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Inteligência Emocional Para Você, Para Seus Filhos, Para O Mundo

Inteligência Emocional para você, para seus filhos, para o mundo

Inteligência Emocional é a base das relações humanas, Inteligência Emocional é o fundamento da liderança de sucesso. Ok, mas o que é Inteligência Emocional (IE)?

Vamos ver o que o pai do termo tem a dizer, o psicólogo norte-americano Daniel Goleman.

Goleman esteve no Brasil há pouco tempo para um grande evento sobre liderança, ao lado de Marshal Goldsmith. Dolores Bordignon esteve lá, é claro, e nos conta mais a respeito neste post.

Daniel Goleman é psicólogo, palestrante e jornalista especializado em ciência. Ele tem escrito sobre o cérebro e comportamento humano há muitos anos para o jornal The New York Times.

Seu livro, Inteligência Emocional, esteve nas listas de mais vendidos por um ano inteiro.

A obra é um marco de transformação no conceito de Inteligência, que teve impacto em diversas abordagens terapêuticas e programas educacionais por todo o mundo.

Goleman também é autor de Foco, um best-seller em que o psicólogo nos apresenta resultados de pesquisas que comprovam a correlação entre divagação e negativismo.

Na obra, Goleman defende que, quanto mais a mente se dispersa, mais estará propensa e ruminar sobre problemas e arrependimentos. A chave para transformar este quadro é calar vozes internas e praticar a concentração – em exercícios físicos, trabalhos manuais ou até fazendo amor com seu parceiro.

Leia: Quer ser feliz? Aprenda a focar com Daniel Goleman

Hoje, aprenderemos o fundamento da Inteligência Emocional, a precisa definição do termo.

Em entrevista ao Big Think, o psicólogo nos explica o impacto direto da IE nas crianças e fala sobre a capacidade de desenvolvermos estas habilidades em nós mesmos.

Ainda, toca em um interessante mito, a diferença entre homens e mulheres no que toca a Inteligência Emocional.

Será mesmo que mulheres são superioras nas emoções?

Vamos ver tudo isso com o pai da IE.

Confira abaixo a fala de Danial Goleman. Assista ao vídeo no final do post.

Inteligência Emocional é a maneira como lidamos conosco e com os outros. É a forma como administramos nossas relações.

Os quatro domínios da Inteligência Emocional:

  • autoconsciência: saber o que você está sentindo e por que está sentindo. Isso é a base para uma boa intuição e boa tomada de decisão. Também, é uma bússola moral.
  • autogerenciamento: saber lidar com suas emoções conflitantes de forma efetiva para que elas não te prejudiquem, para que não atrapalhem o que você está fazendo.

    Não se trata de abolir emoções negativas. Você ainda será capaz de se conectar a elas quando quiser fazer um exercício de introspecção. Afinal, todas as emoções têm a sua função.

    Autogerenciamento também significa que você é capaz de se conectar às emoções positivas, se envolver, alinhar suas paixões e suas ações em uma mesma direção.
  • empatia: saber o que os outros estão sentindo.
  • habilidades relacionais: a união de todos os outros domínios.
    É isso que eu quero dizer com Inteligência Emocional, mas, existem muitas definições por aí. 

    A parte do cérebro que apoia a Inteligência Emocional é, na realidade, o último circuito do cérebro a amadurecer.

Quando devo começar a praticar a Inteligência Emocional?

Por causa da neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de se remodelar de acordo com suas experiências, o meu argumento é: deveríamos estar ensinando estes quatro domínios para as crianças, de forma regular e sistemática.

Já há programas nas escolas em escala global incentivando este aprendizado. Estudos comprovaram, em meta-análises gigantescas, que o desenvolvimento da Inteligência Emocional nas crianças tem efeitos significativos.

O comportamento antissocial, as brigas em aula, a violência entre colegas etc, é reduzida em 10%; comportamentos pró-sociais aumentam 10%; a performance escolar aumenta 11%. Então, esses programas educacionais se pagam.

A Inteligência Emocional é mediada pelo córtex pré-frontal do lobo frontal, região que administra as emoções e o foco. Então, quando as crianças aprendem essas habilidades elas também aprendem a aprender.

Estamos melhorando ou piorando em termos de Inteligência Emocional?

Não sei se, em termos gerais, estamos nos tornando mais emocionalmente inteligentes.

Gostaria de acreditar nisso, mas acho que o número de guerras entre grupos está crescendo, o ódio entre grupos, abusos familiares, enfim, indicadores graves de emoções fora de controle… De forma perigosa inclusive.

Por isso, sou tão favorável aos programas que ensinam a gerenciar emoções em todas as escolas mundo afora.

Mulheres são mais emocionalmente inteligentes do que os homens?

Precisamos lembrar que Inteligência Emocional é uma gama de habilidades: autoconsciência, autogerenciamento, empatia, habilidades sociais.

As mulheres tendem a ser melhores na questão da empatia. Especialmente na empatia emocional. Em sentir o que o outro está sentindo no momento. Mulheres também são poderosas em mudar os ambientes, fazer com que as pessoas se sintam bem.

Os homens tendem a ser melhores na autoconfiança, particularmente em grupos, e na administração de emoções conflitantes.

Mas, o que é muito interessante é que, se você analisar os líderes, o topo da liderança nas empresas, não há diferença entre homens e mulheres.

Em outras palavras, quando falamos de grandes líderes, o que você encontra é um ser humano integral.

Leia mais: A principal capacidade do grande líder

O que eu diria é que, em termos gerais, há sim diferenças entre homens e mulheres quando falamos de Inteligência Emocional, mas, quando as pessoas desenvolvem suas capacidades, se tornam mais efetivas, elas desenvolvem forças nas áreas em que precisam.

O brasileiro é um povo emocionalmente inteligente?

Inteligência Emocional é algo universal, mas se manifesta de maneiras diferentes nos lugares.

O Japão tem regras rígidas de interação social. Para um norte-americano é muito difícil compreender o que está acontecendo ali, ao ponto em que algumas pessoas nem reconheceriam Inteligência Emocional nestas interações.

Já o Brasil é muito aberto, muito expansivo. O mesmo na cultura italiana. Elas parecem culturas diferentes, mas os fundamentos são iguais.

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