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Educação Emocional é Prioridade Para Nobel De Economia

Educação emocional é prioridade para Nobel de Economia

Investir no desenvolvimento de crianças na primeira infância é a ferramenta mais poderosa para o crescimento de um indivíduo e de seu país inteiro. A tese é do Nobel de Economia James Heckman, que esteve em São Paulo para o evento “Os desafios da primeira infância – Por que investir em crianças de zero a 6 anos vai mudar o Brasil”.

Para o economista, nessa primeira fase é preciso que o sistema educacional trabalhe em conjunto com as famílias. Por isso, é crucial que famílias conheçam melhor o desenvolvimento infantil. “A maioria dos pais tem boas intenções, mas não tem o conhecimento”, afirmou Heckman.

O norte-americano é reverenciado tanto na economia — que lhe rendeu o Prêmio Nobel —, como na educação, área em que vem se dedicando à pesquisa sobre a primeira infância — para ele, um divisor de águas. Em entrevista, ele explica que investir nos anos iniciais das crianças é o caminho para o país crescer.

Por que os estímulos nos primeiros anos de vida são tão decisivos para o sucesso na idade adulta? É uma fase em que o cérebro se desenvolve em velocidade frenética e tem um enorme poder de absorção, como uma esponja maleável. As primeiras impressões e experiências na vida preparam o terreno sobre o qual o conhecimento e as emoções vão se desenvolver mais tarde. Se essa base for frágil, as chances de sucesso cairão; se ela for sólida, vão disparar na mesma proporção. Por isso, defendo estímulos desde muito cedo.

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Quão cedo? A ciência já reuniu evidências para sustentar que essa conta começa no negativo, ou seja, com o bebê ainda na barriga. A probabilidade de ele vir a ter uma vida saudável se multiplica quando a mãe é disciplinada no período pré-natal. Até os 5, 6 anos, a criança aprende em ritmo espantoso, e isso será valioso para toda a vida. Infelizmente, é uma fase que costuma ser negligenciada.

O senhor pode soar fatalista: ou bem a criança é estimulada cedo ou terá perdido uma oportunidade única para o aprendizado? A discussão realmente abre uma margem para essa interpretação, mas não é bem isso. A mensagem jamais pode ser: depois dos 5 anos, já era. Desde que a criança esteja vivendo em sociedade, ela vai aprender.

Existe na espécie humana uma extraordinária capacidade de se beneficiar do ambiente. Só não podemos deixar de encarar o fato de que uma criança que tenha sido alvo de elevados incentivos conquistará uma vantagem para o resto da vida. De outro lado, quanto mais uma criança fica para trás, mais dificuldade ela terá para preencher as lacunas do princípio.

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O senhor é um dos precursores de uma discussão que agora está em alta nas rodas educacionais: o desenvolvimento de habilidades so­cioemo­cio­nais. É possível mesmo ensiná-las? Sim, na escola e em casa. O grande erro nesse debate é tratar tais habilidades — autocontrole, resiliência, trabalho em equipe — como algo que não tem nada a ver com as habilidades cognitivas, o aprendizado das matérias propriamente ditas. Não existe essa fronteira.

O bom professor está sempre ensinando as duas: ao aprender a ler e a soletrar as palavras, a criança interage com amigos, forma vínculos, lida com emoções ligadas ao sucesso e ao fracasso — enfim, aprende a se comunicar de forma ampla.

Por que tantos educadores torcem o nariz quando se fala em habilidades socioemocionais? Eles ainda estão aferrados à ideia obsoleta de que inteligência se resume a QI, um conceito de cinquenta anos atrás que não evoluiu com o mundo.

Ler para a criança desde cedo está no rol dos grandes incentivos de efeito comprovado pela ciência. Por que isso é tão poderoso? Porque estimula ao mesmo tempo o gosto pela leitura, a capacidade de comunicação e a curiosidade para adquirir conhecimento. Se nada der errado, isso se desdobrará por toda a vida. (Via Veja)

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Independentemente da área de estudos, a Inteligência Emocional tem sido apontada como essencial para o desenvolvimento da criança. Psiquiatras, economistas,  professores e pais que pesquisam o tema com seriedade sabem que o gerenciamento das emoções é um diferencial que fica para a vida toda.

Escolas pioneiras têm investido em meditação e yoga infantil. A pedagogia tem se voltado ao ensino do pensamento sobre as próprias ações. E vocês, pais e mães? O que têm feito para colaborar com o futuro de seu filho? Converse conosco. Conheça os cursos de inteligência emocional da Menthes Porto Alegre e promova palestras com a psicopedagoga Dolores Bordignon. Não perca a chance de fortalecer as bases que sustentarão seus filhos ao longo de suas trajetórias.

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