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Quando A Ansiedade Se Torna Uma Doença?

Quando a ansiedade se torna uma doença? Psicopedagoga ensina técnica DCD e explica porque você deve aplicá-la para transformar seus hábitos de pensamento

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta: o Brasil lidera o ranking global de ansiedade. A taxa de pessoas que sofrem com algum tipo de transtorno, por aqui, é três vezes maior do que a média mundial

Mas, será que você sofre desta doença? A palavra ansiedade foi muito banalizada e confundida com simples nervosismo ou tensão comuns ao cotidiano. É normal que você tenha dificuldade de ter clareza sobre o que se passa ou se deve buscar ajuda profissional. Hoje, a psicopedagoga Dolores Bordignon esclarece o que é ansiedade, quando ela se torna uma doença – leia até o final para não perder uma importante ferramenta no combate ao transtorno, a CDC:

O que é a ansiedade?

A primeira coisa a ser dita é que ansiedade faz parte de todos nós, é algo natural. É um estímulo que nos faz pensar no futuro. Mais ainda, ela provoca o nosso agir. Algo vai acontecer e algo fará com que eu me levante e aja. É, portanto, um instinto de sobrevivência.

O que ocorre é que o homem moderno passou a ser um mau administrador dos pensamentos. Semeamos dúvidas sobre nossa própria capacidade, sobre a avaliação dos outros, sobre o julgamento alheio. Nos dividimos entre aquele que precisa agir para concluir uma tarefa e aquele paralisado pelo medo da dúvida. Será que serei aceito? Será que receberei a aprovação dos outros?

Como a ansiedade se torna uma doença?

Quanto mais abrimos espaço para o medo, para permitir que a possibilidade negativa nos paralise, mais os vícios mentais vão se instalando em nós.

Atualmente, são incontáveis os fatores reais que vão tomando conta dos nossos pensamentos até nos incapacitarem. A violência é um exemplo. Um pensamento saudável focaria em encontrar meios mais seguros de se locomover pela cidade, estaria centrado em encontrar soluções para o ir e o vir. Mas, o pensamento doente é limitante, paralisa esta busca por soluções e impede que a ação aconteça. Conclusão: não consigo sair.

Afinal, se a ansiedade saudável deve provocar ação, a ansiedade doente provoca paralisação. Esta é a chave para esclarecer a questão.

DCD – a técnica que pode aliviar a ansiedade

Trabalhar a ansiedade, seja no consultório ou com grupos, é trabalhar a consciência sobre os próprios pensamentos, é ensinar a pessoa a proteger as próprias emoções. Uma ferramenta que ensino aos meus pacientes e alunos é o DCD, desenvolvida através dos estudos do psiquiatra Augusto Cury. O DCD pode ser utilizada nos focos de tensão em qualquer situação de estresse. Esta ferramenta envolve três grandes áreas das ciências humanas:

1- “D” A arte da Dúvida Socrática | É o princípio da sabedoria na filosofia: eu duvido que este pensamento contribua em algo para mim neste momento.

2- “C” A arte da Crítica | É o princípio da sabedoria na psicologia: eu critico minha dúvida sobre mim mesmo. Critico as dificuldades que apresentei sobre minha capacidade.

3- “D” A arte da Determinação e Estratégia | É a arte da sabedoria na área de recursos humanos: eu determino que meus pensamentos estejam voltados à minha ação.

Na medida em que vamos aplicando certas ferramentas conscientemente, vamos aprendendo a educar nossos pensamentos. Conforme esclarecemos, dentro de nós, o que é projeção e o que realidade, vamos nos tornando aptos a criar uma mente saudável novamente.

Por que você deve aprender o DCD?

Técnicas e ferramentas são muito bem-vindas no trabalho do coach, do terapeuta ou do psicólogo. Adoro abordá-las em palestras também, sejam estas voltadas a outros terapeutas ou às próprias pessoas que as utilizarão. Quando converso com meus alunos e pacientes, sempre recebo ótimos feedbacks sobre elas. São rápidas e eficazes e, apesar de terem simples aplicação, são criadas através de grande pesquisa pelas maiores mentes da área.

As ferramentas ficam. São as estruturas que nossas mentes precisam nos momentos de crise. Quanto mais as praticamos mais as incorporamos em nossas vidas, mudando hábitos de pensamento sem que percebamos. Esta semana, conversei com uma antiga aluna e a questionei sobre o que mais a marcou em um dos meus workshops. A resposta dela foi justamente sobre o DCD. Foi a partir daí que trouxe este poderoso conhecimento para nós aqui no site. Disse ela:

“Olá, querida, Mestre! Os conhecimentos adquiridos em nossas aulas seguem sendo aplicados diariamente na minha vida. A técnica DCD é a que mais tem me mantido no eixo e serena. Gratidão eterna!”

Me repito: as ferramentas ficam. Utilize-as! Se você quiser realmente transformar seus hábitos de pensamento, como minha aluna, a dica mais eficiente que posso dar é o livro do Dr. Cury, Gestão da Emoção, onde ele fala mais sobre o DCD e ensina novas técnicas para gerenciar o que Cury chama de o verdadeiro mal do século: a ansiedade.

Dr. Cury nos explica um pouco mais sobre esta ferramenta para controlar a ansiedade. Clique aqui para dominar todas as técnicas do livro e veja abaixo o que ele tem a dizer sobre o DCD:

AUGUSTO CURY FALA SOBRE O DCD

“Duvidar, criticar e determinar. Eu tenho que, todos os dias, no silêncio da minha mente, duvidar de tudo que me controla. Devo criticar cada ideia perturbadora. Criticar minha insegurança. A minha necessidade ansiosa de se preocupar com o que os outros pensam ou falam de mim. Preciso determinar, estrategicamente, ser mais seguro, feliz, tranquilo, sereno.

Quando esta técnica do DCD é feita diariamente, isso gera um salto sem precedentes nas vidas das pessoas. Mas, precisa ser feita por pelo menos dois anos. Neste período, enquanto a pessoa pratica a técnica, o eu vai se transformando em protagonista da sua própria história. Vai ganhando corpo, musculatura, vai deixando de ser vítima e se torna um herói do seu próprio script.”

E então? Estamos prontos para praticar?

Dolores Bordignon tem mais de duas décadas de experiência clínica. Suas palestras e workshops unem coaching e psicopedagogia e trazem à luz a importância da inteligência emocional para as relações pessoais, profissionais e familiares. Conheça o trabalho da psicopedagoga em nosso site e entre em contato para organizar seu evento com Dolores Bordignon.

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