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Qualidade De Vida Na Viuvez

Qualidade de vida na viuvez Unidas, grupo de mulheres reaprende a viver após a perda do marido

Diz o sábio que a única experiência que o ser humano tem em comum é a morte. Então, por que nos sentimos tão solitários quando ela bate à porta de nossa família? A perda da pessoa amada traz sentimentos obscuros, que nos afetam física e mentalmente. A sensação de falar sobre a dor e de não ser compreendida é grande e o silêncio para retomar as tarefas cotidianas parece esmagador. Assim, o vazio da perda se amplia e, junto com a pessoa que amamos, vai-se o sentido de viver. Sua história não precisa ser assim.

Com base em sua própria e recente experiência pessoal, a pedagoga Dolores Bordignon criou um novo grupo para mulheres que perderam seus maridos e que, agora, terão um espaço para compartilhar os sentimentos confusos e os medos desta nova fase que começa.

Diante do fim da pessoa amada, pessoa com a qual o cotidiano, o passado e o futuro foram construídos, surge a grande pergunta: o que será de mim daqui para frente? Muitas mulheres ficam paralisadas diante deste questionamento e muitas outras passam reto por ele, tendo que prosseguir, de imediato, com a difícil tarefa de manter a família emocional e financeiramente.

“Algumas mulheres fazem da viuvez um período para serem babás de netos, outras continuam sendo provedoras da família. As histórias são diferentes, mesmo que a experiência seja uma só. Cada história tem uma demanda especifica”, explica a pedagoga. As maneiras com que o luto se apresenta são tão diferentes quanto os contextos das famílias. Porém, quem ficou compartilha esta dor, mesmo que ela sempre pareça solitária, por nos atingir de formas diferentes.

Sentir-se sozinho é natural e até coerente, afinal, apenas a esposa que ficou sabe da dor de perder esta parceria. Assim, mesmo que as famílias se rearranjem para ajudar emocionalmente quem passa pela viuvez, tal ajuda pode não representar o sentimento de acolhimento e de compreensão que a pessoa precisa naquele momento.

No grupo, através da mediação de Dolores, as mulheres encontrarão este acolhimento através das vozes de companheiras de experiência, participando de um espaço de aprendizagem, de crescimento e de fortalecimento. “É libertador ter um espaço sigiloso e sagrado sem julgamentos, livre de culpas por sentir falta de companhia, sexo, carinho e atenção”, comenta Dolores.

Ter um ambiente propício para reconstruir a base perdida, com a mão de amigas que caminham juntas através desta jornada, é um primeiro passo glorioso para a nova vida. Afinal, o luto da pessoa amada é sim uma perda, mas também é a maior lição da existência humana, porque nos ensina sobre a finitude, sobre o recomeço, sobre a redescoberta da autonomia e a transformação de quem podemos ser.

“Viuvez é um estado que não é apenas civil, é um estado de ser, um ciclo vital diferente e que pode ter conotação de fragilidade e de solidão, mas que pode trazer muitas riquezas também. No grupo, colheremos muitas experiências bacanas e positivas e nos estimularemos coletivamente – seremos um grupo de mulheres unidas e reunidas para falar sobre si mesmas, para descobrir como esta experiência agrega e como podemos colaborar umas com as outras, construindo novas vidas juntas”, explica Dolores.

O grupo, com em média 10 mulheres, se reunirá todas as quintas-feiras, das 14h às 15h30, na Escola Menthes, em Porto Alegre. A Menthes fica na R.Felipe de Oliveira, 1397 – Bairro Petrópolis. Telefone: (51) 3024.3088. Valor: 1 + 3 R$ 125,00.

Inscreva-se no grupo

Se você está passando por esta experiência e não tem conseguido dar voz a tudo que acontece dentro de você, venha participar deste grupo. Se você é filho, irmão, sobrinho de alguém que perdeu seu esposo recentemente, converse com esta pessoa, estimule sua presença nestas reuniões que nada mais são do que passos rumo à construção de uma nova vida, uma vida que não será apenas um prosseguimento, mas sim uma redescoberta de si mesmo e de tudo que podemos ser e fazer. Vamos juntas!

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