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Baleia Azul: O Que Você Deve Saber Sobre O Jogo Que Estimula O Suicídio Dos Jovens

Baleia Azul: o que você deve saber sobre o jogo que estimula o suicídio dos jovens Mutilação, privação de sono, tarefas destrutivas que culminam com o fim da própria vida. "Baleia Azul" é um desafio para pais e educadores de todo o mundo.

A sociedade moderna vive a rotina acelerada e totalmente dependente da tecnologia, porém esta mesma tecnologia que auxilia traz malefícios, e o último descoberto é o Desafio da Baleia Azul (ou Blue Whale Challenge). O jogo com nuance macabras estimula os adolescentes ao suicídio, proporcionando uma onda de medo visto os impactos negativos.

O desafio começou na Rússia, onde as autoridades somam dezenas de casos de automutilação e suicídios, e chegou ao Brasil. Há pelo menos dois casos de morte sob investigação policial, em Mato Grosso e na Paraíba, além de uma tentativa de suicídio, no Rio de Janeiro, que supostamente teriam relação com o jogo.

O “jogo” é uma sequência de troca de mensagens em redes sociais e tarefas a serem cumpridas. Nas conversas, um grupo de organizadores propõe 50 desafios aos adolescentes, como fazer fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se desenhando baleias com instrumentos afiados em partes do corpo, passar um dia inteiro sem dormir assistindo filmes aterrorizantes de terror e violência. O último desafio seria tirar a própria vida.

Mas, por que um jovem teria o interesse ou a curiosidade de participar de jogo assim? “Baleia Azul” é na prática um pacto de suicídio, é como se alguém abraçasse o desafio para tomar coragem de chegar ao último ato, o definitivo. A psicóloga Tânia Guimarães, especialista em adolescentes acredita que o jogo é um gatilho para jovens que tem problemas emocionais ou distúrbios mentais. “Eu acho que eles já chegam ali com uma predisposição bem mais intensa do que o adolescente que se expõe”.

Leia também: Crianças sofrem queimaduras horríveis na Rússia após serem vítimas de jogo online que promete torná-las “fadas de fogo”

O PAPEL DOS PAIS

O Brasil é o país mais depressivo da América Latina, e por isso a sociedade deve ter maior atenção a este novo problema. Caso identifique alguma atitude diferente, é importante que o pai ou responsável busque auxílio do psicólogo para uma análise profissional e assim formular um tratamento adequado.

1. Fique atento à mudança de comportamento

Uma mudança brusca de comportamento pode ser sinal de que a criança ou o adolescente esteja sofrendo com algo que não saiba lidar. Isolamento, mudança no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo são pistas de que sofre algo que não consegue falar.

2. Compartilhe projetos de vida

Para entender se a criança ou adolescente está com problemas é fundamental que os pais se interessem por sua rotina. Este deve ser um desejo genuíno, e não momentâneo por conta da repercussão do “Jogo da Baleia”.

Os pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos. Muitos adolescentes falam abertamente sobre a falta de motivação de viver nas redes sociais. Aos pais cabe incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro, tracem metas como uma viagem, por exemplo, e até algo mais simples, como definir a programação do fim de semana.

3. Abra espaço para diálogo

Filhos devem se sentir acolhidos no âmbito familiar, por isso, é necessário que os pais revertam suas expectativas em relação a eles. É preciso que o adolescente se sinta à vontade para falar de suas frustrações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção.

O adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido, é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. O que tem diálogo em casa, que não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família. Não adianta fingir que esse tipo de coisa não existe porque o jovem sabe que existe.

 4. Escolas podem criar iniciativas pela vida

Assim como a família, as escolas podem ajudar a identificar situações de risco entre os alunos. Não é qualquer criança que vai responder ao chamado de um jogo como esse, são os que têm situações de vulnerabilidade. A escola ajuda a construir laços e tem papel fundamental de perceber como os alunos se desenvolvem.

Alguns colégios, já cientes da viralização do jogo, começaram a pensar em alternativas para aumentar a conscientização sobre a importância de cuidade da vida. No Colégio Fecap, que fica na Região Central de São Paulo, essa ideia virou projeto escolar: a turma de alunos do ensino médio técnico de programação de jogos digitais começou a criar uma espécie de “contra-jogo” da Baleia Azul.

“O jogo ainda está sendo produzido pelos alunos. Eles estão se reunindo e debatendo a questão. Serão 15 desafios de como desfrutar melhor da vida e celebrá-la”, conta o professor Marcelo Krokoscz, diretor do colégio.

Durante o curso, os estudantes aprender a aplicar linguagens de programação para criar jogos para computadores, videogame, internet e celulares, trabalhando desde a formação de personagens, roteiros e cenários até a programação do jogo em si. Segundo Krokoscz, a ideia é que o jogo, ainda sem prazo de lançamento, esteja disponível on-line para o público em geral.

Ele afirma que o objetivo é a ajudar os jovens a verem o lado bom da vida. “Impacta mais fortemente nossos alunos a partir do momento que eles mesmos criam um jogo a favor da vida.”

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