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Ansiedade E Depressão Na Infância

Ansiedade e depressão na infância Fase ou transtorno? Observe seus filhos e saiba como agir quando detectar ansiedade nas crianças

A ansiedade faz parte da infância e todas as crianças passam por fases que, geralmente, não causam danos. Mas, crianças que sofrem de transtornos de ansiedade passam por experiências constantes de medo, nervosismo, timidez e começam a evitar determinados locais e atividades.

Uma criança que assiste a um filme de terror e sente dificuldade para dormir, por exemplo, pode e deve ser reconfortada. Mas, dar conforto e suporte para uma criança com transtornos de ansiedade não é suficiente. É preciso buscar profissionais que a ajudem.

Ansiedade e depressão são tratáveis, mas, para termos uma ideia, nos Estados Unidos, 80% das crianças que sofrem de transtornos relacionados à ansiedade e 60% das crianças com depressão não estão recebendo tratamento.

Os transtornos de ansiedade atingem uma a cada oito crianças. Pesquisas apontam que crianças que não recebem tratamento adequado, com profissionais preparados, têm mais chances de não acompanharem seus estudos, de perderem importantes experiências sociais e de começarem a usar drogas.

No Brasil, estima-se que aproximadamente 10% de todas as crianças e adolescentes preencherão critérios diagnósticos em algum momento para ao menos um transtorno ansioso. Em crianças e adolescentes, os quadros mais frequentes são o transtorno de ansiedade de separação (TAS) com prevalência em torno de 4%, o transtorno de ansiedade generalizada (TAG; 2,7% a 4,6%) e as fobias específicas (FE; 2,4% a 3,3%). A prevalência de fobia social (FS) fica em torno de 1% e a do transtorno de pânico (TP), em 0,6%.

Desordens de ansiedade frequentemente são gatilho para outros transtornos, como alimentares, déficit de atenção e hiperatividade. Com tratamento e apoio, seus filhos aprenderão a lidar com os sintomas e viver uma infância saudável.

Seja uma porta aberta

Não julgue: ajude. Crianças excessivamente ansiosas precisam de apoio e expectativas positivas, mas só irão procurar sua ajuda se tiverem certeza de que não serão hostilizadas ou ridicularizadas. Cobre disciplina na mesma medida em que você demonstra seu afeto, e certifique-se de que sua disciplina está sendo passada em um formato motivador.

Retire o excesso de peso

Uma criança de 11 anos ainda é apenas uma criança, não a miniatura do adulto que você gostaria que ela fosse. Não cometa o erro (terrível) de impor seu nível de maturidade às responsabilidades dela.

O excesso de carga também diz respeito às estratégias de confronto utilizadas por muitos pais. “A criança tem medo de escuro? Tranque-a sozinha em um quarto sem luz por alguns minutos, ela verá que nada de mal acontece”. Excelente! Ao bater de frente dessa forma, você acabou de descobrir uma nova maneira de corroer o elo de confiança entre vocês.

O mais recomendável é liderar pelo exemplo. Se a criança fica aterrorizada com cachorros, você não precisa atravessar a rua toda vez que avistar um. Segure a mão da criança, mantenha tranquilamente seu rumo e passe a mensagem correta: nada de fobias. Não confronte, mas não evite. O segredo em todas as situações é combinar Bom Senso com Perseverança, contando sempre com a ajuda do tempero mais precioso da educação, o Tempo.

Cuidados com estimulantes

Reduza ou elimine por completo o consumo de cafeína, refrigerantes e bebidas açucaradas, principalmente à noite. Alguns remédios para alergia, asma e rinite possuem substâncias estimulantes em sua fórmula. Muito cuidado com eles.

Criança saudável, sono saudável e vice-versa

Procure criar uma rotina de atividades durante o dia, evitando cochilos fora de hora e preservando certo ritual para a hora de dormir. Nada de televisão ligada a noite toda ou refeições pesadas antes de ir para a cama.

Considere o impensável

De repente, você é um pai ou mãe ou cuidador ou professora exemplar, mas ainda assim enfrenta uma criança ansiosa quase ao ponto do intratável. Apesar de todos os seus esforços, apesar de todos os exames médicos e remédios caros, nada parece adiantar.

Por mais triste que a verdade possa ser, a Ansiedade Infantil pode esconder a ocorrência de maus tratos ou abusos sexuais por parte de pessoas “acima de qualquer suspeita”. Se este for o caso, jogue aberto, converse com a criança e procure orientações com um psicólogo ou pediatra.


Palestras Dolores Bordignon

Com décadas de experiência clínica, Dolores Bordignon agora leva suas experiências até sua escola, grupos de famílias e (por que não?) funcionárias mães que estão sofrendo e passando esta ansiedade aos seus filhos por terem que deixá-los para trabalhar. A saúde e o bem-estar pessoal de uma equipe, independentemente dos motivos que ligam os membros, é crucial para o grupo. Converse conosco, organize sua palestra com Dolores Bordignon para começar a trilhar novos caminhos em conjunto.

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