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Por Que Estamos Tão Desmotivados?

Por que estamos tão desmotivados? Psicopedagoga Dolores Bordignon explica a busca pelas palestras motivacionais e outros profissionais de estímulo pessoal e profissional

O crescimento do mercado motivacional no país (e no mundo) é intrigante. Já se perguntou por que há cada vez mais busca por palestras, cursos e workshops motivacionais? O que está havendo com nossa relação com o trabalho ou até mesmo com a vida pessoal? Dolores Bordignon reflete sobre o fenômeno. Confira abaixo e entre em contato para agendar sua palestra ou workshop com a psicopedagoga.

Estas perguntas fazem todo sentido neste momento, na nossa sociedade, quando nos damos conta de que estamos vivendo em uma civilização com mais fontes de entretenimento do que jamais tivemos. Nunca antes na história tivemos tantas possibilidades de diversão e tantas facilidades para preenchermos nosso espaço de lazer e de qualidade de vida.

Mas, todo este aparato não significa que estamos de fato mais saudáveis. Poderíamos, inclusive, dizer que nunca antes fomos tão doentes, tão insatisfeitos.

A insatisfação geral encontra causa em um novo conceito de felicidade, que surgiria de uma busca fora de si mesmo. Esta felicidade contemporânea é condicional, ou seja, eu preciso alcançar determinado objetivo para daí ser feliz. Eu precisaria de um novo emprego que me traria mais dinheiro ou tempo para fazer aquilo que quero, eu precisaria de uma nova relação, um diploma, uma viagem etc.

O que isso quer dizer? Nosso homem moderno construiu uma ideia de felicidade muito atrelada àquela de quando éramos crianças: “quando me comportar, ganharei tal coisa”. Então, só alcançaríamos o prazer depois de obtermos tal comportamento ou sucesso em alguma questão.

Na verdade, teríamos que fazer toda uma mudança até mesmo no processo educacional, no manejo com nossas crianças. Não se trata de dar algo depois do bom comportamento. Teu comportamento é inadequado, tu não está tendo uma boa postura e precisa melhorar. Mas, não te darei presentes para isso. Teu comportamento precisa melhorar porque ele não está saudável, não está de acordo com nossa família, com o momento em que estamos vivendo, com as regras da nossa casa.

Somos nós que precisamos reconduzir os processos e trabalhar no sentido de que a felicidade está dentro de cada um de nós. Estando a felicidade dentro de nós, ela será o motor que fará com que todos os dias levantemos da cama e tenhamos motivos para viver, motivos para fazer o que estamos fazendo.

Digo isso, porque o motivo está conosco, dentro de nós. Falam de nossos projetos, desejos, sonhos, o que e por que estamos buscando todos os dias… Nós, palestrantes, treinadores, facilitadores, professores, pais, amigos, podemos estimular ou incentivar, mas quem se motiva a seguir em frente são as próprias pessoas.

E o que está acontecendo para que as pessoas não se motivem mais? Não deveria ser necessário um mega esforço para que as pessoas fizessem aquilo que devem fazer. O que está havendo afinal? Parece que as pessoas estão procurando recompensas. O salário que elas ganham ou o posto que elas ocupam não é mais suficiente. Atualmente, precisamos bombear os colaboradores com energias boas, com entusiasmo, para que elas possam ir em frente.

Precisamos repensar as formas com que estamos conduzindo nossos processos e precisamos, acima de tudo, levar esta ideia para todos, de que a felicidade, a alegria, o sentido de viver está dentro de cada um de nós. Todos temos que ter, claramente, o sentido daquilo que fazemos todos os dias. Por que fazemos o que fazemos? Não posso trabalhar apenas para pagar contas. O trabalho é uma forma de servirmos ao outro. O trabalho é o jeito que nós temos de estarmos em contato com os outros, de trocarmos com os outros. Alguns ajudam como arquitetos, outros como dentistas, como artistas ou publicitários. O nosso ofício é para tornar a vida do outro melhor, para facilitar a vida do outro.

Se o meu trabalho, se aquilo que escolhi para dedicar meus dias, não está sendo o que eu gosto, eu preciso me realinhar, dar um passo atrás, buscar saber quem eu sou e no que eu gostaria de estar investindo meu tempo, minha inteligência para fazer o meu melhor.

No sentido profissional, a psicologia positiva propõe uma hierarquia de realizações.

– a primeira realização precisa ser PESSOAL

– a segunda realização precisa ser ESPIRITUAL

– a terceira realização precisa ser FINANCEIRA

Então, no meu trabalho, preciso me sentir realizado com o que estou fazendo. Preciso estar consciente e congruente com os meus propósitos. É com esta realização plena que vem a motivação e, com ela, sem dúvida, vem a realização financeira.

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