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Mario Sergio Cortella Alerta: Você Não Conhece Seu Filho

Mario Sergio Cortella alerta: você não conhece seu filho Educador explica que a falta de convivência com os próprios filhos é mais perigosa do que pensamos.

Por Mario Sergio Cortella | Os jovens de hoje substituíram a noção de direitos por desejos. “Se eu quero, você tem que me dar. E se você não der, é porque você não gosta de mim” ou “se você não fizer isso, vou me matar”. A família, com um menino de 14 ou 15 anos de idade, morre de MEDO dele morrer e sabe por que sentem medo? Porque não convive com a criança no cotidiano.

Há pais que não conhecem os filhos. Somos a primeira geração de adultos, nas grandes cidades, que saem de casa mais tarde do que os filhos. Durante séculos, na história da humanidade, eram os pais que acordavam os filhos para eles irem para a escola. Hoje, a criança acorda e vai sozinha na van, às 6h30, e a mãe sai 7h40, 8h. Isso é não ter contato com eles.

Isso é não conhecer o filho. Quer ver? Se vocês fossem ouvir uma música juntos, que música seu filho escolheria? E qual música ele escolheria para você? Não ouvimos mais músicas juntos. Cada um usa seu fone e ficamos surdos uns para os outros, falando ao mesmo tempo. É aí que acontece algo que o consumo faz, e que nós admitimos, chamada vale-presente: “eu não te conheço, você não me conhece, e eu te dou um vale-presente”.

Nossos filhos são segredos para nós e como eles ficaram assim, se eles não nasceram desta forma? O pai e a mãe não o encontram e, quando o encontram, brigam entre si. Não se juntam mais para comer. Hoje, uma refeição dura 15min. E os pais repetem o quão bom aquilo é, que precisam repetir eventos como este. Melhor ainda, no final de semana, a família inteira sai para comer comida caseira. Se isso não é uma doença coletiva, o que é?

Como meus filhos escaparam do consumo desvairado? Eu estava com eles no dia a dia. O consumo é um docente poderoso. Ele abre as portas que deixamos destrancadas. É por isso que ele entra convidado por nós. É você que compra um tênis que custa dois pneus de um carro. Ou compra uma calça que custa uma televisão. É você que não analisa a diferença de produto, de valor, de trabalho em cima dos bens. Não compre. “Ah, mas se eu não comprar, meu filho ficará frustrado, bravo comigo.” E daí? Milhares de crianças brigaram. Nós brigamos quando éramos crianças. Se não pode, não pode.

Meus filhos cresceram sempre com duas frases no quarto:

– Uma ficava na parede e era inspirada em Kant, “Tudo que não puder contar como fez, não faça.”

– A segunda era do apóstolo Paulo, “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém.” Ou seja, eu posso fazer qualquer coisa, mas não devo fazer qualquer coisa.

Há muitos anos, uso a seguinte frase: “o mundo que deixaremos para nossos filhos depende muito dos filhos que deixaremos para o mundo.” Que filhos e filhas estamos deixando? Serão homens e mulheres que têm decência, capacidade de partilha, solidariedade, capacidade empreendedora , inteligência, honestidade e, acima de tudo, a capacidade de serem pessoas com vergonha na cara.

>> Não perca o primeiro post da série do educador Mario Sergio Cortella: “Você tem ensinado responsabilidade aos seus filhos?”. A série é publicada todas as terças-feiras, pela manhã. Não perca nenhum post do site da psicopedagoga Dolores Bordignon. Acesse nosso site e permita as notificações para receber as novidades mais interessantes na área da educação e da inteligência emocional.

This Post Has One Comment
  1. O meu caso e um pouco diferente,apos o nascimento do nosso filho houve mts problemas ela nao me quis,e dessidimos que ele ficaria com ela f dificil pra mim mas foi o melhor pra ele,hoje sofro mt nao o conheco.havera alguma maneira de acabar com este sofrimento ja passarao 17 anos

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