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Mario Sergio Cortella Pergunta: Você Tem Ensinado Responsabilidade Aos Seus Filhos?

Mario Sergio Cortella pergunta: você tem ensinado responsabilidade aos seus filhos? Educador e filósofo reflete sobre a necessidade de desenvolver o sentido de consequência nos jovens.

Pais e mães, pessoas que são responsáveis pela formação das novas gerações, estão se acovardando em relação a algumas tarefas. Estão enfraquecendo à condição de fazer o que precisam fazer. Há quase que uma desesperança, uma conformidade em relação a valores de formação que não podem ser deixados de lado, quase que dizendo “não há nada que eu possa fazer… Eles são assim” ou “essa geração é deste modo”.

A pessoa pergunta “mas o que farei, vou castigá-lo?”. Claro, oras. A gente se refere à palavra castigo de um modo muito temeroso, mas o castigo é a responsabilização. Não gostamos da ideia, porque castigar parece algo brutal, mas não necessariamente. Vamos, então, substituir o termo “castigo” por “responsabilização”. Ou seja, o jovem não pode ficar impune. Não pode aprender que aquilo que faz não tem consequências. Se você não faz o tema, não pode usar o celular. Se você não se comporta, não sai para passear.

E com qual idade podemos começar a ensinar responsabilização aos jovens? Uma criança até cinco ou seis anos de idade, não tem ideias abstratas. É difícil discutir com ela noção de VALOR, de JUSTIÇA, por exemplo. Não faça isso com sua amiguinha, porque não é JUSTO. Não bata porque não é CERTO.

Uma vez, vi em uma escola algo que me surpreendeu, porque funcionou. Uma criança ficava empurrando a outra insistentemente. A professora foi até ela e colocou sua mão no ombro da criança com firmeza, dizendo “não faça isso, porque, se você não fizer, ficará mais BONITA”. Tão óbvio, já que toda criança quer ser mais bonita. Ela só começa a gostar de ser feia depois que ela passa por situações em que ser estar errada é mais premiável ou elogiável do que ser correta.

Resumindo, de nada adianta punir uma criança de quatro anos, sem noção de tempo abstrato, dizendo que SÁBADO ela não irá ao cinema. Ela não tem esta percepção de tempo. Mas, um menino de sete anos tem esta percepção.

É claro que, quando sábado chegar, será possível negociar o castigo. Educadores são flexíveis. Se você responsabilizará a criança no sábado ou não depende do grau de seriedade daquilo que ela fez. Você pode retirar o castigo ou mantê-lo, mas, se o mantiver, terá que aguentar o tranco. Na hora em que disser “não sairá hoje”, a criança pode reagir de diversos modos. Ela pode gritar, se jogar, sair batendo portas. Caberá a você saber como lidará com ela e, para isso, você deverá conhecer a criança.

>> Não perca o próximo post da série do educador Mario Sergio Cortella: “Pais e filhos não se conhecem”, publicada todas as terças-feiras, pela manhã. Não perca nenhum post do site da psicopedagoga Dolores Bordignon. Acesse nosso site e permita as notificações para receber as novidades mais interessantes na área da educação e da inteligência emocional.  

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