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Brasil Está Entre Os Três Países Com Menos Horas De Sono

Brasil está entre os três países com menos horas de sono

Pesquisa da Universidade de Michigan se baseou em um aplicativo criado pela própria universidade. Cerca de 6 mil usuários do aplicativo compartilharam dados sobre o sono, o que serviu de base para o estudo. Com os dados, os pesquisadores catalogaram os hábitos de pessoas de 100 países diferentes e descobriram que os holandeses são a nação que mais dorme: são 8h16 diárias. Do outro lado da lista, Cingapura e Japão estão empatados como os países que dormem menos, com 7h24. Logo depois, em terceiro lugar, estamos nós: os brasileiros dormem, em média, 7h36. Os dados do estudo mostraram uma ligação entre hora de ir para a cama e quantidade de sono.

Quanto mais tarde vamos dormir, menos dormimos.

Os holandeses, que garantiram o primeiro lugar entre os que mais dormem, costumam se deitar às 23h10. Já no Japão, Brasil e Cingapura, países que menos dormem, as pessoas vão para a cama entre 23h30 e 23h50.

Daniel Forger, um dos autores do estudo, diz que existe um conflito entre nosso desejo de ficar acordado à noite e os comandos enviados por nosso corpo para nos levantarmos pela manhã.

“A sociedade nos pressiona a ficarmos acordados até tarde, mas nosso relógio biológico tenta nos fazer acordar cedo, e, no meio disso, uma porção do sono acaba sendo sacrificada. Por isso, acreditamos que exista uma crise global de sono em curso”, afirmou Forger. “Esta pesquisa mostra que nossos relógios biológicos nos programam para fazer certas coisas, mas que não podemos porque somos regidos por questões sociais. E não sabemos as consequências disso no longo prazo”, concluiu o pesquisador.

Meia hora de sono faz muita diferença

Apesar do intervalo de tempo entre o primeiro lugar e o último não ser tão grande, os pesquisadores advertem que meia hora de sono faz uma grande diferença em relação às funções cognitivas (você fica mais vulnerável e a parte do seu cérebro que toma decisões – o lóbulo frontal – fica menos ativa). Em longo prazo, a falta de sono interfere na saúde como um todo – aumentando o risco de obesidade, problemas imunológicos, diabetes, pressão alta, doenças cardíacas, derrame e estresse.

25% das crianças dormem menos do que deveriam

Os problemas decorrentes da falta de sono não afetam somente adultos, mas como também crianças. Segundo pesquisa divulgada pela Associação Mundial de Medicina do Sono, 25% das crianças dormem menos do que deveriam.

À medida que envelhecemos, é comum dormirmos menos sem causar impacto no rendimento das atividades cotidianas. Mas, durante a infância e adolescência, o sono é mais importante. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Harvard e publicado na revista Time, crianças de seis meses a três anos, que dormem menos de 12h por dia têm o dobro de chances de ter sobrepeso já aos três anos de idade, se comparados aos que dormem tempo suficiente – incluindo cochilos.

Conforme a criança cresce, os problemas mudam de foco. A psicóloga Alice Gregory, da Universidade de Londres, na Inglaterra, acompanhou 2.076 crianças durante 14 anos, dos quatro aos 16 anos de idade. As que dormiam menos de 10h por dia estavam mais propícias a sofrer de altos níveis de ansiedade, depressão e agressão. E a conta das horas de sono perdidas era cobrada mais tarde: dos 18 aos 32 anos. Por isso, cabe aos pais criar bons hábitos de sono em seus filhos desde pequenos – lembrando que crianças aprendem por meio de modelos.

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