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Quer Mudar? Aprenda A Experimentar Com A Vida

Quer mudar? Aprenda a experimentar com a vida Conheça os principais obstáculos cerebrais que impedem suas transformações e aprenda a jogar ao seu favor

Todos nós estabelecemos objetivos: perder peso. Poupar dinheiro para a aposentadoria. Parar de procrastinar. Mas, o que a maioria de nós não percebe é que firmar objetivos ambiciosos ligados a mudanças comportamentais é geralmente contraproducente e pode reduzir a chance de sermos bem-sucedidos no futuro. Ou seja, estabelecer algumas metas pode sugar nossa motivação e prazer de viver. Explicamos:

Metas são geralmente orientadas e medidas com base em resultados. Isso significa que vencemos ou falhamos. Sem meios-termos. Para objetivos que levam tempo para alcançar, nossos esforços podem ser percebidos como uma luta prolongada contra o risco do fracasso. Isso não cria uma janela mental saudável na busca de uma vida mais plena.

Entenda seu cérebro

Pesquisadores recentemente identificaram uma área no cérebro chamada de habênula, que é responsável por registrar nossos fracassos. Se nós falhamos, a habênula inibe nossa motivação em continuar tentando ao suprimir a liberação de dopamina nos neurônios. Esta ferramenta é muito útil para o organismo, pois previne que o ser humano desperdice tempo e riscos na repetição de padrões comportamentais ruins.

Outra função cerebral que afeta nossa habilidade de alcançar nossas metas é a memória implícita, parte do inconsciente que acompanha os padrões. Digamos que você tem uma meta difícil, como acordar às 5h da manhã para praticar corrida no inverno. Sua memória implícita disparará uma mensagem como “isso não é confortável! Isso é doloroso!”. Ao longo do tempo, a memória implícita nos encorajará a parar o hábito que causa desprazer. E, como isso ocorre inconscientemente, é possível que seja percebido semanas após termos parado de correr ou diminuído a frequência do hábito.

Isso é algo comum em dietas drásticas. Mesmo que sejamos bem-sucedidos no início e sintamos motivação para prosseguir, eventualmente, os novos hábitos alimentares vão sendo deixados de lado.

O que fazer então? Pensar como um designer.

Designers fazem algo chamado iteração, que é experimentar dentro de uma estrutura definida para chegar a uma boa solução. Em outras palavras, esta forma de pensamento não busca resultados independentemente dos esforços e das mudanças, pelo contrário, ela leva em conta a estrutura, as limitações pessoais, e busca aprender como o indivíduo se comporta dentro de certas situações – tudo isso para adequar novos comportamentos com base no equilíbrio entre o que existe e o que pode ser feito.

Por exemplo, se você quer reduzir a cafeína, mas trabalha em um local que fornece café quentinho o dia todo, talvez, seja interessante colocar uma térmica com chá na sua mesa para minimizar a tentação. Caso isso não seja suficiente, não há problema, você tentará uma nova alternativa, como mudar de mesa para se afastar da máquina de café. Estes testes e observações, para aquele que pensa como um designer, são, em si, motivo de prazer – é a satisfação do processo.

Quando focamos no processo de resolução de problemas, a tendência é ter mais prazer na mudança. Isso segura os mecanismos cerebrais que (felizmente) disparam para evitar situações e padrões desagradáveis.

Todos podemos ser designers de nossos hábitos, comportamentos e metas. A maioria de nós já é, mesmo sem saber. Somos designers quando colocamos as chaves na porta para não esquecermos de pegá-las ao sair. Somos designers quando tiramos a foto de uma embalagem de um novo vinho que provamos para lembrar de comprar novamente.

A natureza humana é propensa à experimentação para encontrar soluções para os problemas.
Somos estratégicos. Somos tecnológicos.
Criamos ferramentas físicas ou mentais para facilitar nossas vidas.
Esta abordagem funciona porque é natural para o nosso cérebro.

Então, na próxima vez que você estabelecer um objetivo, tente esboçar uma estratégia. Molde suas janelas mentais para que encare as mudanças como interessantes desafios a resolver. Identifique comportamentos que podem solucionar o problema e observe o que funciona e o que não funciona, ajustando você mesmo apropriadamente. A partir daí, acompanhe seus sucessos e celebre as pequenas vitórias ao longo do caminho!

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