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O Difícil Equilíbrio Entre Trabalho E Família

O difícil equilíbrio entre trabalho e família Maioria das mulheres prefere trabalhos em que possam equilibrar seus papeis sociais. Porém, esta missão exige comprometimento de todos.

Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que 72% das mulheres e 66% dos homens no Brasil entendem que as mulheres devem ter trabalhos remunerados.

O estudo, chamado Rumo a um futuro melhor para mulheres e trabalho, mostra que mulheres que trabalham em tempo integral para um empregador (mais de 30 horas por semana) são mais inclinadas a preferir situações nas quais pudessem equilibrar o trabalho e as obrigações da família e da casa (41%). Mulheres e homens com níveis mais elevados de educação também são mais propensos a preferir que as mulheres tenham trabalhos remunerados e cuidem de suas casas e famílias.

Equilíbrio trabalho-família

Conciliar o trabalho com o cuidado das famílias, no entanto, representa um desafio significativo para as mulheres em todo o mundo. Tanto homens quanto mulheres da maioria dos países e territórios pesquisados mencionam o equilíbrio entre trabalho e família como um dos maiores problemas enfrentados pelas mulheres.

O Brasil segue a tendência mundial de uma inserção cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho. Hoje, cerca de 40% das mulheres contribuem com a renda do lar no Brasil. Só que a divisão dos gastos e da chefia de família não se repete na divisão de trabalho doméstico. Como consequência, as mulheres são as que mais sentem o peso da dupla jornada. Um estudo conduzido por pesquisadoras da Universidade Federal de São Carlos mostrou que, entre famílias com filhos de menos de cinco anos, as mulheres relataram trabalhar 15 horas a mais por semana do que os seus parceiros.

A dificuldade em conciliar a realização profissional, pessoal e familiar, pode fazer com que a mulher atual se sinta dividida, culpada por dedicar mais tempo ao trabalho do que à família e frustrada por não conseguir lidar com essa situação.

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Consequências do desequilíbrio e acúmulo de funções

O desequilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar pode conduzir a uma vida insatisfatória, com implicações para a saúde psicológica da mulher. A depressão e a ansiedade constituem as principais consequências psicológicas, para as quais as mulheres são mais suscetíveis.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 73 milhões de mulheres, em todo o mundo, sofrem um episódio depressivo por ano e 13% manifestam perturbações psicológicas, incluindo depressão, no período de um ano após o parto. Ainda, um em cada três suicídios ocorre em mulheres entre os 25 e os 44 anos de idade, estando entre os fatores de risco as diferenças de gênero nos papéis sociais.

Primeiros passos para reverter este quadro

Lembre-se, o trabalho não constitui a única fonte de realização pessoal. Uma vida profissional saudável tem como consequência uma vida pessoal e familiar saudável e vice-versa. Tente gerir de forma equilibrada o tempo que dedica ao seu trabalho e à sua família.

Quanto mais procurar a perfeição nas diversas áreas da sua vida (família, trabalho, saúde, beleza, etc), maior será a probabilidade de encontrar defeitos e imperfeições. Não seja demasiado exigente. A busca é por equilíbrio e não perfeição. Não se deixe “consumir” pelo ideal, que somente gera mais ansiedade e tristeza, o que irá inevitavelmente interferir com a sua autoestima

Aprenda a gostar de si, dos resultados do seu trabalho e do seu desempenho como mãe, esposa/companheira e dona de casa. Não se culpe quando achar que podia ter feito melhor. Você sempre faz o seu melhor e é isso o que importa. Todos sempre fazem o máximo que podem naquele momento, dentro de suas limitações e preocupações.
Converse com o seu marido/companheiro para lhe dar a oportunidade de ajudá-la. Fale sobre como se sente e sobre como a sua ajuda pode ser importante para que se sinta melhor. Não receie pedir ajuda nas tarefas familiares e domésticas.

Se a situação estiver difícil ou se o casal tiver de fato assumido “mais tarefas do que consegue cumprir”, a solução pode estar em pedir ajuda especializada. Consulte um terapeuta de casal ou um coach para casais. Quando as dificuldades dentro da relação estão grandes demais, muitas vezes, a resposta para “organizar a casa” pode vir de fora.

Conte com a psicopedagoga Dolores Bordignon para este apoio. A longa experiência na área familiar, bem como a condução de workshops para casais é base para diferentes abordagens para as mais diversas situações. Não deixe sua felicidade para depois: a vida da sua família passa pelo bem-estar individual e do casal.

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