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O Futuro Da Humanidade Depende Da Inteligência Emocional

O futuro da humanidade depende da Inteligência Emocional Filósofo suíço, o best-seller Alain de Botton explica como a IE é a chave para a nossa relação com tudo e todos.

Inteligência emocional é a qualidade que nos permite confrontar com paciência, percepção e imaginação os problemas que nós enfrentamos em nosso relacionamento afetivo com nós mesmos e com outras pessoas.

Na vida social, nós podemos sentir a presença de Inteligência Emocional na sensibilidade para com o contexto dos outros e na prontidão para entender as coisas extraordinárias que podem estar acontecendo com os outros além da superfície.

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A Inteligência Emocional reconhece um papel na interpretação da vida e sabe, por exemplo, que uma explosão ardente pode ser um pedido disfarçado de ajuda, ou que uma reclamação política pode ser provocada até por fome ou sono, ou que aquilo que se esconde dentro de uma vigorosa jovialidade pode ser uma tristeza que foi sentimentalmente sufocada.

Em relação a nós mesmos, Inteligência Emocional se mostra como um tipo de boa desconfiança em relação às nossas emoções. O Emocionalmente Inteligente se recusa a confiar cegamente em seus primeiros impulsos, ou seja, à primeira leitura de seus sentimentos. Isso porque eles sabem que o ódio mascara o amor, que a raiva pode ser uma cobertura para a tristeza e que somos propensos a enormes e caras imprecisões sobre quem desejamos e o que realmente queremos.

A Inteligência Emocional também separa aqueles que são esmagados pelo fracasso e aqueles que sabem saudar os problemas da existência e que isso aponta para uma resiliência sombria e bem humorada sobre a vida.

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Inteligência Emocional não é um talento nato. Sempre é o resultado de educação, especificamente educação sobre como interpretar a nós mesmos, de onde nossas emoções surgem, como nossa infância nos influencia e sobre como nós poderíamos guiar melhor nossos medos e desejos.

Na sociedade ideal, poderia ser rotina básica aprender Inteligência Emocional desde a mais tenra idade, antes de termos a oportunidade de cometer muitos erros e aprender da pior forma. Isso porque nós não levamos – até agora – Educação Emocional a sério o suficiente, e nossa espécie acabou crescendo mais tecnicamente, mantendo o nível de sabedoria de nossos primeiros dias; com resultados catastróficos.

Poderíamos dizer que somos macacos evoluídos com armas nucleares. Parece que o destino da civilização depende da capacidade de dominar os mecanismos da Educação Emocional antes que seja tarde demais.

Nós nunca vamos progredir como espécie, e certamente vamos criar ainda maiores ameaças tecnológicas para nós mesmos, até termos aceitado os desafios e as oportunidades de termos nos educado apropriadamente em Inteligência Emocional.

Nossa Inteligência técnica é ótima, claro. Ela nos levou a domar a natureza e conquistar este planeta. Mas um futuro mais sábio e mais saudável para a espécie humana precisa depender de uma capacidade de dominar e ensinar uns aos outros as noções da Inteligência Emocional – enquanto ainda há tempo.

(por Alain de Botton, filósofo suíço)

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