skip to Main Content

Gostaria que você tirasse um momento para entrar em uma profunda reflexão.

Pense em um universo em que seu marido ou parceiro sabe tudo sobre você. As coisas boas, as más, aquilo que te gera vergonha ou culpa, suas conquistas, suas qualidades, seus pensamentos e sentimentos. Imagine que ele conhece e reconhece tudo isso.

E ele ainda assim te ama.

Como você se sente neste universo?

Quando começamos uma relação, frequentemente mostramos o que há de melhor em nós. Apresentamos a mais perfeita versão possível de nós mesmos, na esperança de cativar o outro.

Mas, isso é apenas um pedaço nosso. Se as coisas derem certo e o tempo começar a passar, você descobrirá mais questões sobre você mesma. Algumas boas. Algumas ruins.

Quando o casal se compromete em uma união pelo resto da vida, ambos acreditam que sabem tudo um sobre o outro. Mas, este dificilmente é o caso, até porque ninguém sabe tudo sobre si mesmo. A partir daqui, se a lógica da bela imagem persistir, os sentimentos de medo e culpa aumentam. Com eles, a solidão e o sufocamento.

É assim que segredos matam as relações.

Ao esconder o que somos, precisamos enfrentar os maiores desafios das nossas vidas sozinhos. Isso afeta a forma como vemos o mundo ao nosso redor. Mais ainda, como agimos no mundo. E algo grave ocorre: você coloca seu parceiro na tarefa impossível de responder a um ser humano que ele desconhece. Mesmo assim, você culpa seu parceiro por ele não se portar de maneira apropriada ou de não te compreender.

Isso não é exatamente justo.

Por tudo isso, não há espaço para segredos em um relacionamento verdadeiro. O amor é a arte de fundir dois seres em um só.

O problema é que você tem medo de que seu companheiro não te amará se souber tudo sobre você. Esta é a grande mentira que contamos a nós mesmos para justificarmos nossos segredos.

De todas as barreiras que existem em uma relação, os segredos são as únicas intransponíveis.

Há três formas de segredos que precisam ser revelados:
– Segredos históricos: coisas do seu passado que você ainda não compartilhou com seu parceiro.
– Segredos presentes: fatos, pensamentos e sentimentos que estão acontecendo na sua vida agora.
– Segredos futuros: questões que você planeja ou antecipa para os próximos dias, meses ou anos.

Se você mantém algum destes segredos, é hora de abri-los ao seu companheiro. Marque um momento especial com o propósito de expor a pessoa que você é. Proponha que o exercício seja mútuo.

É a hora em que vocês começarão sua real jornada de parceria e cumplicidade. Nada pode ser tão libertador do que poder ser quem você é. Nada é tão poderoso do que caminhar ao lado de alguém que você conhece.

Lembre-se sempre: em um relacionamento, apenas os muros dos segredos são insuperáveis. O amor verdadeiro é um campo aberto, onde a vida pode acontecer livremente.

Remova o peso dos seus ombros. Confie no seu parceiro. Confie que ele amará você independentemente do que você tiver para compartilhar. Então, sinta a leveza da cumplicidade batendo à sua porta pela primeira vez.