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Mario Sergio Cortella Alerta: “Temos Que Dar Limites”

Mario Sergio Cortella alerta: “Temos que dar limites” Filósofo e educador diferencia escolarização de educação e convoca famílias para voltarem a cumprir seu papel

Filósofo e educador diferencia escolarização de educação e convoca famílias para voltarem a cumprir seu papel

Seu filho está muito agressivo? Você não tem conseguido dialogar com ele? Muita coisa mudou nas últimas décadas, quando se trata de educação, mas alguns elementos são atemporais e retomá-los pode contribuir para a família que você quer construir. Confira estas dicas do filósofo Mario Sergio Cortella. Lembre-se que você também é professor do seu filho. Mais ainda, você é educador do ser humano que gerou. Leia abaixo:

Em uma sociedade em que os adultos passaram a se ausentar da convivência com as crianças, seja por conta do excesso de trabalho, da distância nas megalópoles ou da falta de paciência para conviver com aqueles que têm menos idade, a escola ficou soterrada de tarefas. As famílias confundem escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação.

Educar é tarefa da família. Nós tivemos um fosso, uma separação muito grande entre as gerações. As crianças ficaram muito soltas e isso gerou uma dificuldade nas relações.

Temos que dar limites. Limite não é barreira, é fronteira para podermos saber como nos movimentamos. Isso tem que ser feito, senão é irresponsabilidade. Precisamos de um amor que seja exigente. Não posso dizer para meu filho ou filha “eu te amo e, por isso, faça o que você quiser”. A frase correta é: “porque eu te amo, eu não aceito qualquer coisa”, “porque eu te amo, eu não quero que você faça as coisas deste modo”.

Nós também tiramos as crianças da convivência com os avós. O avô e a avó eram decisivos para a formação de limites. Na casa da vó, podia tudo, MENOS o que ela proibia. Era gostoso na casa da vó, mas tinha coisas que eram proibidas. E as crianças deviam respeitar. O avô dizia: mexa no que você quiser na garagem, menos nesta caixa. Isso ia criando a lógica de que há interdições, proibições que ajudam a conviver. A família precisa arrumar tempo para que isso seja feito de novo.

Leia também: Mario Sergio Cortella alerta: você não conhece seu filho

A família precisa retomar o seu papel, porque ter filho dá trabalho. Ou será que as pessoas não sabiam? Existe tempo, aplicação, reordenamento, partilha das tarefas. A escola não tem como dar conta de tudo o que dela hoje se requisita.

Nunca tivemos tanta agressividade dos alunos contra os docentes. Parte das crianças fica sozinha, come se quiser, vai de perua para a escola e quase não encontra adultos. Se é de classe média, o único adulto que ela encontra é a empregada, para quem ela dá ordem.

Não há uma estrutura da disciplina. O primeiro adulto que ela encontra no dia é o professor, que pergunta cadê o uniforme, você fez a tarefa, guarde o celular. Claro que nessa hora a criança vem para cima. É uma geração que confunde desejos com direitos. É preciso uma educação que seja mais firme, mas isso exige tempo, e as coisas têm o seu tempo. Não adianta eu falar com um menino de 7 anos sobre o exercício do sexo. Eu posso falar com ele sobre sexualidade. Há situações que uma criança não compreende.

Não perca: Mario Sergio Cortella pergunta: você tem ensinado responsabilidade aos seus filhos?

Hoje uma parte das crianças e jovens está crescendo apressadamente. A borboleta não pode sair do casulo antes da hora. Se isso acontece, pode até encantar num determinado momento, mas ainda não está madura o suficiente para voar sua autonomia. Toda borboleta que sai do casulo antes da hora é exuberante num primeiro momento, mas depois perece.

Problemas com a educação dos filhos? Crie reuniões mensais ou bimensais em sua vizinhança, círculo de amizades, ou na escolas das crianças. Contate a psicopedagoga Dolores Bordignon e agende um workshop ou palestra sobre o tema.

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This Post Has 6 Comments
  1. adorei o trabalho e estou publicando um livro, porém adoraria poder usar o seu material para pesquisa, seria a respeito do leitor brasileiro.
    E saber é claro se posso utilizar do seu material de pesquisa, obrigada.

    1. Com certeza, Katia. O conteúdo está aí para colaborar com o mundo. Se precisar de algo a mais, por favor, não hesite em contatar a psicopedagoga seja na Escola Menthes (51 30243088 | 30242078), por e-mail ou celular. Grande abraço e não esqueça de nos avisar sobre o lançamento do livro. Formemos ricas redes!

  2. Bom dia, Dolores
    Estou fazendo um trabalho Científico sobre limites e gostaria de saber se posso utilizar algumas matérias do seu site.
    Grata
    Deborah Melo

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