skip to Main Content
Autoaceitação Ou Automelhoria?

Autoaceitação ou automelhoria? Dois conceitos aparentemente opostos que se revelam dois passos de um mesmo caminho.

Dois conceitos aparentemente opostos que se revelam dois passos de um mesmo caminho.

Aceitar minha situação ou trabalhar para mudar e melhorar? Provavelmente, você já se deparou com este questionamento em algum momento de sua vida.

Enquanto a autoaceitação traz grande liberdade e conforto, a automelhoria traz motivação e desafios. Este aparente paradoxo não é tão contraditório quanto parece. Tampouco, é necessário escolher entre um ou outro. Cada caso é um caso e uma boa vida é, como sempre, o equilíbrio entre ambos.

As fases de mudança são fases verdadeiramente transformadoras. Podem ser fases de adrenalina, felicidade e entusiasmo, mas também de medo, angústia e tristeza. Tudo depende da forma como olhamos a mudança e a forma como ela vai sendo vivida. Pode ainda ser legítimo sentirmos medo frente a transformações muito importantes para nós, também é humano senti-lo. Sentir medo ou receio significa que aquele passo é suficientemente novo ou significativo.

Quando nos deparamos com coisas que não podemos mudar, faz sentido aceitá-las. Aceitar pode significar ganhar consciência de que o poder para alterar algo não está (totalmente) em mim e não tem de estar. Por isso, é tão importante a tranquilidade na aceitação. É nesta calma que surge o espírito reflexivo, que traz consigo o grande ganho do aceitar, o aprendizado sobre os limites e contextos… Sobre o “eu”.

Aceitar também pode significar deixar partir: aliviar a responsabilidade por uma determinada situação, deixar uma relação com alguém que não consegue (ou não quer) ser diferente daquilo que é, abandonar o sufoco e a angústia para nos dedicarmos ao que podemos mudar e nos faz sentir bem.

Autoaceitação é autoconhecimento, é saber seus pontos fortes e fracos, seu comportamento, seus hábitos e não ficar paralisado frente ao que você enxerga, envergonhado ou derrotado. Autoaceitação passa longe de derrotismo, é estar bem consigo mesmo. Ser receptivo a quem você é traz a felicidade e a paz necessárias para grandes mudanças.

MAS, vivemos em uma cultura que incansavelmente tenta aumentar a eficiência e as metas de melhoria pessoal e isso pode nos levar a um estado de constante luta interna ao ponto em que nos sentimos inadequados, um estado de consciência que dificilmente proporcionará belas transformações.

Ainda, estamos sempre sendo alimentados pela mensagem da felicidade condicional: se tivermos isso ou aquilo, se melhorarmos nisso ou naquilo, seremos felizes. Acabamos focando nossas vidas na busca por novas conquistas ao invés de, mesmo que ocasionalmente, focarmos em nos sentirmos bem com o que somos, com o que temos ao nosso redor.

Solução para este impasse: escolher nossa própria definição de sucesso. Sucesso é uma sucessão de conquistas? É um eterno aceitar? É uma amizade entre ambos? Não se trata de escolher entre autoaceitação ou automelhoria, e sim de reconhecer que o primeiro passo para a transformação é a aceitação, o autoconhecimento. Esta frase tão repetida por grandes mestres traz um ótimo segredo: quando saímos em busca de novos desejos sem saber quem de fato os deseja (sem conhecer meu “eu”), corremos o risco de conquistar tudo isso e sermos tomado por aquele grande vazio, o vazio de nós mesmos. Lembre-se então:

É saudável querermos mais da vida, mas não é saudável sacrificarmos nossa felicidade por isso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *