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Um dia, o monge andava com seu discípulo e, depois de muito andar, encontraram uma casa quase abandonada: não havia flores, árvores, horta ou animais domésticos. A casa estava precisando de pintura e o mato crescia. Eles só viram uma vaquinha que pastava.

O monge e o discípulo bateram e foram recebidos pelo dono da casa. Pediram água e começaram a conversar. O monge perguntou ao dono da casa como viviam, posto que ele não vira nada ao redor que garantisse o sustento da família. O senhor respondeu: “temos uma vaquinha que nos dá tudo: leite pra bebermos e um queijo pra vendermos no mercado; com o dinheiro arrecadado minha mulher compra alguma coisinha que falta.”

O monge, ao sair, pediu que o discípulo derrubasse a “vaquinha” no despenhadeiro e ele, meio sem entender, assim o fez. Passado um tempo, voltaram ao local. Ao chegarem, já notaram as mudanças: a casa estava com pintura, a grama cortada, flores plantadas cresciam e enfeitavam a frente da casa. Era sim a mesma casa, mas não era a mesma casa. O que havia acontecido?

O dono contou que, ao perderem sua vaquinha, choraram muito e pensaram que tudo estava perdido, mas, aos poucos e pela necessidade, ele e sua esposa foram descobrindo que ele poderia trabalhar como pedreiro e ela era uma boa costureira. Juntaram seus talentos e a experiência os transformou.

Você tem vaquinhas para derrubar no despenhadeiro? Se tiver, não espere um monge surgir em sua vida para lhe dizer o que fazer. Agora, você já sabe: você tem talentos, descubra-os e use-os.