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Crise Histórica Aumenta Ansiedade E Depressão Em Trabalhadores

Crise histórica aumenta ansiedade e depressão em trabalhadores Quase 100 mil trabalhadores foram aposentados por invalidez devido a transtornos mentais ou emocionais

A crise econômica afeta o número de empregos no país. Enquanto as empresas cortam custos ao desligarem funcionários, aqueles que ficam acabam sobrecarregados ao terem que fazer as obrigações de quem foi demitido. Dados do Ministério do Trabalho apontam que, de 2009 a 2015, cerca de 97 mil trabalhadores foram aposentados por invalidez devido a transtornos mentais ou emocionais.

Atualmente, os casos de afastamento por ansiedade já chegam a um quinto do total de afastamentos em decorrência de transtornos mentais, atrás apenas da depressão, que corresponde a três em cada dez afastamentos.

No ano passado, 75,3 mil trabalhadores foram afastados em razão da depressão. Eles representaram 37,8% de todas as licenças em 2016 motivadas por transtornos mentais e comportamentais, que incluem não só a depressão, mas também estresse, ansiedade, transtornos bipolares, esquizofrenia e transtornos mentais relacionados ao consumo de drogas. No ano passado, mais de 199 mil pessoas se ausentaram do mercado e receberam benefícios relacionados a estas enfermidades.

São sintomas de uma relação já observada e medida em países desenvolvidos: recessões prolongadas, como a que o Brasil atravessa, afetam a saúde mental da população, com fortes prejuízos sociais e econômicos.

Esse efeito da sobrecarga de trabalho e da perspectiva de ser atingido por cortes na saúde mental de quem continua empregado foi verificado pelo professor Jörg Huber, do Centro de Pesquisa em Saúde na Universidade de Brighton (Inglaterra), em estudo após a crise de 2008/2009 no Reino Unido.

“Nossas pesquisas indicam que até 40% dos adultos apresentaram sintomas de saúde mental debilitada após a crise global de 2008/2009 no Reino Unido. Quanto maior o impacto no ambiente de trabalho, mais fortes os efeitos na saúde”, afirmou. O estresse prolongado pode causar ainda problemas como diabetes e doenças cardíacas. Mas nem todo o mundo é afetado, ressalta Huber. “Alguns grupos têm graus mais altos de resiliência, se adaptam melhor à adversidade.”

A resiliência não é inata, é uma habilidade aprendida e praticada, sendo uma das principais capacidades levadas em conta na manutenção dos funcionários. Um profissional capaz de ver a crise como oportunidade de criar novos caminhos com ambição e coragem sempre serão úteis para as empresas e para as equipes.

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COMO LIDAR COM A CRISE

Para líderes e gestores

Em um momento de crise, gestores e líderes devem ter sensibilidade — para não só manter seus melhores colaboradores, mas para garantir que eles darão o melhor de si — evitando exigências absurdas, como esperar que um ótimo funcionário trabalhe por cinco. Lembre-se que bons resultados são fruto de objetivos traçados que possam envolver e engajar a todos.

Um ambiente organizacional saudável e que promova o reconhecimento. “Os colaboradores precisam se sentir bem em ir para o ambiente de trabalho pois passam ali a maior parte de seu dia e de suas vidas. Dinâmicas breves nas quais cada um seja visto e reconhecido em suas qualidades e importância dentro da empresa criam hábitos positivos entre os colaboradores e podem ser implantadas sem dificuldades pelo RH da empresa

Em casos em que a demissão é inevitável, especialmente para conter gastos, seja transparente e valorize os pontos fortes dos funcionários. Se tiver a oportunidade, auxilie a recolocação do profissional no mercado.

Conclusão: há três atitudes que as empresas devem adotar: comunicar o posicionamento da companhia de forma periódica; entregar feedbacks constantes, tanto negativos quanto positivos e feedbacks autogerados, ou seja, indicadores automáticos que informam a performance ao funcionário e podem colaborar para reduzir a ansiedade.

Para trabalhadores

Profissionais devem ter a clareza do que a empresa espera de você e se programar para entregar sempre além do esperado. Isso o colocará em uma zona de segurança, o que manterá a ansiedade sob controle. Questione seu chefe, peça que esclareça dúvidas e aponte caminhos quando não souber otimize seu tempo e a qualidade do resultado e, ao mesmo tempo, demonstre motivação e engajamento.

Ainda, aja com serenidade e prudência para evitar que a ansiedade atrapalhe seu desempenho profissional. O profissional deve acreditar em si, em seus valores e em sua competência e com a convicção de que essas crises e turbulências do quadro político-econômico terão um fim, como todas as outras crises. Nenhuma crise é eterna e apesar dos estragos que causam, as crises também oferecem janelas de oportunidades para novos desafios.

Para todos

É possível se prevenir e ser ajudado: é importante que o indivíduo cuide de si, e não permita que os agentes sabotadores da boa saúde prejudiquem o seu bem-estar. Visitar o médico regularmente para uma avaliação é importante. A saúde bucal também tem influência numa boa qualidade de vida, a atividade sexual não deve ser esquecida, ter uma boa alimentação, ingerindo alimentos saudáveis é fundamental. Tudo isso contribui não só para uma boa saúde física, como para uma boa autoestima. A autoestima é uma excelente defesa para a saúde física, mental e emocional.

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