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Pensar antes de agir não é difícil apenas para você, mas para toda a espécie humana. Isso acontece, porque o “cérebro que sente” responde mais rápido do que o “cérebro que pensa”. A amídala, no centro emocional do cérebro, vê e ouve tudo instantaneamente e é o ponto de disparo para respostas de luta ou fuga (agredir ou partir).

Se a amídala percebe uma emergência emocional, pode tomar conta de todo o cérebro antes do neocortex decidir o que fazer (o cérebro que pensa). O pensamento leva bastante tempo para acontecer. A amídala, neste meio tempo, já decidiu que precisa agir agora! Por isso, ela pode sequestrar o cérebro inteiro se ela sentir que é melhor fazer algo rapidamente.

Este mecanismo nos ajudou muito durante a evolução das espécies, quando caçávamos animais ou enfrentávamos perigos físicos em que não havia tempo real para pensar. Foi assim que nossos ancestrais sobreviveram.

Mas, nos dias de hoje (à parte da violência que enfrentamos no país), vivemos em um mundo muito mais complexo, em que os “perigos” e “emergências” são mais simbólicos do que reais. Então, o que ocorre? A amídala acaba percebendo estes supostos riscos como alertas biológicos e nos joga no campo do medo, da raiva ou da alta ansiedade antes mesmo que saibamos o que de fato está acontecendo.

A solução é ainda mais simples, mesmo que leve um pouco de prática e exercício: desenvolva a habilidade de parar antes de agir. Cale, respire, observe. Deixe que o tempo do cérebro aconteça plenamente. São segundos de reflexão que significarão que você está inteiro naquilo que vive, sentindo e pensando. Afinal, você não é só emoção.