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Minha Grande Amiga, A Solidão

Minha grande amiga, a solidão A solidão pode nos trazer ensinamentos positivos sim! Compreenda como se sentir solitário pode lhe ajudar a se conhecer melhor e a ter relações mais saudáveis!

Muitas pessoas se sentem sozinhas e deprimidas, especialmente neste período de transição entre um ano e outro. Elas se sentem distantes (de inúmeras formas) daqueles que amam e infelizes com suas vidas.

É crucial sabermos que todos (todos!) nos sentiremos sozinhos em diferentes momentos de nossas vidas. Nos sentimos sozinhos quando sentimos que nossas vidas estão desconectadas, separadas das vidas dos outros. É um sentimento de inadequação e de incompreensão que, quando mal gerenciado, pode levar a outros sentimentos como indiferença, culpa ou tristeza profunda.

A solidão é um sinal de que é preciso preencher algo na esfera íntima ou social. Esse preenchimento não se dá pelo número de pessoas ao redor ou tampouco por andarmos ao lado de alguém 24h por dia. Há inúmeras relações presentes e em que, ao mesmo tempo, ambas as partes se sentem solitárias. Não estar só não significa ter alguém ao lado. Em casos severos, as pessoas podem se colocar completamente à disposição de alguém e mesmo assim o sentimento de solidão persistirá.

A solidão persistirá, porque a solidão é algo nosso, não do mundo ao redor. É um momento em que nossas bases estão se refazendo e que não conseguimos nos identificar com as pessoas. Nos sentimos incompreendidos justamente porque nós não sabemos o que está ocorrendo conosco. Acabamos buscando nas pessoas a base que nos falta, quando, na verdade, podemos aproveitar esta oportunidade para criarmos novas bases nossas, conhecermos nossos novos eus, mesmo que isso nos peça grande esforço pessoal e reflexão saudável.

Algumas perguntas podem ajudar a indicar caminhos para que compreendamos melhor nossa solidão, para que ela seja mais um guia em direção aos nossos próximos passos do que uma inimiga que nos deprecia e imobiliza.Vejamos algumas:

O que estou pensando ou fazendo quando a solidão me toma?

Eu me sinto merecedora de amor?

Eu me sinto desnecessária aos outros?

Estou culpando minha solidão com coisas que são imutáveis?

Estou emocionalmente disponível ou aberta?

Estou tentando me unir a pessoas emocionalmente fechadas?

Estou esperando mais do que as pessoas podem me dar?

A minha solidão está me informando que preciso buscar mais as pessoas?

Quais as melhores ações que posso tomar para superar o medo de rejeição?

Quais são as melhores ações construtivas para melhorar este sentimento?

Muitas ideias irracionais, cadeias de pensamentos destrutivos, também podem nos levar à solidão. “Ninguém gosta de mim”, “Ninguém está disponível”, “Eu sempre dou e nunca recebo nada em troca”.

Questione a validade de cada um de seus pensamentos.

Será que, porque as pessoas estão em outro lugar, não gostam de você? Já experimentou telefonar para elas? Pergunte a elas como se sentem sobre você.

Será que ninguém está disponível ou será que você escolheu cinco ou seis pessoas no mundo que não podiam e concluiu que você está “completamente” só? Já experimentou renovar e expandir seu ciclo de amigos?

Será que você não recebe NADA em troca ou já tem, em sua mente, como deve ser esta troca e a outra pessoa, que não funciona da mesma forma, tenta retribuir como pode, mas nunca alcança suas expectativas?

Investigue seus pensamentos como se fosse provar um crime, porque cadeias de pensamentos negativos são, de fato, um crime contra nosso amor próprio.

Minimize suas conclusões negativas com a grande verdade: “isso é apenas temporário”.

Quando estiver se sentindo sozinho, faça algo positivo por você mesmo – inverta a lógica. Saia para tomar um café, converse com um estranho que também esteja só. Vá ao cinema, caminhe no parque, veja o pôr-do-sol. Todas as vezes que sua mente quiser lhe mostrar que “se sentir sozinho” é ruim, mostre a ela que “estar sozinho” é o estado natural de todos os seres humanos.

Se você gostar de estar consigo mesmo, você conseguirá estender suas mãos às outras pessoas. Seja honesto com você, não se vitimize para poder enxergar o que está acontecendo e compreenda que não é possível agradar todo mundo. Não insista em relações que não lhe acrescentam nada, mas não deixe de ver como quase todas as relações lhe agregarão ensinamentos importantes. Não sofra de graça, mas não espere que alguém lhe ofereça a completude perfeita embrulhada em um laço vermelho: isso, só nós podemos fazer por nós mesmos.


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