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O padre jesuíta indiano Anthony de Mello (1931-1987) é muito conhecido pelas suas numerosas publicações, que, traduzidas para diversas línguas, tiveram uma notável difusão em muitos países. As suas obras, quase sempre em forma de pequenos contos, contêm elementos provenientes da sabedoria oriental e podem ajudar no autocontrole, a romper os laços e afetos que nos impedem de ser livres, a enfrentar com serenidade os desafios da vida. Reflita com Anthony de Mello nestes breves contos, extraídos de suas obras:

1 – O dilema da liberdade
Estava o filósofo Diógenes comendo lentilhas quando viu o filósofo Aristipo, que vivia, confortavelmente, com base em lisonjear o rei. Aristipo disse-lhe: “Se aprendesses a ser submisso ao rei, não terias que comer esse lixo de lentilhas”. Diógenes replicou: “Se tivesses aprendido a comer lentilhas, não terias que bajular o rei”.

2 – A humildade
Dizia um velho que só havia se queixado uma única vez em toda sua vida: foi quando caminhava com os pés descalços e não tinha dinheiro para comprar sapatos. Então, viu um homem feliz que não tinha pés. E nunca mais voltou a se queixar.

3 – Apenas de passagem
Um turista, foi visitar um famoso rabino. Admirou-se ao ver que a casa do rabino era pouco mais que um quarto repleto de livros por toda a parte. De mobília, tinha só uma mesa e um banco. “Mas, rabino, onde está a sua mobília?”, pergunta o turista. “E a sua, onde é que está?”, ecoou o rabino. “A minha? Mas eu estou apenas de passagem; sou um visitante na cidade”, responde o turista. “Pois eu também estou só de passagem”, concluiu o rabino.

4 – O pai
Disse o mestre a um discípulo seu, que vivia rezando o tempo todo: “Quando você vai parar de se apoiar em Deus e manter-se de pé nas próprias pernas?” Admirado, o discípulo respondeu: “Mas foi o senhor mesmo que nos ensinou a olhar para Deus como para um Pai!” “Então”, respondeu o mestre, “quando verá que um pai não é alguém em quem você se apoia, mas, sim, alguém que nos liberta da eterna tendência de apoiar-nos”?

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