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Do Casamento “mais Ou Menos” Para O Casamento Feliz: Rumo à Vida Que Você Merece [parte 2]

Do casamento “mais ou menos” para o casamento feliz: rumo à vida que você merece [parte 2]

Estamos focadas em transformar seu casamento “mais ou menos” em um casamento excelente neste próximo ano.

Esta é a nossa resolução para 2019.

Por quê? Porque sabemos que casamentos “ok” (casamentos mais ou menos), tendem a degringolar ao longo do tempo e você me buscará ou buscará um coach quando as coisas já tiverem em um ponto insustentável.

Isso é algo seu? É você que não se move e não luta? Jamais. Isso é algo do ser humano, que só busca melhorar as coisas quando os problemas geralmente não têm mais volta.

O ponto negativo disso nem é a possibilidade de você buscar ajuda quando não houver mais nada a fazer por você. O ponto negativo é que esta lógica do “ir levando como pode” transforma a vida em sobrevida.

Seu cotidiano, que podia ser maravilhoso, passa a ser uma mera sobrevida, em que seu único foco é acordar, resolver problemas e ir dormir.

Se você tivesse agido quando as coisas estavam “mais ou menos”, você nunca teria chegado a este ponto. Você ou qualquer pessoa da espécie humana.

Por isso, nós vamos quebrar este padrão tão universal. E evoluiremos rumo à inteligência da espécie. Faremos o que sabemos fazer de melhor: planejar, prever, antecipar, construir e usufruir.

Sua sobrevida voltará a ser vida. E seu casamento sairá do “ok” e irá para o casamento excelente.

A primeira coisa a fazer é ler o primeiro post desta série. Clique aqui para relembrar a parte 1.

Agora, podemos prosseguir.

As causas mais comuns do casamento “mais ou menos”

O casamento “ok” perdeu o afeto. As coisas não estão ruins (mesmo que fiquem às vezes). A única coisa que é certa é que você já foi mais feliz no início do seu relacionamento.

Independentemente do que você está passando em âmbito individual, existem causas comuns ao casamento “mais ou menos”.

Vejamos se você se identifica com o que observei nos últimos 20 anos no meu consultório, onde trabalho com terapia e coach de casais.

São quatro as questões mais relatadas, que podem levar ao casamento “ok” e te impedir de viver um casamento feliz.

  • Familiaridade
  • Não valorizar o parceiro
  • Aliviar dores do passado
  • Parar de fazer o que ama

Entre em contato

Dolores Bordignon ministra dezenas de oficinas e palestras sobre casais e relacionamentos. Entre em contato com a psicopedagoga e promova um evento em sua instituição. Transforme a vida das pessoas.

No próximo post desta série, veremos uma estratégia poderosa para que você comece a agir imediatamente. Ainda, falaremos sobre os dois grandes mitos do casamento e o que você pode fazer para quebrá-los. O próximo post é sobre AÇÃO! 

Inscreva-se no site para não perder esta série que fará você construir um casamento excelente em pouco tempo. Clique no sininho vermelho no canto inferior direito do site e receba os conteúdos assim que eu os postar!

1 – Familiaridade

Quanto mais tempo conhecemos alguém, mais sabemos o que esta pessoa gosta de fazer, como se comportará e como responderá às situações. Este princípio de familiaridade nos dá segurança. Isso é bom, claro.

Mas, temos uma parte negativa nisso. A familiaridade reduz a diversidade da vida. A monotonia pode tomar conta.

Rotina, em excesso, torna a vida prisional. Sejamos honestos: não sentimos isso no trabalho maçante? Por que seria diferente no casamento?

O coach de casais Tony Robbins explica que a qualidade da nossa vida depende de uma certa dose de incerteza que conseguimos aceitar. Precisamos de excitação em nossas existências. Precisamos ver, fazer e experimentar coisas novas.

Quando nosso parceiro se torna previsível demais, a aventura acaba. Nós nos tornamos simplesmente chatos. “É só isso?”, nos perguntamos. Quando o princípio de familiaridade toma conta do casal, paramos de explorar o outro.

Acreditamos, mesmo que de forma equivocada, que já sabemos tudo sobre o parceiro. Na verdade, nos colocamos em vidas tão monótonas, que os dias extraem sempre o mesmo de nós. Pode saber que, se você se sente assim sobre seu parceiro, ele deve sentir o mesmo sobre você.

A boa notícia é que vocês não precisam mudar. Vocês precisam acrescentar experiências novas nas vidas de vocês. Situações que extrairão de vocês respostas que nem vocês mesmo sabiam que existiam.

A beleza desta quebra do princípio de familiaridade é que ele transforma não apenas o casamento, mas sua própria visão de si mesma.

Nada mais motivador do que aprender coisas novas sobre si. Nada mais comum do que perdemos o sentido de vida quando aplicamos a familiaridade a nós mesmas.

Acreditar que você já sabe tudo sobre si mesma e que já viveu tudo que tinha para viver é o segredo para a falta de motivação.

