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Por Que A Depressão é Um Problema De Todos?

Por que a depressão é um problema de todos? Funcionários faltantes, produtividade caindo, planos de saúde cada vez mais caros, filhos doentes, famílias doentes. A depressão vem se infiltrando ano após ano nas mais diversas áreas das nossas vidas. É hora de mudar este quadro.

Diga se você reconhece este cenário: prazos encurtando, custo de vida aumentando. Serviços cada vez mais caros vão sendo deixados de lado. A babá, a senhora da limpeza, o funcionário que facilitava nossa vida vão se tornando impossíveis de manter. Adeus para a escola dos filhos em turno integral… Para o plano de saúde que encurtava filas. Adeus a tudo isso. Eu assumo daqui para frente. Assumo tudo. As coisas começam a se acumular. O dia termina e a lista de afazeres é ainda maior. Você olha para frente e não enxerga muita luz no fim do túnel.

Se você se sente parte desta espiral estressante, é porque o número de pessoas que participa dela já ultrapassou 300 milhões. Sim, 300 milhões. Bom, o que acontece daqui para frente?

Um boom na depressão em escala global.

A depressão não é uma doença que afeta apenas a vida do paciente, tampouco apenas a de sua família. O mundo inteiro sofre junto. Transtornos mentais custam à economia mundial uma perda de um trilhão de dólares em produtividade – por ano. Isso porque a depressão já é a causa número 1º de doenças incapacitantes de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Estamos falando de mais de 322 milhões de pessoas com depressão neste momento. Um aumento de 18% em 10 anos. Não vamos esquecer que 260 milhões, um número muito próximo, sofre de ansiedade, e grande parte sofre das duas doenças.

Brasil: o país mais deprimido da América Latina

O Brasil tem a maior taxa de pessoas com depressão na América Latina e uma média que supera os índices mundiais. Nos últimos anos, a crise econômica do país mudou o mercado de trabalho. Quem conseguiu segurar o emprego, ou que encontrou um emprego novo, percebe que o cenário nas organizações é de grande confusão de funções.

Hoje, um único funcionário pode ser cobrado por funções que, até pouco tempo, eram exercidas por três ou quatro pessoas. Com isso, o estresse aumenta. A ansiedade e a pressão para manter o emprego também. Este quadro, que pode desencadear a chamada Síndrome de Burnout, tem a depressão como a mais grave consequência.

Falando em mercado de trabalho, as mulheres são as mais afetadas (um dado nem um pouco surpreendente). O número de mulheres diagnosticadas com a doença é simplesmente o dobro dos homens. Filhos, carreira, prazos, casa, alimentação, sono, estudo… A matemática simplesmente não fecha, não é mesmo?

Mulheres: como trabalhar, cuidar dos filhos e de mim?

O Brasil segue a tendência mundial de uma inserção cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho. Hoje, cerca de 40% das mulheres contribuem com a renda do lar no Brasil. Só que a divisão dos gastos e da chefia de família não se repete na divisão de trabalho doméstico. Como consequência, as mulheres são as que mais sentem o peso da dupla jornada.

Um estudo da Universidade Federal de São Carlos mostrou que, entre famílias com filhos de menos de cinco anos, as mulheres relataram trabalhar 15 horas a mais por semana do que os seus parceiros.

Leia de novo: 15h a mais.

São quase dois dias de trabalho a mais por semana. 

O desequilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar pode conduzir a uma vida insatisfatória, com implicações para a saúde psicológica da mulher. A Organização Mundial da Saúde diz que cerca de 73 milhões de mulheres sofrem um episódio depressivo por ano e 13% manifestam perturbações psicológicas, incluindo depressão, no período de um ano após o parto. Ainda, um em cada três suicídios ocorre em mulheres entre os 25 e os 44 anos de idade, estando entre os fatores de risco as diferenças de gênero nos papéis sociais.

A babá se foi, a escola integral é impagável, a família está ocupada, meu trabalho não me dá espaço e eu não sei o que fazer daqui pra frente…! 

Bom, aqui vai um conselho de um dos grandes mestres, Roberto Shinyashiki, um guru no meio empresarial: “Se não é valorizada, a mulher deve “demitir” o chefe. E ele, em vez de uma associada, terá uma concorrente.”

