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O Que Você Deve Aprender Antes De Discutir Com Seu Parceiro

O que você deve aprender antes de discutir com seu parceiro Hora de decidir: quer ficar preso na sua raiva ou resolver as questões da relação?

Discussões nos relacionamentos são geralmente tão lamentáveis e amargas, que é natural ter esperança de podermos – com maior maturidade – superá-las de uma vez por todas. Mas, dada a natureza humana, seria imprudente tornar este nosso objetivo: a esperança não pode ser eliminar discussões completamente, mas sim tentar encontrar uma melhor maneira de discutir.

Brigas tendem a começar quando somos confrontados – normalmente inesperadamente – pelo que nos parece ser um extremo egoísmo, intransigência ou maldade do parceiro. Nessa hora, é extremamente tentador reagir na mesma intensidade. Afinal, fomos feridos e devemos revidar. Assim, vamos fazer o outro sofrer como ele nos fez sofrer.

Existem variações sobre como provocamos este sofrimento. Talvez, por meio de gritos ou batendo uma porta. Talvez, desprezando essa pessoa e ficando emburrados. Mas, o princípio é o mesmo: fomos feridos e temos que punir o outro.

Neste momento, poderíamos perguntar o que estamos buscando. O que estamos realmente procurando em uma relação é algo muito mais sensível do que um sentido de justiça abstrato: queremos que a outra pessoa nos ame adequadamente e seja mais legal com a gente. É por isso que batemos a porta, xingamos e fazemos de conta que o outro não existe desde o café da manhã.

Por incrível que pareça, o que nunca fazemos quando estamos magoados é dizer que estamos muito magoados. Parece humilhante demais revelar a nossa ferida para a pessoa que nos feriu, nos mostrar vulneráveis diante do indivíduo que, aparentemente, abusou de nossa vulnerabilidade.

Isso é extremamente compreensível, mas não ajuda em nada, porque não estamos em um relacionamento para encontrar segurança, mas sim para encontrar conexão. Ou seja, a segurança que buscamos não é apenas de que o outro jamais irá embora, mas sim de que ele nos compreenderá e, portanto, desejará ficar.

Por isso, poderíamos ajudar nosso parceiro a conquistar esta tarefa em vez de sermos empecilhos aos nossos próprios desejos. Deveríamos considerar uma abordagem diferente e ligeiramente paradoxal: no momento em que somos feridos por nosso parceiro, em vez de ficarmos furiosos, podemos tentar registrar e dizer diretamente o que nos está machucando por meio de uma dupla confissão.

Podemos dizer, em primeiro lugar: estou muito magoado que alguém em quem eu confiei emocionalmente possa ter dito ou feito isso comigo.

Em segundo lugar, e aqui é preciso coragem, poderíamos acrescentar: Estou tão assustado que eu esteja emocionalmente profundamente exposto a alguém que possa me machucar dessa forma. Isso deverá fazer o parceiro parar pra pensar.

O outro não insultou ou agrediu de volta como de costume – que é o que normalmente bloqueia seus ouvidos e inicia um ciclo vicioso de ataque e contra-ataque.  Estamos sendo dignos e honestos. Nós não estamos atacando, mas tampouco estamos implorando. Nós estamos apenas admitindo nossa genuína tristeza, medo e nudez em um tom de evidente autocontrole e, portanto, força.

Em uma sociedade mais sábia, estudaríamos discussões na escola por anos, assim como fazemos com matemática ou biologia. Todos nós ficaríamos muito melhor ao confessarmos nossas dores em um tom de dignidade e autocontrole.

Se entendêssemos que a capacidade de compreender e comunicar emoções é tão complexa quanto trigonometria, admitiríamos com calma que, embora sejamos capazes e fortes na maioria das áreas de nossas vidas, aqui, agora, na arena do relacionamento, estamos feridos e assustados – porém somos corajosos e maduros. Somos comprometidos com o amor e com o aprendizado mais do que somos com a manutenção de nossos medos. E, portanto, ousamos dizer isso ao parceiro com as mais simples e sinceras palavras.

Pense nisso. Seja sábio. Pratique inteligência emocional e construa um mundo muito mais interessante. Siga Dolores Bordignon no Facebook.

(Assista a vídeos sobre o tema em The School of Life)

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