Mas, isso é apenas uma percepção razoável, já que sua vida é sempre a mesma e você, fatalmente, sempre responderá da mesma forma.

A verdade é que estamos em constante transformação e aprender que, por isso, sempre seremos ignorantes (no melhor dos sentidos) sobre nós mesmos é a chave para o estímulo.

Queira se saber. Queira saber o outro. Enlouqueça um pouco. Aventure-se. Jogue-se em novas experiências e observe, com prazer, como tudo muda ao seu redor – e dentro de você.

Observação: quero deixar claro que essa aventura é dependente do nível de tolerância individual. Sua relação precisa ser equilibrada. Relações imprevisíveis podem ser tão destrutivas quanto a monotonia.

Se você se enquadra mais no perfil que geralmente joga tudo para o alto apenas para ver a realidade implodir de vez em quando, por favor, considere caminhar no caminho oposto. Construa base, rotina, solidez. Estas variáveis são, também, fundamentais na relação.

Equilíbrio entre aventura e rotina é a chave para o casamento feliz.

2 – Não valorizar o parceiro

Com o passar do tempo, a falta de valorização é uma constante na relação. Aquilo que, uma vez, fazia o parceiro parecer um guerreiro, um líder, torna-se mera obrigação. Esta visão é uma das mais destrutivas não apenas à relação, mas como ao outro.

A falta de valorização toca no ser do outro. Atinge diretamente o sentido de valor, de estima do outro, que passa a se sentir inútil, usada, irrelevante. Isso gera um peso gigantesco na vida.

Ainda, cria um abismo imenso entre você e seu marido. Se a pessoa que sofre não souber comunicar esse sentimento, o casamento pode tombar rapidamente.

Este problema se manifesta de muitas formas. Você pode começar a criticar demais. Pode começar a estourar com coisas pequenas, que normalmente não te atingiriam. Você pode silenciar, passando a aceitar calada e solitária, para evitar confronto com o outro. Você pode se sentir desamada e procurar esta felicidade em lugares fora da relação.

De toda forma, estas expressões estão apenas na superfície. Se mergulharmos dentro do outro ou de nós mesmos, veremos um pequeno ser devastado pela falta de valor.

A questão verdadeira: quando passamos a desvalorizar alguém é porque nós temos grandes expectativas sobre o outro. Não permitimos, portanto, que ele seja quem é, com seu tempo, suas necessidades, seus medos.

Pelo contrário, os colocamos em redomas e definimos quem devem ser. Assim, ambos ficam infelizes e frustrados.

3 – Aliviar dores passadas

As pesquisas deixam este princípio muito claro: pessoas com mais de um casamento têm mais chance de se divorciarem nas próximas relações do que pessoas que se casaram apenas uma vez.

Parte do motivo para esta triste estatística é que, possivelmente, você não aprendeu como criar um casamento feliz na sua primeira relação. Você acaba cometendo os mesmos erros com parceiros diferentes.

Cada vez mais vejo pessoas citando uma famosa frase de Einstein, porque ela é de fato excelente:

Insanidade nada mais é do que continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

Gostaria que você refletisse bastante sobre isso, para diversas áreas na sua vida.

Você nem precisa vir de outro casamento para compreender este fator. Outros relacionamentos, namorados, noivos, o que for, podem gerar o mesmo problema: traumas passados não são fáceis de resolver. Levam tempo e esforço pessoal.

Qualquer experiência ancorada na emoção fica gravada em nós. Quanto mais negativa a experiência, mais este peso se abaterá sobre nós e impedirá nossa alegria e felicidade.

Pior, estas dores geram gatilhos em nós.

Você já disse algo simples, que parecia pequeno e tranquilo, mas aquilo disparou uma raiva intensa em alguém?

Você atingiu um gatilho no outro, que despertou medos e dores passadas. Você paga o preço de questões não resolvidas do outro.

É justo? Nem um pouco. Mas, é como o ser humano funciona quando não se dedica ao autoconhecimento e à inteligência emocional. O outro paga o preço por esta falta de interesse em si mesmo.

A reação extrema é uma resposta de proteção. Até que o outro aprenda sobre seus próprios gatilhos e aprenda, acima de tudo, a controlar suas respostas, você será vítima do passado alheio.

Isso gera um muro de medo na relação. Você acaba pisando em ovos e, pouco a pouco, para de se expressar com medo de magoar. Os dois acabam silenciados: um por medo de machucar e o outro por medo de ser machucado.

O resultado: separação. Afinal, nem existe mais relação aqui.

A solução: interesse em si mesma. Interesse do marido em si mesmo.

Não canso de enfatizar e seguirei repetindo: toda relação esbarra na falta de inteligência emocional. Se você não se conhece, o outro será sua vítima. A relação não será justa. Dores desnecessárias surgirão. Culpas serão apontadas equivocadamente.

Em vez de termos parceiros, teremos guerras. E o divórcio é a única saída. A próxima relação, infelizmente, passará pelo mesmo padrão.

São muitos anos observando este paradigma. Não à toa, mergulhei minha carreira no fundamento, a inteligência emocional.

