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Augusto Cury E A Teatralização No Autismo

Augusto Cury e a teatralização no autismo Psiquiatra reflete sobre causas e tratamentos para o Transtorno do Espectro Autista

Em 2015, o psiquiatra Augusto Cury foi convidado pelo projeto TEAbraço (Semana Internacional do Transtorno do Espectro do Autismo) para palestrar sobre o autismo em São Paulo. A partir daí, cresceu o pedido por leitores e seguidores para que Cury, autor mais vendido do Brasil, falasse sobre o tema.

Assim, o médico lançou um vídeo promovendo a técnica da teatralização, que ele tem utilizado em pacientes com diferentes espectros do autismo. Leia e assista abaixo o que Cury tem a dizer sobre a teatralização e o autismo. Ao final do texto, para pais e pesquisadores, compartilhamos o vídeo da palestra da TEAbraço.

O autismo é um transtorno muito sério, mas ele tem vários espectros, que contraem o rendimento intelectual e também a sociabilidade. Existem causas genéticas e metabólicas, mas não há dúvidas de que há causas psicossociais em destaque ligadas ao registro na memória a partir de um fenômeno que é da minha área de pesquisa, chamado fenômeno RAM (Registro Automático da Memória).

Nas crianças autistas, há um déficit de registro, mas eu tenho pedido para os pais aplicarem uma técnica, a da teatralização da emoção para o desenvolvimento das relações sociais.

Todos os dias, elogiem seus filhos que têm este espectro, aplaudindo, de maneira entusiástica, assim, o fenômeno RAM irá arquivar estar experiências. E, quando estas crianças lhes decepcionarem, não punam, não elevem o tom de voz. Apenas mostre que está triste: teatralize também. Se você teatralizar, consequentemente, o fenômeno RAM vai registrar e vai criar pontes levando-os a perceber as consequências de seus comportamentos. Ao longo de meses, é possível estas pontes solenes.

Assista também >> Augusto Cury no TEAbraço
Palestra “Construindo pensamentos: os papeis da memória e formação da personalidade”

Nós estamos expandindo, de maneira até assustadora, o número de crianças autistas. Talvez, pela melhoria dos diagnósticos, ou, talvez, porque as sociedades modernas se tornaram uma fábrica de pessoas estressadas: o ambiente social se tornou algoz do próprio ser humano.

Há cerca de 70 milhões de pessoas com algum tipo de espectro do autismo. Carência do desenvolvimento da interação social, da linguagem verbal e não verbal, repetição de comportamentos, comportamentos ritualísticos que revelam um sequestro do eu no processo de comunicabilidade consigo e com o mundo externo.

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