De fato, muitas mulheres têm encontrado soluções alternativas para gerar renda ou para ter renda extra — um desafio que, com algum esforço, acaba ultrapassando a renda que o trabalho formal anterior oferecia. Um ótimo exemplo é a venda de produtos de grandes marcas como Mary Kay, O Boticário, Avon e Hinode, que estão aumentando dia após dia. Este mercado é dominado por elas, é claro.

São milhões de mulheres que deixaram o cartão de ponto de lado para poderem estar ao lado dos filhos e, ao mesmo tempo, segurar as contas da casa.

Não foi à toa que este formato de trabalho surgiu conjuntamente com a independência feminina. Este modelo de trabalho permite flexibilidade total e os ganhos surgem conforme o comprometimento com as vendas. Quanto mais se doa, mais se ganha. É, de fato, uma promessa promissora.

Mas, flexibilidade de tempo e qualidade de tempo são mundos distintos. 

Nos workshops que Dolores Bordignon ministra para estas mulheres ainda surgem, com frequência, graves problemas como a solidão nos relacionamentos, reclamação sobre as tarefas que supostamente deveria estar assumindo, culpa por não poder atender os filhos com a mesma dedicação e até paciência. Dolores percebeu que, até mesmo os novos modelos de trabalho estavam gerando pessoas estressadas e ansiosas, o que nos leva de volta aos índices de depressão ligados aos modelos tradicionais de trabalho.

A família segue prejudicada, a qualidade de vida segue comprometida e o cansaço é cada vez maior.

Isso ocorre porque, ao trabalharem por conta própria, estas mulheres esquecem que a mesma inteligência que deveria estar sendo aplicada nas empresas precisa ser transferida para si mesma. Mais ainda, precisa ser transferida e potencializada. Afinal, agora ela é sua própria empresa.

E qual o grande segredo das melhores empresas para se trabalhar no mundo?

Inteligência Emocional.

Leia bem o que diz o consultor Ricardo Monezi sobre as empresas que reduziram drasticamente o número de funcionários estressados e… No limite:  “As empresas estão entendendo que você não consegue ter produtividade com qualidade em um ambiente que está contaminado, doente e envenenado pela questão da ambição. Estão entendendo que, antes de sermos funcionários, somos humanos.”

Isto é Inteligência Emocional em seu máximo. E é por isso que estas empresas estão cada vez mais à frente no mercado. Mas…

E você? Tem compreendido que é um ser humano antes de mais nada? Se você é sua empresa ou se você lidera um grupo de pessoas, você precisa compreender as questões psicológicas que motivam ou desmotivam seus funcionários. Você fará isso não apenas porque você é um grande ser humano (isso também), mas porque, como dissemos, “transtornos mentais custam à economia mundial uma perda de um trilhão de dólares em produtividade – por ano.”

Você pode arcar com esta perda também ou você pode ser inteligente e aprende a capacitar suas funcionárias emocionalmente, produzindo um ambiente fiel, feliz, motivado em suas vidas pessoais e profissionais?

Trazemos uma lição da psicopedagoga Dolores Bordignon extraída de uma de suas palestras de Inteligência Emocional para mulheres empreendedoras:

Todos temos que ter, claramente, o sentido daquilo que fazemos todos os dias. Por que fazemos o que fazemos? Não posso trabalhar apenas para pagar contas. O trabalho é uma forma de servirmos ao outro. O trabalho é o jeito que nós temos de estarmos em contato com os outros, de trocarmos com os outros. Alguns ajudam como arquitetos, outros como dentistas, como artistas ou publicitários. O nosso ofício é para tornar a vida do outro melhor, para facilitar a vida do outro.

Se o meu trabalho, se aquilo que escolhi para dedicar meus dias, não está sendo o que eu gosto, eu preciso me realinhar, dar um passo atrás, buscar saber quem eu sou e no que eu gostaria de estar investindo meu tempo, minha inteligência para fazer o meu melhor.

No sentido profissional, a psicologia positiva propõe uma hierarquia de realizações.

– a primeira realização precisa ser PESSOAL

– a segunda realização precisa ser ESPIRITUAL

– a terceira realização precisa ser FINANCEIRA

Então, no meu trabalho, preciso me sentir realizado com o que estou fazendo. Preciso estar consciente e congruente com os meus propósitos. É com esta realização plena que vem a motivação e, com ela, sem dúvida, vem a realização financeira.

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