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Augusto Cury | Armadilhas Mentais: O Conformismo

Augusto Cury | Armadilhas mentais: o conformismo O conformismo bloqueia a reação às adversidades, impedindo a liderança e o papel de autor da própria história.

Segundo descrito pelo psiquiatra Augusto Cury, em seu livro “O código da inteligência e a excelência emocional”, não existe alguém que tenha completo domínio das emoções. Precisamos aceitar nossa fragilidade humana e nos conscientizarmos de nossas imperfeições. Essa atitude de humildade auxilia na abertura a si mesmo e ao outro, na tolerância nos relacionamentos interpessoais. Outro ponto crucial, diz Cury, é percebermos quais são nossas fragilidades e trabalharmos para minimizá-las ou até mesmo eliminá-las. Porém, segundo o autor, existem algumas “armadilhas mentais” que dificultam este processo de desenvolvimento pessoal.

Nesta série de posts, abordaremos as quatro armadilhas descritas por Cury. São elas:

– O Conformismo (tema do post de hoje);
– O Coitadismo;
– O medo de reconhecer erros;
– O medo de correr riscos.

A primeira armadilha é o conformismo, a armadilha mental que faz com que as pessoas não reajam às adversidades da vida, com que aceitem de forma passiva as dificuldades e as circunstâncias.

O conformista se contenta em não ser o ator principal da sua vida. Segundo os dicionários, conformismo significa passividade; comportamento ou tendência de aceitar uma situação indesejada, é o modo de agir da pessoa que aceita, sem discutir ou questionar, normas ou valores preestabelecidos.

Um líder precisa estar atento a esta armadilha, pois um verdadeiro líder é um inconformado por natureza — com as injustiças sociais, com os problemas mal resolvidos, com os desperdícios, com os projetos mal planejados e com tudo aquilo que diminui a qualidade de vida das pessoas. Um líder não deve ser um rebelde, mas não deve se deixar moldar,  deixar morrer a inquietação interna que leva à inovação, à coragem de arriscar e de buscar novos caminhos.

Você é o líder da sua vida? Ainda há tempo, escolha a excelência. Procure a Menthes Cursos, instituição criada por Augusto Cury que promove cursos voltados à inteligência emocional, à liderança e ao desenvolvimento pessoal e profissional. A Menthes Porto Alegre fica no bairro Petrópolis, na R. Felipe de Oliveira, 1397. Ligue para a Menthes POA, venha conhecer a escola: (51)3024.3088.

downloadConfira abaixo o excerto da obra “O código da inteligência e a excelência emocional” que trata do conformismo. No próximo post desta série, abordaremos outra armadilha mental, chamada de “Coitadismo” por Augusto Cury. 

O ser humano pode ser amordaçado dentro de si, ainda que sua língua esteja livre para falar. Pode viver acorrentado ainda que suas pernas estejam soltas pode viver asfixiado ainda que seus pulmões estejam abertos.

Há diversas armadilhas mentais que são construídas clandestinamente, ao longo do processo de formação da personalidade humana. Elas nos aprisionam no lugar em que todos deveriam ser livres.

Nenhum ser humano está livre delas, por isso nenhum ser humano é plenamente livre, seja ele uma criança ou um adulto intelectual ou um iletrado, um psiquiatra ou um paciente, um europeu ou um africano. Lucidez para reconhecê-las e humildade para assumi-las são fundamentais para superá-las.

O CONFORMISMO

É a arte de se acomodar de não reagir e de aceitar passivamente as dificuldades psíquicas, os eventos sociais e as barreiras físicas. O conformista amordaça o eu impedindo de lutar por seus ideais, de investir em seus projetos, de transformar em sua história. Não assume sua responsabilidade como agente transformador do mundo, pelo menos do seu mundo.

O conformista acredita que todas as coisas são obra do destino, já o ativista acredita que o destino é uma questão de escolha. O conformista é vítima do seu passado, o ativista é autor da sua própria história. O conformista vê a tempestade e se amedronta, o ativista vê no mesmo ambiente a chuva e a oportunidade de cultivá-la. O conformista se aprisiona no passado, o ativista se liberta do presente.

Existem seres humanos 100% conformistas ou ativistas? Não. Porque ninguém bloqueia todas as funções da inteligência ou as liberta completamente. Alguns são magníficos para decifrar os códigos da inteligência em determinadas áreas, mas conformistas em outras e vice versa. Alguns são ágeis para ganhar dinheiro, mas lentos para conquistar o que o dinheiro não compra. Alguns são seguros para dirigir carros, mas frágeis para controlar suas reações. Alguns são peritos para conquistar metas profissionais, mas lentos pra conquistar seus filhos, alunos, colegas de trabalho. Alguns são exímios leitores de livros, mas péssimos leitores de comportamentos. Alguns são brilhantes para investir na sua empresa, mas péssimos para investir em si mesmos.

O conformismo é uma arte da mente que arrasta grande parte dos jovens e adultos. Não é catalogado como uma doença, mas é uma característica doentia da personalidade pulverizada em todas as sociedades, soterra habilidades, anula dons, contrai competências, bloqueia algumas funções mais notáveis da inteligência. Alguns conformistas não conseguem nem ser conquistadores do teatro social, muito menos do teatro psíquico. Não exploram nem o que as pessoas têm de melhor nem o que possui de mais rico, vive na superfície.

O CONFORMISMO AMORDAÇA PESSOAS FASCINANTES

Se um aluno não for conformista e tiver péssimo desempenho nas provas decifrará o código da capacidade de lutar, reagir ficará incomodado, debaterá ideias, melhorará sua concentração, dedicará mais tempo e energia para virar o jogo e se superar como Einstein que não era um aluno brilhante nos primeiros anos da escola. Mas, se for conformista, formará janelas doentias que o aprisionarão e levarão a acreditar que seu destino está traçado. Transformará mentiras em verdades, acreditará ser incapaz, limitado, destituído de inteligência, intelectualmente inferior aos seus colegas.

Quantos milhões de jovens não estão formando neste exato momento janelas traumáticas que assassina sua capacidade de empreender, de se aventurar, ter gana, garra, autoestima. Algumas pessoas que foram desprezadas publicamente nunca mais serviram. Outras porque foram abandonadas por quem amam nunca mais desenvolveram autoconfiança. Há ainda outras que perderam um ou duas vezes seu emprego nunca mais acreditaram em si mesmas, deixaram de usar ferramentas para explorar sua psique, deixaram de decifrar os códigos da inteligência, sentenciaram-se a nulidade.

Ninguém pode asfixiar anular e amordaçar mais um ser humano do que ele mesmo. Tornaram se algozes do seu ser, rotularam-se e se deixaram rotular. Alguns estão sempre auto aprisionando, achando que serão depressivos, fóbicos, obsessivos para sempre, não lutam desesperadamente pela sua saúde psíquica. Não percebe que são acima de tudo complexos seres humanos e como tal pode desenvolver a capacidade de proteger sua emoção, gerenciar pensamentos, filtrar estímulos estressantes, desconhecem o tesouro soterrado nas pilhas de suas perdas. Se decifrasse os códigos da inteligência romperiam suas algemas, se reciclariam e se preparariam para uma segunda jornada efetiva e profissional.

A sabedoria não está em não falhar ou não sofrer, mas usar nossas falhas pra amadurecer e nosso sofrimento para compreender a dor dos outros.

REIS DAS DESCULPAS

Os conformistas são os reis das desculpas. Sempre têm justificativas para não atuar, não penar, não exercitar seu intelecto. Raramente duvidam daquilo que os controla e proclamam: não concordo comigo mesmo, não aceito esse destino. Claro que há fatalidades que não dependem de nós e sobre as quais não temos controle, devemos aceitá-las com humildade e serenidade, mas, no que depender de nós, jamais deveríamos nos isentar de agir.

Alguns conformistas vestem o manto da humildade, mas por dentro exalam o aroma do egoísmo, nem sempre o conformista é egoísta com os outros, mas certamente o é consigo mesmo, não tem um caso de amor consigo mesmo, não usa todo seu potencial para executar seus sonhos e superar suas falhas.

Os conformistas parecem desapegados a preconceitos, mas na realidade são profundamente aferrados à sua visão estreita de vida e os seus maneirismos, manias. Alguns parecem desprendidos do dinheiro, condenam o materialismo, mas no fundo o amam silenciosamente. Coloque uma fortuna em suas mãos que o moço da cobiça que hiberna como janela killer do seu inconsciente se despertará.

Alguns são mestres do disfarce dizem que está tudo bem não assume suas reais dificuldades, não pedem ajuda, nem treinam o seu eu para correr riscos. Têm medo de ser criticados, vaiados, vencidos.

Reafirmo que todos nós bebemos elevadas doses de conformismo em algumas áreas da nossa personalidade, alguns são ótimos para resolver problemas dos outros, mas são péssimos para resolver os seus, outros são intrépidos para estimular seus amigos a sair do lugar, mas não tem coragem para vencer sua paralisia prefere a falsa proteção do casulo em que se esconde a ousar viver em um mudo livre com suas nuanças e prenúncios.

Os perdedores veem os raios e se amedrontam, os vencedores veem a chuva e, com ela, a oportunidade de cultivar.

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  • 1.Augusto Cury | Armadilhas mentais: o conformismo O conformismo bloqueia a reação às adversidades, impedindo a liderança e o papel de autor da própria história.

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