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É Por Isso Que Seu Relacionamento Está Esfriando

É por isso que seu relacionamento está esfriando

A história do caminho para a frieza no amor é bem conhecida: começamos cheios de afeto um pelo outro e então, com o tempo, os sentimentos se dissipam.

Começamos a priorizar o trabalho, verificamos nossos telefones enquanto o outro está falando, nós não temos mais a mesma vontade de ouvir como foi o dia do nosso parceiro.

Há uma explicação superficial popular para esta frieza emocional: as pessoas naturalmente se aborrecem umas com as outras da mesma forma como ficam entediadas com tudo.

Esfriar é, nesta história, simplesmente a consequência inevitável da convivência.

Porém, há outra explicação. Ela pode ser mais obscura inicialmente, mas, no final das contas, é mais esperançosa.

A perda de interesse não é natural, tampouco inevitável. O tédio é algo um pouco mais complicado e mais ativo. Ele existe porque nos sentimos magoados, irritados ou com medo de nosso parceiro e porque não encontramos uma maneira libertadora de contar a nós mesmos ou a eles sobre isso.

O desligamento não é inevitável, isto é um sintoma de aflição emocional rejeitado, é uma maneira de lidar. Estamos internamente anestesiados, não só um pouco entediados. Isso pode soar estranho, afinal de contas, podemos não notar que nosso parceiro tem nos machucado, nos irritado ou até nos assustado.

Esta ideia parece exagerada e faz nossos parceiros soarem como monstros ou nós mesmos como fracos, mas não somos isso. Mas, o “Eu” que ama dentro de um relacionamento não é o “Eu” normal, o “Eu” adulto que conhecemos em outras áreas de nossas vidas.

O “Eu” que ama é um ser infinitamente mais vulnerável. Devemos imaginar este “Eu” como uma versão mais jovem, mais indefesa de nós mesmos. Este “Eu” vive em nossas cabeças e não é mais resistente e não muito mais sábio do que nós éramos quando bebês, que é quando tantas de nossas necessidades e ideias sobre Amor foram formadas.

É este Eu vulnerável que continua a direcionar nossos corações. O Eu amoroso fica ferido, assustado e chateado com facilidade desesperadora. Você poderia machucá-lo profundamente apenas o interrompendo enquanto conta uma história sobre o sanduíche do almoço. Ou, não o perguntando muito sobre o pontinho que apareceu em seu braço ontem, preferindo um livro do que ficar abraçado, ou ser um pouco incompreensível sobre que canal ele deve assistir na TV.

Naturalmente, estes são, por normas adultas comuns, pequenas desfeitas, mas nós não amamos pelos padrões adultos.

Estas pequenas flechas são suficientes para ferir o Eu-que-ama no seu núcleo emocional afetivo.

O ideal, é claro, seria este pequeno Eu apontar o que aconteceu. Seria explicar cuidadosamente que tinha sido frustrado e magoado. Sua voz seria comedida, inofensiva e encantadora, mas, na maioria das vezes, só permanece em silêncio.

Isso é perdoável – ele não compreende corretamente o que está errado, ele só sabe que está com dor e é controlado por um instinto de se retirar e de se proteger, o que se traduz em um comportamento que parece muito frio.

Pode haver algo especialmente humilhante em ter que dizer: “Eu não sinto que você teve interesse suficiente nos detalhes do meu almoço” ou “Eu tenho 45 anos, mas não sou capaz de compartilhar o controle remoto da TV”.

Essas verdades são questões pequenas para um adulto pensar, mas as partes de nós que se tornam vulneráveis ​​no amor não obedecem às regras comuns dos adultos.

A consequência é que o Eu amoroso seca, esfria, não quer ter relações sexuais, torna-se sarcástico e irritável, mas nem sequer sabe por que é assim. E saiba, isso não é fingimento ou joguete. Não, isso é apenas muito confuso dentro de cada um.

Para aprender a lidar, precisamos de uma conscientização mútua e do perdão desta dinâmica de sensibilidade e angústia, além de um compromisso de decodificá-lo quando o desengajamento e a indiferença surgirem. Não deixar que a apatia tome conta.

Temos que manter uma capacidade de diálogo em que os chamados “pequenos danos amorosos” podem ser transmitidos com segurança, sem que o outro desista quando as questões em jogo soarem como infantis ou imaginárias.

A delicadeza do Eu amoroso é ridícula, se julgada pelos padrões mais vigorosos do resto da vida, mas não estamos falando do “resto da vida”, e sim do amor.

Quando ficamos frios, talvez não tenhamos realmente perdido o interesse em nossos parceiros. Precisamos apenas de uma oportunidade para pensar que estamos realmente bastante magoados e furiosos com eles e que deveríamos ter acesso a um diálogo seguro, em que nossos sentimentos amorosos, mas críticos, possam ser transmitidos, expurgados e entendidos sem risco de humilhação, ironia ou indiferença.

O amor importa, pessoal. Se não pelo outro, mas porque estamos vivos para aprender a amar e lidar com este “Eu” tão vulnerável que existe dentro de nós. Tome cada desafio relacional como uma imensa lição sobre a sua própria existência. Você vive para aprender. Aprenda!

> Vamos juntos nesta jornada. Entre com contato com a psicopedagoga Dolores Bordignon para promover workshops de casais e relacionamentos.

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(Assista a vídeos sobre o tema em The School of Life)

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