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Do Luto à Redescoberta: Minha História De Reconstrução [psicopedagoga Dolores Bordignon]

Do luto à redescoberta: minha história de reconstrução [psicopedagoga Dolores Bordignon]

A trajetória profissional da psicopedagoga Dolores Bordignon é longa e data de mais de duas décadas. Mas, há algo de peculiar em uma parte desta narrativa: a passagem da clínica para os palcos.

O dia em que Dolores despertou para a possibilidade de ajudar grupos em eventos traz uma imensa lição de superação em uma das mais belas histórias de amor das quais já ouvi falar. Um aprendizado que, talvez, nem a própria Dolores tivesse noção da dimensão.

Meu nome é Juliana Szabluk e sou assessora da psicopedagoga há muitos anos. Em uma de nossas reuniões, Dolores resumiu sua história de forma espontânea e fui tomada por uma emoção que acredito que você deva experienciar também.

Pedi permissão à psicopedagoga para compartilhar a fala dela com você.

Aqui no site, são muitos os relatos de mulheres na busca por superação do luto.

Deparar-se com a morte é um dos mais assustadores momentos da vida e é justamente aqui que se abre uma porta para as duas grandes verdades da existência: nunca estaremos sós frente às experiências universais; levantar-se da morte é o que nos torna profundamente humanos.

Espero que este áudio lhe ajude a entrar por esta porta.

Dolores Bordignon viveu uma das mais lindas histórias de amor que já conheci.

Ela foi casada com o conhecido Frei Capuchinho Faustino Bordignon, cuja admirável história você pode conhecer na obra “Legado Franciscano – parte 2” (Editora Diagrama). Clique aqui no link para ler o relato de Dolores e de familiares a respeito desta magnífica história.

Após mais de 40 anos de verdadeira união, Faustino (Quico), faleceu. Foi quando Dolores precisou renascer. É aqui que começa a fala da psicopedagoga.

Sou imensamente grata por poder ter ouvido esta narrativa inspiradora. Espero que traga luz ao coração de todos vocês também.

No áudio de Dolores Bordignon, entenderemos como aqueles que nos lideram devem ter um caminho pessoal de construção árdua e resiliente.

São estas as pessoas que poderão nos guiar através de cada passo do nosso caminho: aqueles que cruzaram a estrada desde o início. Gratidão, Dolores, por ser uma destas pessoas.

Sente-se, relaxe, respire fundo e clique no player para ouvir a história da psicopedagoga Dolores Bordignon.

Abaixo do player, você pode ler a transcrição da fala.

Quando começamos a trabalhar lá atrás, que eu vinha do meu luto e falava para ti sobre o meu luto, falei que fui a São Paulo participar do “Negócio de Palestras”, do Roberto Shinyashiki. No curso, quando eles me me perguntaram qual era o meu tema, disse que meu tema era felicidade.

Naquele momento, mesmo estando com o coração completamente em frangalhos, eu queria falar sobre felicidade. Eu queria falar que era possível a gente se reinventar. 

Eu já tinha criado esse tema, esse verbo, esse predicado para mim, que era o predicado da reinvenção, de se reinventar.

Eu sabia que ser Dolores como eu era eu não conseguiria ser. Eu teria que ser uma nova Dolores. Eu teria que aliar todos os recursos que aquela Dolores tinha até 2014 e adquirir extrema resiliência.

Naquele momento, eu precisava muito e queria mostrar para as pessoas que isso era possível. Eu tinha certeza que eu não ia sucumbir. Eu não sabia como, mas eu sabia que eu não ia sucumbir a algo que estava sendo extraordinariamente doloroso e amedrontador para mim.

Então, já naquele momento eu queria falar sobre felicidade. Eu já queria introduzir a questão da gratidão, do viver no presente, de tudo aquilo que eu já explorava nas minhas pesquisas. Tudo aquilo que já buscava inserir no meu dia a dia, na minha vida, inclusive na minha vida com a do Quico.

Tive cenas minhas com ele em que a gente fez como se fosse um ritual, como se tivéssemos preparado um ritual, como se soubéssemos o que aconteceria adiante.

A gente praticou o perdão. Naquele momento eu me acocorei diante dele. Ele estava sentado no sofá e eu me abaixei na frente dele. 

Peguei as mãos dele e pedi perdão por todas as vezes que eu não tinha sido uma parceira legal, que eu não o tinha compreendido, que eu não tinha sido a pessoa que ele esperava que eu fosse, a mulher que eu esperava que eu fosse – mas que, ao longo dos nossos 40 anos juntos, eu sempre quis ser. Contudo, nem sempre querer ser é ser. Então, eu pedi muitas desculpas para ele.

Ele também, segurando minhas mãos, depois que trocar de posição, eu sentada, ele também me pediu perdão por todas as vezes que não conseguiu ser o marido, o parceiro, o companheiro que eu precisava que ele fosse.

Então, a gente já praticava a felicidade. A gente praticava isso e eu não me cansava de contar que os meus momentos felizes, os momentos simples, eram comendo aquele kibe comprado congelado. Comíamos o quibe tomando uma taça de vinho, falando sobre o dia. Aqueles eram os melhores momentos.

Eu já esperava isso na minha relação e quero trabalhar isso com as pessoas. Quero mostrar para as pessoas que isso é possível. Avaliamos a grandiosidade desses momentos quando a gente não os tem mais, mas eu não gostaria que as pessoas perdessem para depois dizer que aquilo era tão importante. Eu gostaria que as pessoas reconhecessem isso enquanto elas estão vivendo.

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Dolores Bordignon

Palestrante, Psicopedagoga e Coach

Dolores Bordignon tem mais de duas décadas de experiência clínica, somando centenas de casos individuais e equipes que desejam construir novos paradigmas. Suas palestras e workshops trazem à luz a inteligência emocional para a fluidez nas relações pessoais, profissionais e familiares.

This Post Has 26 Comments
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  9. Cara Dolores, Frei Homero foi presença presente na vida de nossa família por décadas e, continua sendo. Me dirijo e rezo por ele com gratidão. Eu te conhecia através dele. A tua transformação para a Dolores de hoje veio a acrescentar num mundo melhor mas creio que ele não pensava que tu não fosses conseguir. Meu apreço e admiração. Abraço. 🌷

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