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Pesquisa De Quase Um Século Busca O Porquê Da Felicidade

Pesquisa de quase um século busca o porquê da felicidade

Em um dos mais longos e profundos estudos sobre a felicidade, pesquisadores da Universidade de Harvard acompanharam a vida de 724 homens por quase 80 anos. Cerca de 60% dos participantes ainda estão vivos, sendo que a maioria já passou dos 90 anos. O primeiro grupo que entrou no estudo era constituído por jovens que estavam concluindo a universidade. Já o segundo grupo era constituído por rapazes de famílias desfavorecidas na década de 1930. Viviam em barracas e não tinham sequer saneamento básico.

As vidas destes homens foram tão diferentes quanto suas origens. Uns se tornaram operários em fábricas, outros advogados, pedreiros ou médicos. Um deles acabou se tornando presidente dos EUA. Outros sucumbiram ao alcoolismo. Uns subiram a escada social de baixo até ao topo e outros fizeram o caminho inverso.
Harvard segue acompanhando a vida dos homens até hoje. Anualmente, eles são entrevistados em suas casas. São observados e sujeitos a exames médicos. Os seus filhos e cônjuges são entrevistados e as conversas são gravadas. As conclusões do estudo revelam padrões que ensinam grandes lições a todos nós:

A solidão é tóxica e mata

Após 78 anos de estudos e registros médicos, ficou claro que a felicidade não está relacionada à riqueza, fama ou produtividade. As pessoas com mais ligações com a família, com amigos e com a comunidade são muito mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo.

As pessoas mais isoladas são menos felizes. A saúde se deteriorou rapidamente na meia idade. O seu funcionamento cerebral decaiu mais cedo e a esperança média de vida é mais baixa. Lembrando que mais de 20% da população mundial afirma que se sente só – e que podemos nos sentir sós numa multidão ou mesmo num casamento.

Não basta o número de amigos ou a longevidade das relações. O fator decisivo é a qualidade das relações. Viver no meio de conflitos é extraordinariamente prejudicial para a saúde. Os casamentos altamente conflituosos, por exemplo, em que não há afeição, revelam-se demolidores para a saúde, e em termos de impacto, são mais prejudiciais do que passar por um divórcio.

A insatisfação envelhece mais do que as doenças

Quando os investigadores analisaram os registros dos participantes quando estavam na casa dos 50 anos, concluíram que o elemento diferenciador foi o nível de satisfação que sentiam nas suas relações. As pessoas que se sentiam mais satisfeitas com as suas relações aos 50 anos foram as mais felizes aos 80 anos.

Relações estreitas protegem-nos das complicações do envelhecimento. Os homens mais felizes afirmaram, aos 80 anos, que nos dias em que tinham mais dores físicas mantinham a boa disposição. As pessoas com relações mais infelizes ampliavam a dor física com o sofrimento emocional. A última conclusão do estudo revelou que relações saudáveis, além de protegerem o corpo, protegem também o cérebro.

As pessoas que sentem que podem contar com o parceiro em tempos de necessidade, mantêm a memória ativa durante mais tempo. As pessoas que experienciam a situação inversa experimentam precocemente o declínio da memória e de outras funções cognitivas. As boas relações não têm que ser sempre fáceis.

Alguns dos octogenários felizes e saudáveis reportaram discussões frequentes, mas, pelo fato de sentirem que podem contar com o parceiro e vice-versa, não as fixavam na memória. Relações boas, íntimas e correspondidas são fantásticas para a saúde e para o bem-estar.

O que fazer para ser mais feliz

Quer ser mais feliz? O que pode fazer? As possibilidades são ilimitadas e começam com o tempo que disponibiliza para investir nas pessoas. Pode planejar mais tempo para estar com a família e com os amigos, surpreender alguém e reanimar uma relação adormecida, ouvir mais as outras pessoas, compartilhar um hobby ou mesmo ajudar um amigo num projeto importante para ele.

Pode ser um jantar diferente, um passeio ou até mesmo um reencontro num sábado à noite. Entre em contato com um familiar com quem não fala há muito tempo. São incontáveis as coisas que podemos fazer para melhorar nossa capacidade relacional, que melhorará nossa saúde e qualidade de vida. Escolha uma por semana, dê pequenos passos e vá confiante de estar investindo na sua felicidade!

Quer aprender mais sobre inteligência emocional e qualidade de vida? Entre em contato com Dolores Bordignon e com a escola Menthes Porto Alegre, que utiliza o Método Augusto Cury. Participe das aulas gratuitas com Dolores, todas as quintas-feiras, às 18h30. Invista em sua vida integralmente, invista na sua felicidade e na felicidade de todos ao seu redor. Em Porto Alegre, a Menthes fica na R. Felipe de Oliveira, 1397. Telefone: (51) 3024.3088.

 

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