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Natal: Uma época Para Lembrar E Criar Lembranças

Natal: uma época para lembrar e criar lembranças Somos os criadores de nossas memórias. E você? Como escolhe se lembrar de sua vida?

Compartilho minhas lembranças de Natal na esperança de que lições possam ser extraídas destas histórias. Seja pela capacidade da minha família em criar belas experiências para nós seja pela nossa capacidade de superar toda dificuldade daqueles tempos e lembrarmos de tudo que vivemos com tanto carinho.

Para muitos, Natal é uma festa. Para alguns, as lembranças chegam ao ponto de “serem tocadas” tamanha a beleza, as alegrias e o sentimento de amor em família. Me incluo a todos que têm, nesta festa natalina, momentos inesquecíveis!

Sempre fomos ricos em presença, ternura, brincadeiras e canções. Não foram poucas as vezes que não tivemos presentes ou que compramos algo necessário para a casa ou para a família, mas a felicidade se espalhava igualmente. Simplesmente uma troca de amor.

Meus pais sempre fizeram o Natal ter esta magia em nossa casa. Começávamos por uma “empreitada” nada fácil: mamãe costumava receber o Menino Jesus com a casa toda limpa. O que fazia as quatro filhas se unirem a ela para limpar dos tetos ao chão. Era cansativo. Lavávamos o chão de madeira, passávamos cera e lustrávamos com pelegos de ovelha ou restos de pulôveres de lã. Havia o esforço, o acordar cedo nas férias para trabalhar, porém, não brigávamos, porque tudo tinha um sentido importante para cada uma de nós: montaríamos o pinheirinho e o presépio!

Nos reuníamos para montar a árvore, um pinheiro natural trazido por meu pai. Enfeitávamos com cuidado, com bolas de vidro lindas, mesmo que poucas, já que custavam caro. Tínhamos que usar a criatividade para deixar nossa árvore maravilhosa aos nossos olhos!

Enquanto isso, mamãe cantarolava na cozinha preparando os quitutes. E o cheiro que vinha era um perfume que lembro até hoje. Tinha também uma sobremesa que nunca faltava: Rei Alberto. Saudades!

Penso que Natal são as histórias e como cada uma delas é vivida, sentida e interpretada, mesmo que nossa visão sobre o passado não seja tão realista. Afinal, as interpretações não são fiéis aos fatos, exatamente como aconteceram. Nós somos os criadores da nossa realidade. Somos nós que pintamos e escolhemos as cores.

Quero aqui deixar o meu abraço bem apertado a cada um de vocês que me acompanha e desejar que tenham um abençoado Natal. Que não falte presença afetiva em seus lares. Recuse que seu Eu lhe impeça de ser empático, generoso, solidário e muito afetivo com quem ama e expresse do seu jeito o amor que sente. Assim, terá histórias pra contar que preencherão a vida de amor e calor humano.

Dolores Bordignon

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