsabilidades de acordo com suas habilidades e preferências, mesmo que tenham feito tudo diferente por vários anos. As mulheres tendem a pegar mais coisas para fazer, porém com o tempo começam a se ressentir e reclamar.

Não deve existir o conceito de “ajudar em casa”, já que a responsabilidade é igual para os dois. A hora da faxina – ou mesmo a orientação de uma faxineira – deve servir como um exercício de companheirismo, e não virar um cabo de guerra.

Terceiro vilão

Discordâncias sobre como educar os filhos

É consenso entre os especialistas que os filhos reduzem o tempo a sós do casal e a rotina sexual – reduzem, não eliminam. Os primeiros anos são os mais difíceis.

É normal que os pais discordem com o estilo do outro de educar. O caminho para evitar conflitos é realmente conversar e tentar um equilíbrio construtivo.

É uma temporada sem ‘eu e você’. Separar um momento diário para conversar e brincar com as crianças é uma tentativa para que elas interrompam menos os pais durante outras atividades. Quando eles sabem que terão um espaço para serem ouvidos, não ficam insistindo e atrapalhando.

Quarto vilão

Falta de privacidade ou intimidade demais

Como os dois passam muito tempo juntos, é natural que não tenham vergonha um do outro. Isso é bom, mas com limites. Fechar a porta para fazer xixi é sinal de respeito e dignidade, e isso tem que ser mantido.

Atenção para não confundir
intimidade com falta de boas maneiras.

Ela diz que a acomodação leva os casais a compartilharem demais: acham que se conhecem tanto que não há mais surpresas. A partir daí não demora muito para alguém espremer uma espinha ou até soltar gases na frente do outro. E assim aquele mistério, que tempera a relação, fica ameaçado.

Quinto vilão

Falta de cuidado com o corpo

Compartilhar um pote de sorvete durante o filme, preparar aquela receita calórica ou bebericar todos os dias num happy hour caseiro; quem não gosta? Pesquisas revelam que o casamento faz bem para a saúde, mas engorda.

O descuido demonstra falta de interesse: homens e mulheres deixam de se cuidar porque acham que não são mais notados ou avaliados da mesma maneira pelo(a) parceiro(a). Assim, elogios podem estimular a autoestima e o desejo de caprichar mais no visual. O primeiro passo, no entanto, é cuidar da própria imagem.

Além disso, a natural sensação de segurança pode gerar certo relaxamento, que até pode ser bom, desde que não vire desleixo. Não precisa estar de salto alto, mas também não precisa estar com a camiseta furada.

Sexto vilão

Estresse e cansaço

É natural que o cansaço do dia a dia desestimule a interação entre os pares. Porém, desfrutar dos momentos juntos é fundamental para manter a saúde da união. Jantar separados ou na frente da televisão desperdiça um horário de troca precioso.

O casal maduro tem uma lógica equilibrada e adequada. Às vezes precisamos dispensar algumas discussões e viver mais a relação.

Claro, a vida não é uma festa, todo mundo pode ter um dia ruim no trabalho ou estresse no trânsito. Assim, saber como administrar isso e, principalmente, não descontar o nervosismo no outro, é prática dos casais felizes. As brigas não devem se tornar constantes e permanentes, esperando que o dia a dia fique mais fácil ou com menos cobranças.