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Carinho E Cuidado Com O Seio, A Porta Para A Vida

Carinho e cuidado com o seio, a porta para a vida Dolores Bordignon reflete sobre o significado do seio neste mês de outubro rosa

A psicopedagoga Dolores Bordignon reflete sobre o significado do seio neste mês de outubro rosa, mês em que o mundo estimula o debate sobre o câncer de mama. Leia abaixo:

Quero dedicar um tempo para homenagear as mulheres guerreiras, que são chamadas ao combate em uma das guerras mais difíceis e dolorosas: o câncer de mama.

Criamos socialmente um tempo no ano para distinguir esta preocupação e reforçar a prevenção desta doença que, em especial no Rio Grande do Sul, atinge um número considerável de nossas mulheres e demos a ele um nome: outubro rosa.

O nosso ser feminino tem, no seio, uma das nossas distinções de gênero e uma diferença vital para a continuidade saudável de nossa espécie humana. É o seio materno que ocorre o primeiro contato com o externo após o nascimento.

Você já pensou sobre isto? Lembremos que a fase de chegada à vida é uma das mais vulneráveis para todos nós, humanos. Recém-saídos de nossas cavernas, de nossos espaços conhecidos, quentes, rumo ao desconhecido e muitas vezes assustador, nos sentimos perdidos. Nem bem chegamos e muitas mudanças vão acontecendo numa velocidade que não temos a menor condição de acompanhar.

Choramos, gritamos, berramos e o que nos acalma? O seio de nossa mãe. Encontramos ali o reencontro conosco. Não enlouquecemos porque temos, no corpo dela, no cheiro, nos sons, nas batidas do coração, os registros de que tudo está bem de novo, nos sentimos em casa. Mamamos e voltamos a dormir. Recebemos o alimento que nos nutre possibilitando desde o nosso desenvolvimento, crescimento e até mesmo a nossa completude. O seio da mãe é outra forma que a nossa natureza humana encontrou para manter a ligação que foi cortada com o cordão umbilical. Nossa natureza sábia buscou outra via de conexão e aprendizagem, rota de manutenção da vida e ao mesmo tempo de fortalecimento dela.

A rosa tem tudo a ver conosco, mulheres. Ela tem o broto, o botão, e nós também temos, os brotos mamários e assim como a rosa, desabrochamos para vida e exalamos o nosso perfume, particular para cada uma de nós, em todos os jardins do mundo. Mas, não temos a função, conforme diz Osho, de perfumar o jardim. Somos uma rosa e as rosas naturalmente, saudavelmente e automaticamente, desabrocham e perfumam. Ele diz: “O vento que passa, sente o perfume e trata de espalhá-lo”. É maravilhoso!

Além disto, o seio para nós é um símbolo que nos representa sexualmente, mostrando a nossa feminilidade, a nossa vaidade, expondo o contorno, o desenho da nossa beleza e, sem dúvida, atraindo o nosso parceiro sexual. Portanto, ele é parte distinta de nós: belo, sensível, frágil e necessitado de nosso cuidado e afeto permanente; por outro lado é a nossa força e nossa identidade. Na canção do Caetano,  aprendemos que “quando a gente ama, cuida”, amem-se e cuidem-se.

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