Não me bastou resgatar o relacionamento. Eu precisava resgatar os seres que nele estavam.

É nisso que acredito e os resultados têm sido não apenas casamentos excelentes, mas pessoas individualmente felizes também.

Melhor ainda, pessoas sábias, que já estão acima da visão de felicidade como mera alegria. São pessoas capazes de enfrentar os desafios com virtudes que poucos têm atualmente. Pessoas capazes de extrair as mais belas lições das dificuldades.

Te convido a fazer parte deste grupo. A resgatar a si mesma e salvar seu casamento como principal consequência. Afinal, a ideia de que cuidar do casamento é deixar seu “eu” de lado para assumir mais uma questão externa é simplesmente absurda.

Nós, mulheres, temos áreas demais para assumir hoje em dia. Se salvar o seu casamento for algo desligado de cuidar de você mesma, você não conseguirá assumir mais esta demanda.

É preciso ter um grande conhecimento sobre a mulher atual para conciliar estas duas maravilhosas missões.

4 – Parar de fazer o que você ama

Essa é a mais comum. Acredite. Quando você e seu marido namoravam, vocês faziam muitas coisas diferentes juntos. Vocês estavam aprendendo um sobre o outro.

O tempo foi passando e vocês focaram no trabalho, nas tarefas, na tiveram filhos, talvez, e não sobrou espaço para mais nada, certo?

Compreendo que a vida atrapalha o casamento. Vamos ser honestas. A frase é forte, mas é como você se sente. Não há tempo para cuidar da relação. A vida é caótica, você não consegue cuidar de si mesma, quem dirá do casamento.

É por isso que meu trabalho contempla também a questão do gerenciamento de tempo e estabelecimento de prioridades.

Eu preciso que você enxergue como construir um casamento feliz não é uma tarefa, mas sim um hobby repleto de prazer, que tem a melhor das consequências: sua relação será uma facilitadora da sua vida.

Uma vez que o casamento começa a fluir novamente, todas as outras áreas, que até então estavam problemáticas, começarão a andar.

Por isso, não se trata de criticar que você colocou o trabalho acima da família, afinal, dinheiro é crucial para manter necessidades básicas para os filhos, estudar, crescer.

Tampouco, trata-se de julgar que seus estudos ficaram acima da casa, afinal, sacrificar o crescimento pessoal em nome do relacionamento é uma das saídas mais destrutivas.

Então, trata-se de compreender que o casamento feliz é um facilitador de todas as suas demandas.

Cada ação amorosa que você deposita no seu banco do amor torna seu cotidiano mais possível, suas tarefas mais prazerosas, seus compromissos mais realizáveis. Tudo isso por um único motivo: você terá um parceiro ao seu lado novamente.

Existe apenas um elemento capaz de vencer a falta de tempo nesse caso: a criatividade.

Vocês escreverão bilhetes de amor um para o outro. Vocês sairão juntos uma vez por mês. Não tem com quem deixar as crianças? Vocês pedirão licença no trabalho e farão uma matinê no cinema. Vocês comprarão presentes um para o outro. Fugirão para um almoço em um lugar especial.

É este movimento que fará vocês olharem um para o outro novamente. No início, pode parecer forçado. Mas, o resultado é tão surpreendente e tão positivo, que estas atitudes de amor começarão a brotar novamente com o tempo.

E a paixão, o interesse, o valor que vocês sentiam um pelo outro voltará a florescer entre vocês.

Se você precisa de ajuda individualizada para esta tarefa, se você não enxerga como aplicar estas lições no seu casamento, me procure. Meu trabalho com casais é justamente afinar os conhecimentos do coaching e da psicopedagogia com a sua rotina.

Em 20 anos de trabalho na área, nunca tive um casal que não tivesse tempo na agenda para recomeçar a construir. É tudo questão da estratégia certa no momento certo. Confie no que digo.

Casamento excelente | O que já aprendemos até aqui:

Passo 1: dominamos as 10 necessidades emocionais humanas, onde aprendemos sobre o Banco do Amor, uma poderosa lógica para a sua relação.

Passo 2: aprendemos sobre os seis pilares do casamento feliz, onde você compreender a importância de sustentar o fundamento do relacionamento.

Passo 3: vimos como avaliar o seu casamento com base no seu conhecimento e na sua ação para melhoria.

Hoje, avaliamos as causas do casamento “mais ou menos” e compreendemos porque você precisa agir agora, antes que a relação seja terrível.

No próximo post, aprenderemos sobre os erros que os casais cometem quando procuram uma saída e os mitos oferecidos pelas “soluções mágicas”. Aprenderemos que, mais do que dicas, você precisa de um plano de ação. 

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Dolores Bordignon

Terapeuta e Coach de casais

Dolores Bordignon tem mais de duas décadas de experiência clínica, somando centenas de casos individuais, de famílias e casais que desejam construir novos paradigmas. Suas palestras e workshops trazem à luz a importância da inteligência emocional para as relações pessoais, profissionais e familiares.

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